DJ BAN EMC · ELECTRONIC MUSIC CENTER · DESDE 2001
A HISTÓRIA DA
MÚSICA ELETRÔNICA
NO BRASIL
cultura de clube e de rua · club & street culture
Esta página conta duas histórias ao mesmo tempo. De um lado, o que aconteceu na cena brasileira desde 1958: o baile black e o baile funk na rua, a discoteca e a rave no clube, os campeões mundiais e os hits de exportação. Do outro, onde a DJ Ban esteve em cada um desses momentos, desde 2001. Uma história que ocorreu, e uma escola que ajudou a construir.
▼ role · a agulha desce o sulco
O SOM ANTES DA CENA
Antes de existir a palavra "cena", o Brasil já dançava. Começando por um homem escondido atrás de uma cortina em 1958, passando pelas discotecas que inventaram a pista de dança brasileira, pelas caixas de som gigantes no Norte, pelos discos importados que chegavam de navio e por um campeonato inglês que atravessou o Atlântico.
○ a cena
1958
Seu Osvaldo, o primeiro DJ do Brasil
Osvaldo Pereira, mineiro de Muzambinho radicado em São Paulo, estreou numa domingueira tocando discos escondido atrás de cortinas fechadas: a "Orquestra Invisível Let's Dance". O público jurava que era uma big band ao vivo · era um homem só, com um mixer artesanal de dois toca-discos que ele mesmo construiu pra emendar as músicas sem ninguém perceber. Tocou no Edifício Martinelli e no Clube Homs, antecipou os bailes black e ficou décadas esquecido, até o livro Todo DJ Já Sambou, de Claudia Assef, devolver seu nome à história.
○ a cena
1976
Ricardo Lamounier, o ídolo da era disco
Cria da New York City Discotheque de Ipanema, a casa que acendeu a era disco no país, o carioca Ricardo Lamounier assinou o primeiro LP mixado lançado no Brasil. Rodou o país inaugurando pistas, fazia da cabine um palco e, segundo registros da época, em 1978 já ensinava DJs no próprio apartamento em Copacabana. Partiu cedo, em 1987, como lenda da primeira geração.
○ a cena
1977
Papagaio Disco Club
Ricardo Amaral inaugura a primeira discoteca do país, com arcos de neon e pista exclusiva pra dançar. Na cabine, Sônia Abreu, a primeira DJ mulher do Brasil, residente ao lado do DJ Robertinho.
○ a cena
ANOS 70
Toco, a gigante da Vila Matilde
Até 4 mil pessoas por noite numa casa que viu nascer a disco music, o new wave e o house no Brasil, e que trouxe do Queen ao Technotronic. Na mesma São Paulo, danceterias como a Contramão formavam a primeira geração de DJs da noite.
○ a cena
ANOS 80
DJ Grego, o alquimista do remix
Ippocratis Bournellis, o Gregão, assinou mais de 200 remixes lançados no mundo inteiro e foi pioneiro da edição no tempo da fita de rolo, da lâmina e da emenda. Foi dele também a Rock and Soul, escola de DJ pioneira no Brasil · o caminho que a gente seguiria décadas depois. Um dos professores de lá, o DJ Double C, dá aula na DJ Ban até hoje · nesse tempo todo, já ensinou milhares de DJs.
○ a cena
1985
Nasce o DMC World DJ Championship
Na Inglaterra, começa a Copa do Mundo dos DJs. Em poucos anos ela cruza o oceano e muda a vida de uma geração de brasileiros.
○ a cena
ANOS 80
O Norte já dançava
Aparelhagens no Pará, o Dance Nacional de Manaus, o funk carioca absorvendo o Miami Bass. Muito antes do resto do país, a Amazônia e o subúrbio já eram pista.
○ a cena
1975·94
DJ Nazz e a ponte dos importados
Carlos Machado, o DJ Nazz, trouxe boa parte dos discos importados que tocaram em pista brasileira por quase vinte anos. Sem internet, alguém precisava trazer o futuro de navio.
○ a cena
1989
O DMC chega ao Brasil
Toninho Toró traz o campeonato pro país e o DJ Marlboro vence a primeira edição nacional. A representação oficial em São Paulo, com Juninho Thonon à frente, organiza os primeiros campeonatos. O turntablism brasileiro começa aqui.
○ a cena
1990
Revista DJ Sound, edição zero
Capa com Technotronic. A cena ganha imprensa própria, que duraria mais de três décadas.
○ a cena
FIM DOS 80
As primeiras produções nacionais
O Gabinete Calighari, de DJ Cuca e Ricardo Medrano, bota a dance nacional na pista com faixas como "Pump Up The Bass". O Brasil não só importava o som de fora, começava a produzir o seu.
● dj ban · o fio
1989
O Ban antes da Ban
A escola ainda não existia, mas o DJ já existia. No fim dos anos 80, quem ia fundar a DJ Ban já estava atrás dos toca-discos, tentando virar profissional numa época em que ser DJ no Brasil não era profissão, era teimosia. Mixer artesanal, disco importado a duras penas e muita hora de treino. A história da música eletrônica no Brasil começa antes da Ban, e a gente já estava nela.
O Ban mixando · 1989A PRIMEIRA RAVE
A cultura rave brasileira tem duas certidões de nascimento, e as duas valem: uma praia na Bahia e um estádio em São Paulo. Em cinco anos, a festa que não tinha nome rodava o país e tomava o rádio.
○ a cena
1991
Jungle Palace, Arraial d'Ajuda
Numa praia do sul da Bahia, o trance arma sua primeira grande festa no Brasil. Pra metade da cena, é aqui que tudo começa.
○ a cena
1991
Mauro Borges e o techno paulistano
Pioneiro da noite clubber de São Paulo, Mauro Borges abre o Clube Massivo e ajuda a apresentar o techno ao Brasil · antes, no grupo Que Fim Levou o Robin?, apontado como o primeiro grupo brasileiro de dance.
○ a cena
1992
Jeneration, no Pacaembu
A outra certidão de nascimento: a primeira grande rave urbana, em São Paulo. No mesmo ano, um jovem DJ Marky começava a tocar drum and bass.
○ a cena
1994
A dance toma o rádio
Em dezembro, a 97 FM vira Hot Nine Seven, 100% dance. "As 7 Melhores da Jovem Pan" viram ranking nacional e CD de sucesso. A pista invade a casa das pessoas.
○ a cena
±1995
Hell's Club e Nation
Os primeiros clubes de São Paulo dedicados só à música eletrônica. Das cabines deles saíram Mau Mau, Renato Cohen, Camilo Rocha e o próprio Marky.
○ a cena
1996
A rave roda o país
Rica Amaral e DJ Feio criam a primeira XXXperience, que chegaria a 20 mil pessoas por edição. Na MTV, estreia o AMP, programa só de eletrônica.
○ a cena
1997
KL Jay cria o Hip Hop DJ
Ao lado do Xis, o DJ dos Racionais funda o campeonato que formaria gerações de turntablists. Primeiro campeão: DJ Fábio Soares.
○ a cena
ANOS 90
A dance nacional vira hit
"I Don't Let You Go", de Ricco Robit, é um dos primeiros lançamentos de dance produzidos por DJs brasileiros a se popularizar de verdade. Sinal de que o som da pista já era feito aqui, não só importado de fora.
O BRASIL ESTOURA NO MUNDO
O drum and bass paulistano invade Londres, um brasileiro entra pro Top 100 mundial pela primeira vez e o techno nacional assina com o selo mais respeitado da Alemanha. No meio dessa virada, em 2001, a DJ Ban abre as portas.
○ a cena
1998
Londres chama
Bryan Gee, do selo V Recordings, leva o DJ Marky pra tocar na Inglaterra. Em São Paulo, abre o Lov.e Club, o "clubinho do coração" da cena.
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1998
O Ban no Jô Soares
O Ban foi entrevistado pelo Jô Soares no Programa Onze e Meia, falando do seu programa de rádio Cuco Loco. O Onze e Meia era o palco que todo artista queria pisar, e a música eletrônica sentou naquele sofá pela voz de quem viraria a DJ Ban.
O Ban no Jô Soares · Programa Onze e Meia · 1998○ a cena
2000
O ano das fundações
Primeira edição do Skol Beats, primeiro Universo Paralello no réveillon e o nascimento do D-Edge, ainda no Mato Grosso do Sul. Tudo no mesmo ano.
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2001
Nasce a DJ Ban
Rua Carlos Sampaio, Bela Vista. Uma sala de aula, equipamento de verdade e uma ideia fixa: ensinar a tocar como DJ, com honestidade e pé no chão. A cena explodia lá fora. A gente começava aqui dentro.
A sala de aula original · 2001○ a cena
2001
O sambass invade o mundo
The Brazil EP e o álbum The Brazilian Job, de Marky, Patife e XRS: drum and bass com sample de MPB e samba. O mundo dá nome ao som: sambass.
○ a cena
2002
"LK" no Top 20 britânico
Marky e XRS colocam um sample de Jorge Ben no 17º lugar da parada inglesa, com cerca de 100 mil cópias. Marky vira o primeiro brasileiro do Top 100 da DJ Mag. No litoral de Santa Catarina, abre o Warung.
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2002
E-Force, o primeiro festival independente
Em 30 de maio, a DJ Ban produz sozinha o E-Force no Parque de Diversões Play Center: mais de 21 mil pessoas e pistas de techno, drum and bass e psytrance, além de uma pista só de alunos e ex-alunos da escola. O primeiro festival de música eletrônica independente do Brasil. Rolou por quatro edições no Play Center e uma no Espaço das Américas.
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2002
O aniversário do Metrotech
17 horas de vibe no Clube Regatas Tietê. O Metrotech, na Metropolitana FM, foi um divisor de águas: revelou talentos novos da cena num quadro chamado Cena Brasileira, e por ali passaram grandes nomes da época. A festa de aniversário do programa foi mais uma produzida pela DJ Ban.
Aniversário do Metrotech · 17/08/2002 · produção DJ Ban● dj ban · o fio
2003
A primeira DJ Pechincha
Um bazar de equipamento com workshop, e o gringo AD Fanton na estreia. Dali nasceu o embrião de tudo o que veio depois: a loja, a Ban TV e os workshops que a gente faz até hoje. A Folha de S.Paulo cobriu a feira como retrato da cena nacional.
Folha de S.Paulo · 15/12/2003 · "Feira de DJs põe à mostra cena nacional"● dj ban · o fio
2003
Dave Clarke na Ban
A DJ Ban foi uma das que começou a trazer nomes internacionais pra dar workshop no Brasil. Em 2003, foi a vez do inglês Dave Clarke, um dos maiores do techno mundial, passar pela escola. Uma ponte entre a cena de fora e o aluno brasileiro.
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2005
Techno Edition, com Marco Bailey
No dia 11 de outubro, a edição Techno Edition do E-Force, no Espaço das Américas, trouxe o belga Marco Bailey, um dos maiores nomes do techno mundial, pra uma pista de 5 mil metros com 100 mil watts de som e luz. Rob TS, Eli Iwasa, o português Link e Snoop dividiram o line-up, e o Ban (Bunnys) fechou a noite às 4 da manhã.
Techno Edition · Marco Bailey · 11/10/2005● dj ban · o fio
2006
Bunnys, Marky, Julião e Andy na mesma cabine
O Ban também é conhecido como Bunnys. Em julho, no Club A Loca, ele dividiu a cabine da Vida Loca Old School com Marky, Julião e Andy, três dos maiores nomes do underground brasileiro. Estar ali, entre eles, foi um marco. E o set daquela noite sobreviveu.
Vida Loca Old School · A Loca · 01/07/2006○ a cena
2003·04
São Paulo vira capital do clube
O D-Edge se muda pra Barra Funda, o The Week abre com 6.000 m² e, no Rio, nasce a Fosfobox.
○ a cena
2005
Summer Eletrohits
A eletrônica chega ao CD de todo mundo, com discos de platina e um Brasil inteiro decorando hit de pista.
○ a cena
2007
Chromophobia
Gui Boratto lança pela alemã Kompakt um dos álbuns eletrônicos da década. No mesmo ano, o Green Valley faz seu primeiro evento, com Carl Cox na cabine.
● dj ban · o fio
2007
A escola vira complexo
Loja, mais estúdios, workshops, ações com marcas. A gente crescia no ritmo da cena · e montava cabine com o mesmo equipamento dos festivais que você acabou de ler.
Loja VIP · 2007OS TEMPLOS
Toda cena precisa de chão. Das discotecas dos anos 70 aos clubes eleitos os melhores do mundo e aos festivais de 180 mil pessoas · estes são os nomes que seguraram a pista por cinco décadas.
▸ a primeira geração · anos 70 e 80
1977
PAPAGAIO
São Paulo
A primeira discoteca do Brasil · Sônia Abreu, primeira DJ mulher do país, era residente
1978
AQUARIUS
Bela Vista · SP
Uma das maiores discotecas da era disco no Brasil · funcionou num antigo teatro da Bela Vista, o mesmo bairro onde a DJ Ban nasceria décadas depois
ANOS 70
TOCO
Vila Matilde · SP
Até 4 mil pessoas por noite · viu nascer a disco, o new wave e o house no Brasil
ANOS 80
CONTRAMÃO
São Paulo
Clássico da primeira geração das danceterias paulistanas
1993 · 97
SOUND FACTORY
Penha e Pinheiros · SP
Revolucionou musicalmente a zona leste de São Paulo. Duas casas: a Penha e o Sound Factory Club, em Pinheiros. Aqui o DJ Marky virou residente depois de vencer o campeonato da Show Business, e daí estourou pro mundo. Passaram pela cabine Marky, Julião, Ilya Simioni, GKD, Dabolina e Erê · o Ban tocou lá, e a Ilya, hoje professora da escola, também.
1991
KRYPTON DANCE PLANET
Vila Olímpia · SP
Inaugurada em 25 de julho de 1991: 1.700 m², pista de granito de 100 m² e 26 canhões de laser · o templo futurista do flash house e do eurodance nos anos 90
ANOS 90 · 2000
LUDOVICO
Tatuapé · SP
A danceteria da Rua Itapura que marcou a zona leste · conta-se que a elegância era tanta que a casa emprestava sapato a quem chegava de tênis
ANOS 80 · 90
FLORESTTA
Vila Olímpia · SP
Presente nas listas das danceterias que marcaram a noite paulistana dos anos 80 e 90 · a memória da cena a coloca na Vila Olímpia, o quadrilátero que respirava dance music
▸ os clubes
2000 →
D-EDGE
São Paulo
Design de Muti Randolph, LED pioneiro, 25 anos de pista
2002 · 2025
WARUNG
Itajaí · SC
O templo à beira-mar · despediu-se com The Final Journey
2007 →
GREEN VALLEY
Camboriú · SC
5 vezes eleito o melhor clube do mundo pela DJ Mag
2004 →
THE WEEK
São Paulo
6.000 m² de pista, referência LGBTQ+ do continente
1998
LOV.E CLUB
São Paulo
O clubinho do coração da cena paulistana
2004 →
FOSFOBOX
Rio de Janeiro
O porão alternativo carioca, ativo até hoje
1997 · 2017
ANZU CLUB
Itu · SP
2.500 pessoas por noite e 9 anos seguidos no Top 100 da DJ Mag
ANOS 90
BUNKER 94
Rio de Janeiro
O porão techno de Copacabana
ANOS 2000
SIRENA
Maresias · SP
O clube de praia que entrou no top 10 mundial · Carlo Dall'Anese foi residente por 11 anos, referência do progressive house brasileiro
ANOS 2000
GITANA HALL
Vila Olímpia · SP
Uma tenda cigana gigante armada no galpão que já tinha sido Allure e Club: estética andaluza, restaurante e pista pra 800 pessoas · depois da meia-noite, o DJ residente Riva assumia
▸ as raves e os festivais
1996 →
XXXPERIENCE
Brasil
A rave que rodou o país, 20 mil pessoas por edição
2000 · 2008
SKOL BEATS
São Paulo
Chegou a maior festival de eletrônica do mundo: 59 mil pessoas
2000 →
UNIVERSO PARALELLO
Bahia
Réveillon em Pratigi · entre os maiores festivais de trance do mundo
2008 →
ULTRA BRASIL
SP · BH · Rio
A marca de Miami em solo brasileiro
2015 →
TOMORROWLAND BRASIL
Itu · SP
Cerca de 180 mil pessoas na estreia
2012 →
LOLLAPALOOZA
São Paulo
O Perry's virou o palco eletrônico fixo do Brasil
● dj ban · o fio
ENQUANTO OS TEMPLOS SUBIAM, A GENTE MONTAVA OS NOSSOS
Estúdio profissional com o mesmo padrão de cabine dos clubes e festivais que você acabou de ler. Formar gente pronta pra essas pistas sempre foi o ponto · e continua sendo.
Estúdio 1 · 2010
Aula · 2011▸ a bandeira · feita de djs
O John Dias fez camisetas com o símbolo da house music desenhado por nomes de DJs. A gente estende a homenagem: a bandeira do Brasil, desenhada com os DJs que fizeram e fazem a nossa cena. A lista cresce toda semana · sentiu falta de um nome? Manda pra gente na pesquisa viva.
DJs na bandeira: Seu Osvaldo · Ricardo Lamounier · Sônia Abreu · DJ Robertinho · DJ Grego · DJ Double C · DJ Nazz · DJ Marlboro · Toninho Toró · Juninho Thonon · Luizão da Chic Show · Paulão da Zimbabwe · DJ Carlinhos Kaskata · Maurício Oliveira · Armando Martins · Grandmaster Ney · DJ Marky · DJ Patife · XRS · DJ Julião · Ilya Simioni · GKD · Dabolina · Erê · DJ Ban · DJ Meme · Renato Cohen · Gui Boratto · Amon Tobin · ANNA · Alok · Vintage Culture · Cat Dealers · Dubdogz · Mochakk · Carlo Dall'Anese · Mauro Borges · DJ Riva · DJ Murphy · Jayboo · Erick Jay · DJ Cuca · Ricco Robit · Camilo Rocha · Claudia Assef · Fabrício Peçanha · Anderson Noise · Mario Fischetti · Felguk · Gabe · Illusionize · KVSH · Bhaskar · Renato Ratier · DJ Ronaldinho · DJ RM · MC Jack · DJ Basim · SouJazz · Nino Leal · DJ Shinpa · DJ Raylan · Marquinhos Espinosa · Cinara · Morenno · Bruno Martini · Ricardo Medrano · Stamina MC · Kaleidoscópio · DJ Marnel · Will Deep · Azzura
72 DJs · e contando
OS CAMPEÕES
Uma coisa é ser o DJ mais votado, outra é ser campeão. Revista elege popularidade · campeonato mede técnica, com regra e juiz. E nisso o Brasil colecionou finais mundiais e trouxe o caneco mais de uma vez.
Tem uma diferença que quase ninguém explica pra quem está começando: uma coisa é ser o DJ mais votado, outra é ser campeão. Existem três formas de um DJ ser reconhecido · e só duas medem técnica.
A LISTA · VOTAÇÃO
Mede popularidade, alcance e marketing. Não mede técnica.
DJ Mag Top 100 · House Mag · DJ Sound
É voto de fã, sem critério técnico definido. A própria imprensa de fora admite que o ranking reflete quem tem mais máquina de divulgação, não quem toca melhor. Vale como vitrine, não como prova de habilidade.
O TURNTABLISM · PERFORMANCE
Juiz, regra e cronômetro. Vale scratch, beat juggling e precisão.
DMC · Hip Hop DJ · Red Bull Thre3style
Aqui ninguém vota: você ganha fazendo, na frente de quem entende. O Hip Hop DJ nasceu junto com o campeonato de MC, dentro da mesma cultura. O Red Bull Thre3style pede três estilos em pouco tempo · técnica pura com show.
A PISTA · CLUBE
Ganha quem mixa melhor e faz a pista dançar.
Rave Hypnotic · Miller SoundClash · Heineken Thirst · Curto Circuito · Raphsody
Na Rave Hypnotic, o DJ Murphy venceu em 2000 e levou como prêmio uma passagem pra Londres · virou uma das grandes referências do techno brasileiro. O Miller SoundClash teve duas edições no Brasil, com final no Clash Club em São Paulo, e o Jayboo representou o país em Las Vegas. Curto Circuito e Raphsody foram disputas tocadas dentro das casas, com o critério na pista.
▸ placar · campeões dmc brasil
- DJ MARLBORO★
- DJ CUCA★★
- MC JACK★
- DJ RM★
- ERICK JAY★★★★★
- DJ BASIM★
- SOUJAZZ★
- NINO LEAL★★★
- DJ SHINPA★★★★
- DJ RAYLAN★
anos antigos sem registro oficial consolidado · a lista honra os nomes, não crava as datas
🏆 título mundial
ERICK JAY
PENTACAMPEÃO MUNDIAL
O maior turntablist brasileiro. Em 2016 venceu o DMC World e o IDA no mesmo ano, primeiro latino-americano a levar os dois.
🏆 título mundial
DJ RAYLAN
CAMPEÃO MUNDIAL DMC 2025
Do Vale do Paraíba pra final em Tóquio, campeão do mundo aos 20 anos de idade.
🏆 título mundial
DJ CINARA
BICAMPEÃ RED BULL THRE3STYLE
Bicampeã nacional e a primeira mulher do Brasil a chegar numa final mundial da modalidade.
Red Bull Thre3style Brasil · Marquinhos Espinosa (2013 e 2017) · Cinara (2014 e 2015) · Morenno (2018)
Campeonato Hip Hop DJ, criado em 1997 por KL Jay e Xis · campeões como Fábio Soares, Cia, Nuts, Hadje, Tano, Erick Jay, Jeff C e Nino · reativado com Shinpa tricampeão · hoje a linhagem segue viva no festival Quartz, Riscos e Batidas.
Papo reto de quem forma DJ desde 2001: campeonato não se vence com talento, se vence com treino. É por isso que metade desta escola é estúdio de treino.
O QUE O BRASIL EXPORTOU
Não foi só pista importada. Teve faixa feita aqui que rodou o mundo, entrou em parada de fora e virou clássico. Do drum and bass com bossa ao brazilian bass, esses são alguns dos marcos que saíram do Brasil pro planeta.
ESTOY AQUÍ · REMIX
DJ Memê p/ Shakira
O remix que ajudou a lançar a Shakira no mundo. Anos depois, o Memê ainda remixaria John Lennon a convite da Yoko Ono e chegaria ao 1º lugar da parada dance da Billboard.
SAMBASSIM
DJ Patife
Drum and bass com samba e bossa levado às pistas da Europa pela V Recordings.
PONTAPÉ
Renato Cohen
Primeiro brasileiro a lançar pela Intec, do Carl Cox · um hino do tech house tocado no mundo todo.
LK · CAROLINA CAROL BELA
DJ Marky & XRS feat. Stamina MC
Sample de Jorge Ben e Toquinho, chegou ao Top 20 do Reino Unido e ao Top of the Pops · o maior marco do drum and bass brasileiro lá fora.
VOCÊ ME APARECEU
Kaleidoscópio
Drum and bass com bossa cantada em português, estourou aqui e na Itália.
ANOTHER BRICK IN THE WALL · BOOTLEG
Vintage Culture
O bootleg de Pink Floyd que rodou o Brasil no SoundCloud e projetou o Lukas Ruiz · dali veio o boom do brazilian bass.
YOUR BODY
Cat Dealers
O primeiro grande hit dos irmãos de Oliveira, dezenas de milhões de plays.
PUMPED UP KICKS · REMIX
Dubdogz
O remix que estourou os gêmeos de Juiz de Fora e abriu o caminho da dupla.
E essa lista não para de crescer · a próxima faixa que vai rodar o mundo pode sair de uma sala de treino aqui.
A MÍDIA QUE CONTOU
Cena sem mídia é boato. Foram rádios 100% dance, revistas de banca, madrugadas da MTV e uma revolução de formato atrás da outra que levaram a pista até quem nunca tinha pisado nela.
▸ antes do rádio dance, o baile black
Boa parte da pista de dança brasileira nasceu no baile black. Antes de existir rádio dance, eram as equipes de som que faziam as maiores festas de São Paulo, lançavam o que tocava e educavam o ouvido do país · soul, funk, Miami bass e as primeiras batidas eletrônicas. Muita gente que depois virou DJ de eletrônica começou dançando ali, e essas equipes também ocupavam o rádio.
CHIC SHOW
DESDE O FIM DOS ANOS 60
A maior equipe de baile black de São Paulo, do Luizão · lotava ginásio e chegou a trazer o James Brown pro Brasil.
ZIMBABWE
ANOS 70 · 80
Do Paulão da Zimbabwe · virou selo e lançou a coletânea Consciência Black, uma das bases dos Racionais MC's.
KASKATA'S
DESDE 1981
Do DJ Carlinhos, em Santo André · o selo Kaskata's Records lançou marcos do rap nacional.
BLACK MAD
OLD SCHOOL · SP
Do Maurício Black Mad · trouxe pra cá gigantes do rap e da black music de fora.
CIRCUIT POWER
OLD SCHOOL · SP
Do Armando Martins · conhecida no circuito como a número um em lançamentos.
97,7
HOT NINE SEVEN
dez/1994 · a primeira rádio 100% dance de São Paulo · depois de uma fase como 97 FM, virou a Energia 97 em 1999
89,7
NOVA FM
"A Rádio Dance de São Paulo" · foi dela que nasceu o Lunch Break, no horário do almoço
98,5
METROPOLITANA FM
no começo dos anos 2000, a rádio mais alternativa de SP · dance e eletrônica antes de virar pop
100,9
JOVEM PAN
"As 7 Melhores" viraram ranking nacional e CD de sucesso · o dance ocupando o horário nobre
ANOS 80
BANDEIRANTES FM
Antes da dance, a black music já tomava o rádio paulistano · programas como Baile da Band, Charm Dance, Som da Massa e Black in Love
▸ os programas que marcaram
AS 7 MELHORES
JOVEM PAN · 100,9
O ranking dance que virou CD de sucesso e ditava o que tocava na pista do país inteiro.
PLANETA DJ
JOVEM PAN · 100,9
Dance no rádio com o locutor Hamilton, o Banana, uma das vozes mais conhecidas do gênero.
LUNCH BREAK
NOVA FM → ENERGIA 97
A trilha do almoço de uma geração · nasceu na Nova FM 89,7 e segue hoje na Energia 97 com o DJ Ronaldinho.
METROTECH
METROPOLITANA · 98,5
Um divisor de águas na cena: no quadro Cena Brasileira, o programa revelava talentos novos da eletrônica nacional. Muita gente grande da época passou por ali antes de estourar. A DJ Ban produziu a festa de aniversário do programa.
FREEDOM
ENERGIA 97 · 97,7
O programa de dance e house dos domingos, voltado ao público LGBT, apresentado pelo DJ Mauro Borges · nasceu como extensão da pista Freedom do festival Spirit of London e rendeu compilações e até cruzeiro.
OXYDANCE
DESDE 1º/10/1989
Apresentada pelo Carlinhos, é uma das marcas de dance mais longevas de São Paulo · passou por várias rádios e segue no ar até hoje, colaborando com a dance music brasileira.
CLIP TRIP
TV GAZETA · 1989·94
Um dos primeiros da TV a passar clipe de dance · comandado pelo Beto Rivera, virou favorito da molecada nos anos 90.
1990 · 2021
DJ SOUND
A revista mais longeva da cena, da edição zero com Technotronic até 2021.
1990 · 2013
MTV · DISK & AMP
O Disk MTV no dia a dia e o AMP na madrugada de sábado, só eletrônica · com DJ Marky apresentando parte da atração.
LIVRO
TODO DJ JÁ SAMBOU
Claudia Assef escreve o primeiro livro sobre a história dos DJs no Brasil · leitura obrigatória por aqui.
▸ os sites que organizaram a cena
RRAURL
1997 · 2016
O e-zine e fórum de Camilo Rocha e Gaía Passarelli · o maior ponto de encontro online da cena eletrônica no país.
BALADA PLANET
ANOS 2000
A agenda das festas e baladas eletrônicas do país · era onde a galera descobria pra onde ir no fim de semana.
RAVES
ANOS 90
Um dos portais que catalogavam as raves brasileiras e mantinham a memória da cena viva.
▸ as conferências
RIO MUSIC CONFERENCE
2009 →
A maior conferência de música eletrônica da América do Sul · virou Brasil Music Conference ao mudar pra São Paulo em 2018.
HOT BEATS
RIO · HOJE
A conferência atual da indústria eletrônica no Rio, com painéis, workshops e ponte com o ADE de Amsterdam.
▸ os livros que contaram a cena
TODO DJ JÁ SAMBOU
2003 · 2017
Claudia Assef conta a história do DJ no Brasil, do Seu Osvaldo em diante · reedição ampliada em 2017, com prefácio de Bill Brewster e capas com Seu Osvaldo, DJ Marky, ANNA e Alok.
BABADO FORTE
1999
Erika Palomino documenta a noite, a moda e a música dos anos 90, do Madame Satã às raves · nasceu da coluna Noite Ilustrada, da Folha, e ganhou reedição de 25 anos.
BATE-ESTACA
2024
Camilo Rocha reconstrói a cena eletrônica paulistana dos anos 80 aos 2000 · Nation, Toco, Overnight, Sound Factory · com mais de 80 entrevistas e 7 anos de pesquisa.
FESTA INFINITA
2009
A reportagem imersiva de Tomás Chiaverini dentro do universo das raves brasileiras.
MEB · A HISTÓRIA DA MÚSICA ELETRÔNICA BRASILEIRA
2017
Eric Marke, curador do FILE e criador do Museu de Eletrônica Brasileira, montou a primeira enciclopédia do tema no país: dos anos 30 aos dias de hoje, com centenas de biografias ilustradas.
ELECTRONIC STANDARDS
2025
O fascinante universo da música eletrônica por Alain Patrick, jornalista da extinta revista Beatz: 650 páginas e mais de 80 artistas entrevistados, dos anos 60 à cena atual.
▸ a virada de formato
VINIL
ANOS 90
garimpo na Galeria Nova Barão, +30 lojas de disco
CD
1994 · 2005
coletâneas de 100 mil cópias e o Summer Eletrohits
MP3
2001 · 2013
Trama Virtual: 78 mil artistas em download grátis
STREAMING
2008 →
Beatport e SoundCloud abrem o boom dos produtores nacionais
● dj ban · o fio
A GENTE TAMBÉM VIROU MÍDIA
Nos primeiros anos da escola, o Ban também vivia o rádio por dentro: foi DJ, locutor, voz padrão e produtor da Metropolitana FM na fase mais alternativa dela, no começo dos anos 2000 · foi de lá que saiu a E-Force. Depois vieram a BAN TV, os videosets e os workshops gravados dentro da escola, muito antes de "criador de conteúdo" virar profissão. E o livro da Claudia Assef circulando de mão em mão entre os alunos, inclusive ao vivo na rádio.
BAN TV · 2013
Alunos na rádio · com o livroA ERA POP
Os gigantes internacionais desembarcam, um filho do Universo Paralello vira o DJ mais ouvido do país e o "Brazilian bass" transforma o interior do Brasil em exportador de hit mundial.
○ a cena
2008
Troca de gigantes
O Skol Beats chega ao fim depois de ser o maior festival de eletrônica do mundo. No mesmo ano, a Ultra Brasil estreia.
○ a cena
2012
Lollapalooza chega
E a música eletrônica ganha palco fixo nos grandes festivais de linha, com o Perry's lotado todo ano.
○ a cena
2013
O ano da virada
Alok lança "We Are Underground". O Green Valley é eleito o melhor clube do mundo pela DJ Mag. Marquinhos Espinosa vence o primeiro Red Bull Thre3style do Brasil.
● dj ban · o fio
jul 2014
A gente deu o furo
Um ano antes de o festival pisar no Brasil, a Ban publicou em primeira mão no blog que o Tomorrowland estava cotado pra desembarcar por aqui. "Será que chegou nossa vez?" O post explodiu: 4.506 compartilhamentos no Facebook e um pico de 73.880 sessões no site no dia seguinte. Prova de que, quando a cena respirava, a gente já estava no meio dela.
O post da Ban · 3 de julho de 2014 · 4.506 compartilhamentos○ a cena
2015
Tomorrowland em Itu
Cerca de 180 mil pessoas na primeira edição brasileira do maior festival do mundo. No DMC, Erick Jay é vice-campeão mundial.
● dj ban · o fio
2015
O Marky na nossa pista
O mesmo DJ Marky dessa história tocou na pista da escola, pros nossos alunos. E o réveillon daquele ano a gente passou na cabine da Avenida Paulista.
DJ Marky na pista da Ban · 2015○ a cena
2016
"Hear Me Now"
Alok, Bruno Martini e Zeeba somam centenas de milhões de streams e o Brazilian bass vira produto de exportação. No mesmo ano, Erick Jay é campeão mundial de turntablism.
○ a cena
2016·19
A geração bass
Vintage Culture e a Só Track Boa, Cat Dealers, Chemical Surf, KVSH, Liu, Dubdogz, Victor Ruiz. O interior do país produzindo pra pista do mundo inteiro.
● dj ban · o fio
2013·16
Produção entra na grade
No auge do Brazilian bass, a produção musical entrou de vez na nossa grade. Nos estúdios daqui rodou até gravação de filme da Skol pro Tomorrowland.
Gravação Skol · Tomorrowland · Estúdio 2● dj ban · o fio
2016
A primeira a produzir conteúdo de marca
A DJ Ban foi a primeira empresa do Brasil a fechar contrato com uma marca grande pra produzir conteúdo. Foram séries inteiras de vídeo, como a análise completa da linha Pioneer DJ, gravadas nos nossos estúdios. Conteúdo que ensinava a cena a usar o equipamento que ela ia encontrar na cabine.
▶ ver a playlist completa no YouTubeHOJE
A pandemia parou a pista, a nova geração estourou pelo streaming, um templo se despediu e um garoto de 20 anos trouxe o mundo pra casa. A história continua sendo escrita agora.
○ a cena
2020
A pista para
Pandemia: quase metade dos clubes de São Paulo fechou. A cena se reinventou em lives históricas, como as maratonas do Vintage Culture e o Alok em rede nacional.
○ a cena
2022
A nova geração
Mochakk estoura do TikTok pras cabines mais disputadas do mundo. ANNA leva o techno brasileiro à Kompakt e à Drumcode e é apontada como a DJ número 1 do país.
○ a cena
2025
Fim e começo
O Warung se despede depois de 23 anos de beira-mar. Em Tóquio, DJ Raylan, do Vale do Paraíba, é campeão mundial de DMC aos 20 anos. Alok fecha o ciclo como número 3 do mundo.
● dj ban · o fio chega em
2026
25 ANOS DE DJ BAN
+11.758
alunos formados desde 2001 · muitos deles tocando, agora, nas pistas que você acabou de ler. A cena é o cenário. A escola é o fio. Os alunos são a prova.



Museu Mans · dentro da escolaESSA HISTÓRIA DÁ PRA TOCAR COM A MÃO
O Museu Mans fica dentro da escola: toca-discos, mixers e sintetizadores que tocaram cada era desta página. Você lê a linha do tempo aqui e passa o dedo nela quando visitar a gente na Bela Vista.
A PRÓXIMA FAIXA É SUA
Essa linha do tempo continua sendo escrita toda semana por gente que decidiu aprender a tocar como DJ. Se você quiser entrar nela, o caminho já está desenhado · é só apertar o play.
ou chamar a gente no WhatsApp ↗● rec · pesquisa viva
ESSA HISTÓRIA ESTÁ SENDO ESCRITA COM A CENA
A pesquisa desta página é contínua. Você viveu essa cena, tocou nela, frequentou um clube que não está aqui, tem data, correção ou história que precisa entrar? Manda pra gente · a gente confere e inclui, valorizando cada DJ, cada produtor e cada pista.
+ notas e fontes desta página
Datas e fatos compilados de imprensa especializada (DJ Mag, Resident Advisor, Mixmag, House Mag, revista DJ Sound), Red Bull, Sesc São Paulo, Forbes Brasil, DMC Brasil e arquivos da cena como Memória Clubber e São Paulo Antiga, além do acervo próprio da DJ Ban EMC. Onde as fontes divergem (a "primeira rave" do país, anos exatos de títulos antigos de campeonato), a página apresenta as duas versões ou evita cravar a data. Todas as fotos são do acervo da DJ Ban · a cena externa é contada em tipografia, por respeito ao direito autoral de quem fotografou essa história.