Cursos

Presenciais

Curso de DJProdução Musical

Online ao vivo

DJ OnlineProdução Online

No seu local

Curso de DJProdução Musical

EAD · Gravado

Produção MusicalDJ (Backstage)

Serviços

Locação de EstúdiosVenda seu Equipamento

Ferramentas

GPS do DJMixagem OnlineTestador de Pen Drive
LojaFale pelo WhatsApp

A HISTÓRIA DA
MÚSICA ELETRÔNICA
NO BRASIL

cultura de club e de rua · cenário e mercado da música dançante

Esta página não é só a história de um gênero musical. É o retrato do nosso cenário e do nosso mercado de música dançante, com os protagonistas que realizaram cada pedaço dele presentes aqui dentro: quem tocou, quem produziu, quem levantou a festa, quem colocou no rádio, quem inovou e quem divulgou. “Música eletrônica” aqui não é o “tuntz tuntz”, é o contexto inteiro que fez as gerações passadas, as atuais e as que ainda vêm dançar. É também uma amostragem dos vários caminhos que a música oferece. De um lado, o que aconteceu na cena brasileira desde 1958. Do outro, onde a DJ Ban esteve em cada um desses momentos, desde 2001.

rec · página em constante evolução

Esta história está sendo escrita agora: a gente recebe memórias da cena, confere uma a uma e vai empilhando aqui. Voltou depois de um tempo? Vai ter coisa nova.

▸ últimas atualizações

+ ver as outras 23 mudanças

▼ role · a agulha desce o sulco

track 001954 · 1975

O SOM ANTES DO SOM

Existe uma música eletrônica brasileira que nasceu quatro anos antes do primeiro DJ e que nunca pisou numa pista. Ela veio da sala de aula e da sala de concerto, com fita magnética, tesoura e gerador de som. Não é a linhagem desta página · a nossa é a da pista · mas é a primeira vez que alguém no Brasil fez música com eletricidade em vez de instrumento, e por isso ela abre aqui. As duas linhas só vão se encontrar muito mais tarde, quando o sampler chegar ao estúdio de quem faz música pra dançar.

○ a cena

1954

Um estúdio na Rua Sergipe

Em meados de 1954, no ano do IV Centenário de São Paulo, a Escola Livre de Música da Pró-Arte inaugurou um Estúdio de Música Eletrônica num sobrado da Rua Sergipe 271, na Consolação. A direção era do compositor Hans-Joachim Koellreutter e a coordenação do Ernst Mahle, cujo pai, engenheiro, bancou a compra dos aparelhos. Tinham gerador de sons senoidais, gravador de três velocidades, fita, tesoura, e depois o trautônio e as ondas martenot. O interesse tinha começado em 1953, e em agosto de 1954 a existência do estúdio já era assunto entre músicos, poetas e artistas plásticos da cidade.

por que quase ninguém sabeL. C. Vinholes

Não sobrou quase nada: as fitas e as anotações do grupo se perderam. A existência do estúdio só foi reconstruída em 2011, por quem esteve lá, cruzando depoimentos com jornal e com o periódico dos alunos do Conservatório de Pelotas. Por isso ele não aparece na maior parte do que se escreveu sobre música eletrônica no Brasil.

revista Música em Contexto · UnB · 2011

o resultadomais Schaeffer do que Stockhausen

Faltava equipamento e faltava manual. O que saía dali ficava mais perto da música concreta do Pierre Schaeffer, feita cortando e colando fita, do que da música eletrônica do estúdio da Rádio de Colônia, que tinha aparelho de outro nível.

revista Música em Contexto · UnB · 2011

○ a cena

1956

O primeiro compositor brasileiro do gênero

O paraibano Reginaldo Carvalho, aos 23 anos e apoiado por Villa-Lobos, ganhou bolsa para estudar composição em Paris com Olivier Messiaen. Lá virou discípulo de Pierre Schaeffer e produziu "Si-bemol", de 1 minuto e 35 segundos, a primeira obra de um brasileiro feita com equipamento eletrônico.

○ a cena

1975

O primeiro disco · que não é o primeiro disco mixado

Jorge Antunes lançou pela Mangione o LP "Música Eletrônica", tido como o primeiro disco de música eletrônica do Brasil: ruído branco, feedback, loop, manipulação de fita e voz processada, reunindo peças como "Valsa Sideral", de 1962. Levou 15 recusas de gravadora antes de sair, e vendeu as cinco mil cópias em um ano. Aqui vale a distinção que confunde muita gente: este é o primeiro disco de música eletrônica feita no Brasil, e não o primeiro disco mixado, que é o do Ricardo Lamounier, de 1976, e está na faixa seguinte. Um é obra de compositor, o outro é ferramenta de pista · coisas diferentes, das duas linhagens que esta página conta.

track 011958 · 1975

O SOM ANTES DA CENA

Antes de existir a palavra "cena", o Brasil já dançava. Tudo começa com um homem escondido atrás de uma cortina em 1958 e com os discos importados que chegavam de navio pra abastecer as primeiras pistas.

○ a cena

1958

Seu Osvaldo, o primeiro DJ do Brasil

Osvaldo Pereira, mineiro de Muzambinho radicado em São Paulo, estreou numa domingueira tocando discos escondido atrás de cortinas fechadas: a "Orquestra Invisível Let's Dance". O público jurava que era uma big band ao vivo · era um homem só, emendando 78 rotações de Glenn Miller e Ray Conniff pra que a música nunca parasse. Tocou no Edifício Martinelli e no Club Homs, antecipou os bailes black e ficou décadas esquecido, até o livro Todo DJ Já Sambou, de Claudia Assef, devolver seu nome à história em 2003. Completou 92 anos em dezembro de 2025, e a família carrega o legado: o DJ Grand Master Ney, do Chic Show, é parente dele · o primeiro DJ do Brasil ligado direto à equipe que fez o baile black.

No Clube 220 eu fazia domingueira, das seis à meia-noite. E um diretor me convidou, falou: Osvaldo, você tá pra fazer baile na madrugada, das dez às quatro da manhã. Aí nós fomos pra Avenida Rio Branco.
Seu Osvaldo · o primeiro DJ do Brasil · no Batendo Prato · Ban TV · 2015
a menção que o trouxe de voltaClaudia Assef · Todo DJ Já Sambou

Foi esse livro, em 2003, que tirou o Seu Osvaldo de mais de 30 anos de esquecimento e devolveu o nome dele à história do DJ no Brasil. Quem o indicou pra autora foi o sobrinho, o Grand Master Ney, do Chic Show.

livro de Claudia Assef · 2003

a cabineDois toca-discos e uma gambiarra

Não existia equipamento de DJ. O Seu Osvaldo fez curso de eletrônica por correspondência, copiou circuito de aparelho importado na loja do patrão e construiu o próprio amplificador. A cabine brasileira começou feita à mão.

ver o acervo · a cabine

○ a cena

1975·94

DJ Nazz e a ponte dos importados

Carlos Machado, o DJ Nazz, trouxe boa parte dos discos importados que tocaram em pista brasileira por quase vinte anos. Sem internet, alguém precisava trazer o futuro de navio. O Cadico conta como funcionava: comprar um disco importado custava metade de um salário, o que se sabia do que tocava lá fora vinha de jornal e da revista Billboard, e a música chegava aqui com dois anos de atraso · a discoteca estourou em 78 no Brasil e já era 76 e 77 nos Estados Unidos. Por isso o Machado alugava disco pra quem tocava, e quem trazia de fora eram nomes como o Ricardo Guedes e o Juninho Thonon. Quando não dava pra ter o vinil, se gravava em rolo. E tinha quem esperasse o disco tocar na cabine da Toco, guardasse na sacola e levasse embora pra tocar na Chic Show · por isso o dono ficava do lado, pra ninguém gravar.

segunda fonteBadinha · Batendo Prato

"Para quem não lembra do Machado, era o cara que trazia. Ele morava numa rua aqui na Vila Mariana, na Rua Pelotas, a casa onde morou antes a Rita Lee. E lá nós nos encontrávamos toda semana: eu, Guedes, Greguinho, Gregão, Cabelo." É a segunda fonte independente a descrever o mesmo personagem · o Cadico conta que ele alugava os discos, o Badinha conta onde a turma se juntava pra ouvir.

Batendo Prato · Ban TV

track 02ANOS 60 · 80

OS BAILES BLACK

Boa parte da pista de dança brasileira nasceu no baile black. Antes de existir rádio dance, eram as equipes de som que faziam as maiores festas de São Paulo, lançavam o que tocava e educavam o ouvido do país · soul, funk, Miami bass e as primeiras batidas eletrônicas. Muita gente que depois virou DJ de eletrônica começou dançando ali.

○ a cena

ANOS 60

De onde saíram as equipes de baile

As equipes não nasceram de um plano, nasceram de uma conta que fechava. Um homem sozinho fazia baile no centro de São Paulo e ganhava dinheiro com isso. A conta era simples e todo mundo viu: cinco pessoas, um nome de clube, alguém na portaria, um salão alugado e um título pro baile. Daí saíram as equipes que iam educar o ouvido do país inteiro por três décadas.

No início eu sempre digo assim que a negrada viu que dava pra ganhar dinheiro fazendo festa, porque eu iniciei, não tinha ninguém no centro da cidade. O que você precisava: cinco pessoas, você dava um nome pro clube, arrumava pessoal pra portaria, alugava salão, dava o título do baile. E você realmente ganhava. Então surgiram várias equipes.
Seu Osvaldo · o primeiro DJ do Brasil · no Batendo Prato · Ban TV · 2015

○ a cena

ANOS 60 · 70

Quem estava na pista

O baile black é chamado assim pelo som e pela cultura que carrega, não por regra de porta. Quem viveu conta que a pista era majoritariamente negra e ao mesmo tempo misturada, num país e num período em que quase nenhum espaço público era. O baile foi, na prática, um dos poucos lugares onde São Paulo dançou junto.

Se você olhar naquela foto que tá no livro, a maioria era negro. Mas a gente tinha muito branco, muito.
Seu Osvaldo · o primeiro DJ do Brasil · no Batendo Prato · Ban TV · 2015

○ a cena

ANOS 80

O Norte já dançava

Aparelhagens no Pará, o Dance Nacional de Manaus, o funk carioca absorvendo o Miami Bass. Muito antes do resto do país, a Amazônia e o subúrbio já eram pista. O Dance Nacional viveu o auge entre 1985 e 2000 e teve no Raidi Rebello um dos pioneiros: o LP Dance Music Vol. 1 saiu em 1990 e o Dance Mix 4, de 1994, trouxe "Dance com a Gente", apontada como a primeira faixa do gênero cantada em português. Em Belém, o DJ Dinho comandava a aparelhagem Tupinambá, que já na virada dos anos 2000 rodava com computador, mini disc, sampler e sequenciador. No Rio Grande do Sul, os coletivos Turmalina e Arruaça faziam o mesmo caminho, com a DJ Mari Gonçalves entre eles.

▸ as equipes de som

CHIC SHOW

DESDE O FIM DOS ANOS 60

A maior equipe de baile black de São Paulo, do Luizão · lotava ginásio e chegou a trazer o James Brown pro Brasil.

ZIMBABWE

ANOS 70 · 80

Do Paulão da Zimbabwe · virou selo e lançou a coletânea Consciência Black, uma das bases dos Racionais MC's.

Fui influenciado pelo Grand Master Duda e pelo DJ Doc da Zimbabwe. Esses caras tinham a pista na mão · não só tocavam bem, conversavam com as pessoas no baile.
KL Jay · DJ dos Racionais MC's · no Batendo Prato · Ban TV · 2014

KASKATA'S

DESDE 1981

Do DJ Carlinhos, em Santo André · o selo Kaskata's Records lançou marcos do rap nacional.

BLACK MAD

OLD SCHOOL · SP

Do Maurício Black Mad · trouxe pra cá gigantes do rap e da black music de fora.

CIRCUIT POWER

OLD SCHOOL · SP

Do Armando Martins · conhecida no circuito como a número um em lançamentos.

track 031976 · 1985

A FEBRE DISCO

A discoteca chega ao Brasil e inventa a pista de dança brasileira: casas feitas só pra dançar, o primeiro LP mixado, os primeiros ídolos da cabine e o rádio descobrindo que o país queria dançar em casa também.

○ a cena

1976

Ricardo Lamounier, o ídolo da era disco

A New York City Discotheque de Ipanema abriu em 20 de maio de 1976 e é a primeira discoteca do Brasil: até ali, o que o Rio tinha eram boates. Foi criação de Carlos Wattimo, veterano da Guerra do Vietnã apontado como o brasileiro mais condecorado da história do exército americano. Na cabine, o carioca Ricardo Lamounier, que assinou o primeiro LP mixado lançado no país, com mais de 50 mil cópias vendidas. Rodou o país inaugurando pistas, fazia da cabine um palco e, segundo registros da época, em 1978 já ensinava DJs no próprio apartamento em Copacabana. Partiu cedo, em 1987, como lenda da primeira geração.

o livro que registrouA Primeira e Única New York City

A história da NYC Discotheque virou livro, de Mario Abbade e Celso Rodrigues Ferreira Junior, que reconstrói a abertura da primeira discoteca do Brasil, em 20 de maio de 1976, e a era disco que ela acendeu.

livro de Mario Abbade e Celso R. Ferreira Jr

○ a cena

1977

Papagaio Disco Club

Ricardo Amaral, o Rei da Noite Carioca, abre o Papagaio na Lagoa, no Rio, um ano depois da New York City e inspirado nela: arcos de neon e pista exclusiva pra dançar. Na cabine, Sônia Abreu, a primeira DJ mulher do Brasil, residente ao lado do DJ Robertinho.

○ a cena

1978

Em Manaus, o disco chegava de avião

Enquanto o Sudeste inaugurava discoteca, Manaus já tinha loja de disco importado desde o começo dos anos 70 e um motivo que ninguém mais no país tinha: o voo semanal da Air France. A tripulação pernoitava na cidade e os passageiros da Venezuela e do Panamá esperavam ali a conexão para Paris, então a noite de Manaus pegava fogo na quinta-feira, que era a véspera do voo. Foi nesse circuito que o Raidi Rebello virou profissional, em 1978, na boate Midson.

quem viveuDJ Raidi Rebello

"Eu comecei minha carreira com a grande maioria dos DJs dos anos 70, fazendo festinhas em garagem, fazendo o que aqui em Manaus nós costumávamos chamar de brincadeiras." Batizado de boneca, aniversário de 15 anos, comemoração do carro novo do papai · qualquer motivo servia, porque a garotada não tinha idade para entrar na discoteca.

DJ History · Alexander Rey Hunt · 2009

escondido, de novoDJ Raidi Rebello

Vinte anos depois do homem atrás da cortina, a cabine ainda era esconderijo: "normalmente o discotecário ficava escondido atrás de uma salinha, numa parede, você não aparecia pro público".

DJ History · Alexander Rey Hunt · 2009

○ a cena

ANOS 70

Toco, a gigante da Vila Matilde

Até 4 mil pessoas por noite numa casa que viu nascer a disco music, o new wave e o house no Brasil, e que trouxe do Queen ao Technotronic. Na mesma São Paulo, danceterias como a Contramão formavam a primeira geração de DJs da noite.

a casa mais lembradacontado nas entrevistas

A Toco é a casa noturna mais citada de todo o acervo do Batendo Prato: aparece em 35 dos 89 programas já transcritos, na boca de quem tocou nela e de quem só frequentou. Nenhuma outra casa chega perto.

Batendo Prato · Ban TV · 2013 a 2020

a cabineTechnics SL-1200 · 1972

O toca-discos de tração direta que tornou a mixagem confiável: o prato pega rotação na hora e não varia. É por isso que o 1200 virou o padrão de cabine do mundo por quatro décadas, e a base de tudo o que rolava numa pista como a do Toco.

ver o acervo · a cabine

○ a cena

ANOS 80

DJ Grego, o alquimista do remix

Ippocratis Bournellis, o Gregão (1956·2010), assinou mais de 200 remixes lançados no mundo inteiro e foi pioneiro da edição no tempo da fita de rolo, da lâmina e da emenda. É dele a mão nos três volumes do Dance Mix, que a CBS lançou em 1985 e 1986 · a série que botou DJ brasileiro pra remixar o elenco pop da gravadora e da qual saiu o Olhar 43, do RPM. O primeiro disco dele, o Maestro Mecânico, saiu em 1977 · um ano depois do LP mixado que o Ricardo Lamounier lançou no Rio, que é o primeiro do país. Com o DJ Garcia, o Gregão ainda criou a TV DJ, que muita gente da cena considera a primeira televisão feita para DJ no Brasil. Foi dele também a Rock and Soul, escola de DJ pioneira no Brasil · o caminho que a gente seguiria décadas depois. Um dos professores de lá, o DJ Double C, dá aula na DJ Ban até hoje · nesse tempo todo, já ensinou milhares de DJs.

a cabineTR-808, TB-303 e o sampler

A caixa de ritmo e o sintetizador de baixo da Roland foram feitos pra imitar instrumento de verdade, falharam nisso, e criaram som que não existia: a 808 desenhou o electro e a house, a 303 inventou o acid. Com o sampler, o DJ deixou de só tocar disco e passou a fazer o próprio, como o Gregão nos remixes.

ver o acervo · a cabine

a dj banO Museu Mans

Quando o Gregão morreu, em 2010, a gente montou dentro da escola um museu em homenagem a ele: o Museu Mans. O nome vem do jeito dele falar · ele chamava todo mundo de mans, homem ou mulher, sem exceção. Até hoje tem DJ que chama o outro de mans sem saber de onde veio. Veio dele.

DJ Ban EMC

track 041985 · 1991

A HOUSE INVADE O DIAL

A house music chega pelas pistas e pelo rádio, um campeonato de DJ inglês atravessa o Atlântico e o Brasil começa a produzir o próprio som.

○ a cena

1984 · 86

Marquinhos MS e a house na pista de São Paulo

Antes de a house virar assunto, ela já tocava numa pista de São Paulo, e a agulha era do Marquinhos MS. O MS é do Madame Satã, a casa que o revelou e que ele segurou de 1984 a 1986 ao lado do DJ Magal · começou tocando rock alternativo ali. Quando saiu do Satã, foi o primeiro DJ da cidade a tocar house, e mais precisamente acid house, na pista do Malícia, e depois no Zóster. E não parou em tocar: passou a escrever boletins sobre o gênero e distribuir na mão dos amigos, e foi pros programas de rádio explicar o que era aquele som. Fazia sozinho o trabalho que hoje uma escola, uma revista e um algoritmo fazem juntos. O DJ Mau Mau conta que foi no Madame Satã que ele conheceu o Marquinhos e o Magal, e que os dois tocavam ali um acervo que não se ouvia em nenhum outro lugar da cidade · foram os primeiros DJs que ele passou a acompanhar fora do hip hop.

○ a cena

1985

Nasce o DMC World DJ Championship

Na Inglaterra, começa a Copa do Mundo dos DJs. Em poucos anos ela cruza o oceano e muda a vida de uma geração de brasileiros.

○ a cena

FIM DOS 80

As primeiras produções nacionais

O Gabinete Calighari, de DJ Cuca e Ricardo Medrano, bota a dance nacional na pista com faixas como "Pump Up The Bass". O Brasil não só importava o som de fora, começava a produzir o seu. O Cuca conta que esse foi o primeiro single nacional feito pra vender, e que ele veio com uma sacada pros colegas: trazia a versão a capela e trechos separados pra scratch, porque na época era difícil um DJ achar frase pra usar.

o discoDJ Cuca · In The Place · 1988

Um ano antes do Pump Up The Bass, o mesmo DJ Cuca, campeão do DMC Brasil, já gravava pela TNT Records, o selo da equipe de baile Dinamite. É o disco mais antigo dele no acervo.

TNT Records · ver o acervo · os discos

○ a cena

FIM DOS 80 · 90

A disputa que o público inventou

Três casas seguravam a noite paulistana e cada uma tinha o seu DJ: o Badinha na Overnight, o Ricardo Guedes na Contramão e o Iraí Campos na Toco. O público transformou isso em rivalidade, e a imprensa da cena publicava a briga: primeiro no jornalzinho dos irmãos Sarmiento, depois na revista DJ Sound, edição por edição. Era a época em que se ia numa casa por causa do disco que só ela tinha.

o nome mais lembradocontado nas entrevistas

Ricardo Guedes é o nome mais citado de todo o acervo: 35 dos 89 entrevistados falam dele espontaneamente, ao longo de doze anos de programa. Ele morreu, deixou pouco registro em vídeo, e mesmo assim é dele que a cena mais lembra.

Batendo Prato · Ban TV · 2013 a 2020

depoimentoBadinha · Batendo Prato

"Toda edição tinha a briga DJ Badinha e DJ Ricardo Guedes, por causa do Overnight contra a Contramão. E nunca houve esse quem era o melhor. Como nas casas noturnas, existiam as peculiaridades: eu tinha as minhas e ele tinha as dele. Cada um no seu estilo."

Batendo Prato · Ban TV

mençãoquem viveu conta

Um ouvinte contou no mesmo programa que a disputa nasceu na porta da escola: ele defendia o Badinha, o amigo defendia o Guedes, e a discussão virava combustível pra cena inteira. O Ricardo Guedes morreu, e boa parte do que se sabe dele hoje está guardada nesses depoimentos.

Batendo Prato · Ban TV

○ a cena

1986

A escola de DJ que existiu antes de existir escola

Em Manaus, o Raidi Rebello abre a própria casa, o Shake Club, e monta a equipe Dance Mix. No fim dos anos 80 a equipe já segurava várias casas ao mesmo tempo · Shake, Bancrevia, Hot Mix na Cidade Nova, Caxangá na Cachoeirinha · e ele chegava a passar por quatro ou cinco delas na mesma noite, todas comandadas por gente da equipe. No estúdio havia dez pares de toca-discos, e a garotada varava a madrugada aprendendo a mixar.

a regra da equipeDJ Raidi Rebello

Ninguém da Dance Mix podia beber nem fumar, e o motivo não era moral, era confiança: "as mães ficavam apavoradas de ver um filho se meter dentro da noite". Com a regra, o pai sabia que o garoto de 17 anos estava protegido. A maioria daqueles meninos virou DJ consagrado na própria cidade.

DJ History · Alexander Rey Hunt · 2009

○ a cena

1988

Brasília começa com uma mala de discos

A cena do Distrito Federal tem marco zero e tem nome: o Danny Cioffi chega à capital trazendo os discos e a cultura que tinha visto em Nova York. Até ali a cidade dançava em casa comum · a Scherazade do Torre Palace desde 1982, a Zoom, a Opus 4 em Taguatinga, a Scaramouche do Gilberto Salomão. Depois dele, Brasília passou a ter gente que ia pela música, não pela casa. O álbum Frequencies, do LFO, de 1990, é lembrado por quem estava lá como o disco que virou a chave da cidade.

○ a cena

1989

O DMC chega ao Brasil

Toninho Toró traz o campeonato pro país e o DJ Marlboro vence a primeira edição nacional. A representação oficial em São Paulo, com Júnior Thonon à frente, organiza os primeiros campeonatos. O turntablism brasileiro começa aqui.

Entrei em dois DMC. No primeiro, o que o Marlboro ganhou, fiquei em sétimo. No segundo, o que o Cuca ganhou, fiquei em terceiro.
KL Jay · DJ dos Racionais MC's · no Batendo Prato · Ban TV · 2014
a outra disputaAcácio Moura · Batendo Prato

Fora do DMC corria outro circuito, o dos campeonatos de casa noturna. O Acácio lembra do primeiro concurso de mixagem nesse formato, em 1993, encabeçado pelo Vagnão, então na cabine da Curto Circuito. São coisas distintas: o DMC media turntablism e vinha de Londres; o de casa noturna media mixagem e nascia na pista daqui.

Batendo Prato · Ban TV

● dj ban · o fio

1989

O Ban antes da Ban

A escola ainda não existia, mas quem iria fundar a DJ Ban, sim. "Bunnys", atrás de toca-discos de belt drive, artesanais, com disco pirata e "iluminação" de pastilhas. No fim dos anos 80, ser DJ no Brasil não era profissão, era teimosia: disco conseguido a duras penas e muita hora de treino. A história da música eletrônica no Brasil começa antes da Ban, e a gente já estava nela.

O Ban jovem mixando em 1989, com setup artesanal de dois toca-discosO Ban mixando · 1989

○ a cena

1990

A DJ Sound, número 1

Em dezembro de 1990 chega a DJ Sound, Ano I, Número 1: Mr Lee, Inner City e Snap na capa e o Dance Music Fest anunciado como o evento musical do ano. A cena brasileira ganha imprensa própria, que duraria mais de três décadas.

track 051991 · 1997

A PRIMEIRA RAVE

A cultura rave brasileira tem duas certidões de nascimento, e as duas valem: uma praia na Bahia e um estádio em São Paulo. Em cinco anos, a festa que não tinha nome rodava o país e tomava o rádio.

○ a cena

1991

Jungle Palace, Arraial d'Ajuda

Numa praia do sul da Bahia, o trance arma sua primeira grande festa no Brasil. Pra metade da cena, é aqui que tudo começa.

○ a cena

1991

Mauro Borges e o techno paulistano

Pioneiro da noite clubber de São Paulo, Mauro Borges abre o Clube Massivo e ajuda a apresentar o techno ao Brasil · antes, no grupo Que Fim Levou o Robin?, apontado como o primeiro grupo brasileiro de dance.

○ a cena

1992

Jeneration, no Pacaembu

A outra certidão de nascimento: a primeira grande rave urbana, em São Paulo. No mesmo ano, um jovem DJ Marky começava a tocar drum and bass.

○ a cena

1994

A dance toma o rádio

Em dezembro, a 97 FM vira Hot Nine Seven, 100% dance. "As 7 Melhores da Jovem Pan" viram ranking nacional e CD de sucesso. A pista invade a casa das pessoas.

a cabinePioneer CDJ-500 · 1994

No mesmo ano, lá fora nascia o primeiro player de CD pensado pra cabine, o começo da era digital do DJ. Muita gente torceu o nariz. Trinta anos depois, a cabine do mundo inteiro é essa.

ver o acervo · a cabine

○ a cena

±1995

Hell's Club e Nation

Os primeiros clubes de São Paulo dedicados só à música eletrônica. Das cabines deles saíram Mau Mau, Renato Cohen, Camilo Rocha e o próprio Marky.

o discoDJ Marky Mark & Toco · Jungle Tracks · 1995

O Marky citado aqui, no comecinho, mergulhado no jungle e no drum and bass que ele levaria pro mundo poucos anos depois, num vinil da Fieldzz.

Fieldzz · ver o acervo · os discos

○ a cena

ANOS 80 · 2000

A Galeria 24 de Maio, o endereço da cena

Antes de existir loja online, existia um endereço, e ele era físico: a Galeria 24 de Maio, no centro de São Paulo. É o lugar mais citado de todo o acervo de entrevistas desta página · onze pessoas diferentes falam dele sem que ninguém pergunte. Ali funcionavam quase todas as lojas de disco importado da cidade, como a Updance e a Tecnorecords, e ali a pesquisa musical acontecia em pé, dentro da loja, com o vendedor e os outros DJs dizendo o que tinha chegado. Antes disso, nos anos 80, a mesma região já era ponto de encontro: o Mau Mau conta que frequentava a São Bento e a 24 de Maio como b-boy, no reduto do break.

onde tudo ficavaDJ Mimi

"A galeria 24 de Maio era onde estavam praticamente todas as lojas." E não era só compra: rolava troca. Ele conta que fazia rolo com o Mark, com o Julião e com o Gu · levava disco que os outros não conseguiam e voltava com disco que ele não achava.

Refresco Sonoro

quem não tinha granaRodrigo Ferrari

Começou aos 14 anos comprando pirata, porque importado não cabia no bolso, e desenvolveu um critério: só levava o disco pirata que tivesse pelo menos quatro faixas boas das seis. "Você comprava uns cinco discos e já dava pra tocar um setzinho."

Refresco Sonoro

o disco que virou assinaturaRenato Cohen

O primeiro release dele, o Level 202, foi comprado por um ouvinte na Tecnorecords, dentro da galeria, por volta de 2000 · o mesmo disco que abriu o caminho do Pontapé, que Carl Cox levaria pro mundo dois anos depois.

Refresco Sonoro

○ a cena

1996

A rave roda o país

Rica Amaral e DJ Feio criam a primeira XXXperience, que chegaria a 20 mil pessoas por edição. Na MTV, estreia o AMP, programa só de eletrônica.

○ a cena

11/05/1996

Brasília ganha pista própria

Abre o Wlöd, no Setor de Oficinas Sul, a primeira casa do Distrito Federal dedicada só à música eletrônica: duas pistas e um lounge montado com carcaça de carro. Foram quinhentas pessoas na estreia e mais de mil já em julho. Na cabine, Cnun (André Costa), Sunrise 1 (Pedro Tapajós) e o DJ Oblongui. Durou pouco · em dezembro a equipe saiu, e o prédio acabou virando fábrica de gelo. Um mês depois, em 21 de dezembro, a Happy House Party acendeu o primeiro laser em festa da cidade, numa casa de festa infantil do Lago Sul.

○ a cena

1997

O ano em que Brasília virou cena

Em 4 de janeiro abre a MiQRa, na 203 Norte, com as criaturas do artista Skolpein desenhadas nas paredes. No mesmo ano vêm a Grande Tenda, na Mansão de Vidro do Park Way, primeira festa da cidade com três toca-discos, e o Park Dancing, que ocupou o Park Shopping por quatro noites seguidas. É também o ano em que nasce o rraurl.com, que virou o endereço da cena eletrônica brasileira na internet e ficou de pé até 2011.

○ a cena

ANOS 90

Como se aprendia a tocar antes de existir escola

Antes de a profissão ter porta de entrada, quem quisesse aprender dependia de alguém topar ensinar · e o lugar era a loja de disco. O DJ Andy conta que foi assim com ele: mandaram que procurasse o Badinha, o DJ que fez o sucesso da Overnight, na Mooca, e que dava aula numa loja de disco de São Paulo. A turma tinha o Willinha, o Marcelão e o Washington, e durou duas ou três aulas · depois a loja foi roubada e acabou. Ele lembra até da música que o Badinha usava para dar aula. Era um modelo que existia em paralelo ao outro: de um lado a Rock and Soul, do Gregão, escola de verdade e pioneira no país · o irmão do Andy fez curso lá, e ele conta que era turma de dois alunos. Do outro, o DJ de casa cheia ensinando um punhado de gente no fundo de uma loja, sem material, sem certificado e sem continuidade. Os dois caminhos levavam ao mesmo lugar, e um deles deixou herança direta: o DJ Double C, professor da Rock and Soul, dá aula na DJ Ban até hoje.

por que isso importa aquio fio da escola

Esta página começa com o Seu Osvaldo montando o próprio amplificador porque não havia o que comprar. Sessenta anos depois, o problema tinha mudado de lugar: o equipamento existia, mas ensinar a tocar ainda dependia de alguém topar. A escola de DJ nasce exatamente desse buraco · e não por acaso a linha que vai da Rock and Soul até esta escola passa por uma pessoa só, o Double C, que atravessou as duas.

DJ Ban EMC

○ a cena

1996

O padrinho da house pisa no Brasil

Frankie Knuckles, o homem que deu nome à house music em Chicago, estreou no Brasil no antigo Tom Brasil, em São Paulo. A pista virou reunião de classe: os principais DJs brasileiros da época foram assistir à mixagem dele de perto, e a abertura foi do carioca Felipe Venancio. A noite terminou às cinco da manhã, com as luzes acesas e brinde de champanhe ao som de "The Whistle Song". Ele voltaria em 2000, para a primeira edição do Skol Beats, e em 2005, no TIM Festival.

○ a cena

1997

KL Jay cria o Hip Hop DJ

Ao lado do Xis, o DJ dos Racionais funda o campeonato que formaria gerações de turntablists. Primeiro campeão: DJ Fábio Soares.

○ a cena

ANOS 90

A dance nacional vira hit

"I Don't Let You Go", de Ricco Robit, é um dos primeiros lançamentos de dance produzidos por DJs brasileiros a se popularizar de verdade. Sinal de que o som da pista já era feito aqui, não só importado de fora.

▸ o acervo completo

TODAS AS FESTAS · DAS RAVES AOS COLETIVOS

Rave, festival, marca de fora, parada de rua e coletivo · tudo o que virou multidão, em famílias e em ordem cronológica. Abra a família e vá descendo, história por história.

o começo

AS RAVES

A festa que não cabia em casa noturna: galpão, campo, som até o sol nascer. É daqui que sai tudo o que veio depois · e é aqui que mora a discussão mais bonita da nossa história, a de qual foi a primeira.

L&M Rave (L&M Music)

Rave · 1992 · São Paulo, Curitiba e Porto Alegre

por L&M Music (patrocínio da marca de cigarro) · na pista: Moby, Altern8, Mark Kamins, Mau Mau, Alex S, Soul Slinger

A primeira rave urbana do Brasil, patrocinada por uma marca de cigarro, rodando São Paulo, Curitiba e Porto Alegre. O Ban estava lá. Foi nessa festa que Mark Kamins, o DJ nova-iorquino que produziu a Madonna, lançou o hit Plastic Dreams.

fonte: Blog Dj Gaabriel / Purpletrance (Camilo Rocha)

Techno Bells

Rave · 1995 · São Paulo

por Camilo Rocha e amigos · USP · na pista: Camilo Rocha

Camilo Rocha aponta a Techno Bells, na USP, como a festa que abriu a cena rave paulistana. É fonte única (a bio dele) e o título de "primeira do Brasil" é disputado com a L&M Rave, de 1992.

fonte: last.fm (bio Camilo Rocha)

Avonts

Rave · Desde 1997 · São Paulo

por DJ Dmitri Rugiero com Camilo Rocha

As primeiras edições saíram em 1997, do Dmitri Rugiero junto com o Camilo Rocha, nos anos em que a cena rave paulistana estava se formando. A marca cresceu e virou a Megavonts.

fonte: Pesquisa · Relato Ban

Groove Nation

Rave · A partir de 1998/1999 · São Paulo

por Eli Iwasa (organizadora)

Marco do underground paulistano: era a Eli Iwasa quem organizava e trazia os internacionais.

fonte: g1 / Nelsons · Last.fm

Megavonts

Rave · Anos 2000 · Arujá e Santa Isabel (SP)

por DJ Dmitri Rugiero · Fazenda Arujabel

A Avonts em tamanho grande, e uma das raves mais lembradas de quem viveu a cena. A edição de novembro de 2001, na Fazenda Arujabel, foi anunciada com quatro pistas (trance e hard house, techno, psytrance e drum and bass), 36 DJs, 18 horas de música e expectativa de 12 mil pessoas. O Vitor Lima conta no Batendo Prato que o Dmitri, dono da festa, era um sonhador, e que a Megavonts acabou.

fonte: Diário do Grande ABC (09/11/2001) · Batendo Prato · Vitor Lima · Relato Ban

Techno Route

Rave · 2004 · hoje

por DJ Fab

Festa de techno do DJ Fab, no ar desde 2004, com o lema Extreme Electronic Music.

fonte: Relato Ban

Turbulence

Rave · Fora de São Paulo

Rave que rodava fora da capital. Nao existe mais.

fonte: Relato Ban

Rebordose

Rave

Festa de techno.

fonte: Relato Ban

Circuito

Rave · São Paulo

Um dos núcleos de rave techno mais conhecidos de São Paulo. Uma edição especial em que a Circuito se juntou à SP Groove, na Fazenda Arujabel, reuniu cerca de 3 mil pessoas e passou de 18 horas de festa.

fonte: Tese USP · antropologia das raves · Relato Ban

SP Groove

Rave · São Paulo

Fazenda Arujabel (entre outras)

Ao lado da Circuito, um dos núcleos de rave techno mais conhecidos de São Paulo. O Anderson Noise e o Alex S. contam no Batendo Prato que ela rodava no Arujabel · a mesma fazenda em Arujá que abrigou a Megavonts.

fonte: Tese USP · antropologia das raves · Batendo Prato · Anderson Noise e Alex S. · Relato Ban

Techno 4M8

Rave · São Paulo

Rave pequena de techno.

fonte: Relato Ban

Techno Pride

Rave

por DJ TRB

Festa de techno do DJ TRB.

fonte: Relato Ban

TechLontra

Rave · São Paulo

Rave pequena de techno.

fonte: Relato Ban

quando virou multidão

OS FESTIVAIS

A rave cresceu, ganhou patrocínio, palco e catraca. Em pouco mais de dez anos o Brasil saiu do galpão pro recorde mundial de público.

XXXperience

Festival (indie) · Desde 1996 · Brasil (roda o país)

por Rica Amaral & DJ Feio

A rave que rodou o país · chegou a 20 mil pessoas por edição.

fonte: Página DJ Ban

D-Edge (edições de aniversário)

Festival / Festa · 2000+ · SP e RJ

por D-Edge / Renato Ratier · D-Edge · na pista: Line-up internacional

Os aniversários da casa têm espírito de festival, com line-up internacional.

fonte: Pesquisa

Skol Beats

Festival · 2000·2008 · São Paulo

por Skol

Chegou a ser o maior festival de eletrônica do mundo, com 59 mil pessoas.

fonte: Página DJ Ban

E-Force

Festival (indie) · 2002·2005 · São Paulo

por DJ Ban · Play Center; Espaço das Américas · na pista: Marco Bailey, Rob TS, Eli Iwasa, Link, Snoop, Bunnys (Techno Edition 2005)

O primeiro festival de eletrônica independente do Brasil · produzido pela DJ Ban.

fonte: Página DJ Ban

Warung (Day / edições festival)

Festival · 2002+ · Itajaí (SC)

por Warung · Warung

Além do clube, a Warung faz edições em formato de festival.

fonte: Pesquisa · Página DJ Ban

Só Track Boa

Festival · 2010s+ · Brasil

por Vintage Culture (marca/selo) · na pista: Vintage Culture etc.

Um dos maiores festivais do país · tem gravadora com o mesmo nome.

fonte: Pesquisa

Spirit of London

Festival · Desde os anos 90 · São Paulo

por Rádio Energia 97

A festa da Energia 97, nascida nos anos 90 e ainda de pé. Foi dela que saiu a pista e o programa Freedom, na propria rádio.

fonte: Página DJ Ban · Relato Ban

House Mag (eventos)

Festival · Brasil

por House Mag

A House Mag nao e so revista: a marca comeca no impresso, vira portal e perfil de midia eletronica, e fecha o ciclo com festival proprio. Um dos casos em que o veiculo que cobria a cena passou a produzir a cena.

fonte: Relato Ban

Kaballah Festival

Festival · Várias edições por ano (início a confirmar)

na pista: Capital Monkey, Major7 (entre outros)

Festival de psytrance com várias edições por ano, entre elas a de verão.

fonte: Psicodelia.org

o mundo desembarcando

AS MARCAS DE FORA

Quando as grandes marcas internacionais passaram a montar edição brasileira, a cena ganhou estrutura e perdeu um pouco de espaço no line-up. As duas coisas são verdade ao mesmo tempo.

Sensation / Skol Sensation

Marca internacional · 2000s+ · São Paulo

por Holanda (via Skol)

A holandesa Sensation White desembarcou pela Skol · o line-up quase não tinha brasileiro, com Wehbba como exceção.

fonte: Pesquisa (bananas.mus.br)

Tomorrowland

Marca internacional · Desde 2015 · Itu (SP)

por Bélgica

Cerca de 180 mil pessoas na estreia brasileira, em Itu.

fonte: Página DJ Ban

DGTL

Marca internacional · São Paulo

por Amsterdam (Holanda)

Marca de fora, com edicoes realizadas no Brasil.

fonte: Pesquisa · Relato Ban

EDC (Electric Daisy Carnival)

Marca internacional · Brasil

por EUA

Uma das grandes marcas americanas de festival a pisar em solo brasileiro.

fonte: Página DJ Ban

a pista sai pra rua

AS FESTAS E AS PARADAS

Nem toda multidão foi festival. Teve feira, teve parada de rua e teve noite emblemática · e foi de uma parada de rua que saiu a ideia do maior festival do país.

Mercado Mundo Mix (MMM)

Evento / feira · Desde 1994 · São Paulo

por Beto Lago · Cine Clube Elétrico (Baixo Augusta) → Galpão Fábrica (Barra Funda)

Feira multicultural de moda, música e arte · refúgio da diversidade, berço de estilistas e do selo Mundo Mix Music.

fonte: Vice

Parada da Paz

Festa / Parada de rua · 1996 · 2001 · São Paulo

por Beto Lago · Mercado Mundo Mix · Praça Charles Miller → Galpão Fábrica

Inspirada na Love Parade de Berlim. A primeira edição, em 1996, saiu da Praça Charles Miller para o Galpão Fábrica com cerca de 2 mil pessoas; em 1997 virou Parada da Paz e foi até 2001. "Foi da Parada da Paz que surgiu a ideia do Skol Beats", conta Beto Lago.

fonte: Vice · Remixa · Agenda Carioca

Urban Techno Funk

Festa · 1999 · São Paulo

por Alex S.

O Alex S. conta no Batendo Prato que foi a primeira festa realmente profissional que eles fizeram, numa véspera de feriado de 1999. A conta era de 150 pessoas e apareceram cerca de 400, sem infraestrutura pra tanta gente. É desse tipo de festa fora de club que sai a cena techno paulistana.

fonte: Batendo Prato · Alex S.

Dre Tarde

Festa · São Paulo

Festa tocada por um ex-aluno da DJ Ban, com dezenas de edicoes ja realizadas.

fonte: Relato Ban

Festa da Lili

Festa · Brasília (DF)

Festa de Brasília na rota dos DJs paulistanos · o DJ Vlad tocou por lá.

fonte: Entrevista DJ Vlad · Colors DJ (2021)

Ultra Diesel

Festa · São Paulo

Uma das festas que o DJ Vlad rodou fora das residências fixas.

fonte: Entrevista DJ Vlad · Colors DJ (2021)

As Meninas Pool Party

Festa · São Paulo

Pool party · a festa de piscina como formato próprio, de dia, fora do circuito de clube.

fonte: Entrevista DJ Vlad · Colors DJ (2021)

Single Party After

Festa · São Paulo

Festa de after, daquelas que começam quando as casas fecham.

fonte: Entrevista DJ Vlad · Colors DJ (2021)

DJ Marky & Friends

Festa · Brasil (roda algumas cidades)

por DJ Marky

Comecou como uma pista dentro do festival Skol Beats e virou festa propria, que hoje circula por algumas cidades.

fonte: Relato Ban

Technova

Festa · São Paulo

Lov.E Club

A noite de techno das sextas-feiras no Lov.E Club.

fonte: Relato Ban

Helvetia

Festa · São Paulo

Festa de eletronica que se apresenta como premium. Segue em atividade.

fonte: Relato Ban

H2O

Festa · São Paulo

fonte: Relato Ban

Pax

Festa · São Paulo

fonte: Relato Ban

Klastermania

Festa · São Paulo

fonte: Relato Ban

Churrastechno

Festa · São Paulo

fonte: Relato Ban

36 Horas

Festa · São Paulo

fonte: Relato Ban

Groove Nation

Festa · Fim dos anos 90 · São Paulo

por Eli Iwasa com Alex S.

Os dois se conheceram dançando na mesma pista e decidiram fazer uma festa só desse segmento. A primeira edição trouxe os ingleses Chris Liberator e Dave The Drummer, que estreavam no Brasil, com banner feito à mão pelo Ronaldo Vectro.

fonte: Alataj · Histórias da Noite · Batendo Prato · Alex S.

Nightronic

Festa · São Paulo

fonte: Relato Ban

Techcardia

Festa · Campinas (SP)

fonte: Relato Ban

Influence

Festa · São Paulo

fonte: Relato Ban

A Feira

Festa · São Paulo

fonte: Relato Ban

B.O.M.A

Festa · São Paulo

Segue acontecendo até hoje

fonte: Relato Ban

Spirit of Ibiza

Festa · São Paulo

Teve uma edição só, no Moinho Santo Antônio

fonte: Relato Ban

Massahara

Festa · São Paulo

fonte: Relato Ban

a cena que se auto-organiza

OS COLETIVOS

Depois de 2010 a pista voltou pro galpão, pro viaduto, pra rua · organizada por gente que faz curadoria, produção e política ao mesmo tempo. Cada coletivo é um jeito de dizer quem cabe na pista.

Clube dos Lenhadores (CDL)

Festa / coletivo · Desde 2005 · São Paulo (Barra Funda)

por Coletivo (label party) · D-Edge (NAVE) e locações inéditas · na pista: Residente: SAYBA (entre outros)

Coletivo dedicado ao techno e ao hard techno · underground, fora do circuito comercial, com as edições SHOWCRAZY.

fonte: Sympla · DJane Mag

Gop Tun

Festa / coletivo · 2010s · São Paulo

por Coletivo / label Gop Tun · Canindé (Gop Tun Festival)

House e techno · o coletivo que organiza o Dekmantel em São Paulo.

fonte: House Mag / Ladrilho

Voodoohop

Festa / coletivo · 2010s (pioneiro) · São Paulo

por Thomash (fundador) · Nômade

O coletivo pioneiro, eclético e psicodélico · abriu a onda underground do pós-2010.

fonte: Alataj / Last.fm

Carlos Capslock

Festa / coletivo · 2010s · São Paulo

por Coletivo Carlos Capslock · Nômade

fonte: Alataj

Selvagem

Festa / coletivo · 2010s · São Paulo

por Millos Kaiser & Trepanado · Nômade

Balearic, disco e um ecletismo que virou marca registrada.

fonte: Alataj

Blum

Festa / coletivo · 2010s · São Paulo

por Coletivo Blum · Nômade

fonte: Alataj

Mov.E (Mov.Ezinha)

Festa / coletivo · 2010s · São Paulo

por Coletivo Mov.E · Canindé e outros · na pista: Eli Iwasa, GUSS, Paulo Foltz

Techno · chegou a fazer edição só com mulheres na pista principal.

fonte: Eletro Vibez

Ressonância

Festa / coletivo · 2010s · São Paulo

por Gustavo Freitas (GUSS) · Nômade

fonte: Eletro Vibez

Carlos Capslock

Festa / coletivo · Desde 2010 · São Paulo

Começou como brincadeira entre amigos que inventaram personagens pra si mesmos, e o personagem virou a festa. Teve o primeiro empurrão dentro do Voodoohop e cresceu como uma das festas de rua mais importantes de São Paulo, com som que vai do minimal e do techno ao nudisco e ao downtempo. Em 2025 completou 15 anos, com três palcos e mais de 30 atrações.

fonte: Play BPM · Alataj

Mamba Negra

Festa / coletivo · Desde 2013 (maio) · São Paulo

por Carol Schutzer (Cashu) & Laura Diaz (Carneosso) · Nômade (ruas, galpões) · na pista: Teto Preto, Cashu, Valentina Luz

Encontro de mulheres e da população LGBTQIAPN+ · gerou o selo MambaRec e a banda Teto Preto, na onda que veio depois do Voodoohop.

fonte: House Mag / Last.fm

ODD

Festa / coletivo · Desde 2015 · São Paulo

por Coletivo ODD · Nômade

Curadoria audiovisual e ambiente seguro na pista · em 2019 virou também selo, o ODDiscos.

fonte: WeGoOut

ODD

Festa / coletivo · Desde 2015 · São Paulo

Coletivo de curadoria audiovisual, com festa pensada como experiência e política clara de espaço seguro e inclusivo. Em 2019 abriu o próprio selo, o ODDiscos.

fonte: Alataj

Tantša

Festa / coletivo · Desde 2016 · São Paulo

por Coletivo Tantša · Nômade · na pista: VTSS, Speedy J, DJ Hell (convidados)

Techno industrial · tem festival próprio e gravadora.

fonte: Eletro Vibez / WeGoOut

Vampire Haus

Festa / coletivo · 10+ anos · São Paulo

por Coletivo Vampire Haus · Nômade

O movimento dark da pista: hard techno, acid, industrial, EBM e gótico.

fonte: House Mag

também entrou na conta

OUTRAS FESTAS

Confirmadas, de família própria.

DJ Test

Campeonato de DJ · 2008 · 2011

por Marcelo Dango com Raul

Campeonato de DJ criado dentro da Water Republic. A primeira edição foi em 2008 e teve eliminatória em 2011. O Acácio Moura foi jurado, e o Anderson Farias conta no Batendo Prato que se inscreveu nas duas.

fonte: Batendo Prato · Acácio Moura e Anderson Farias

Batekoo

Festa e coletivo · Desde dezembro de 2014 · Salvador · São Paulo · Brasil

por Mauricio Sacramento e Wesley Miranda · Itinerante

As duas coisas: nasceu como festa itinerante em Salvador, no fim de 2014, e virou coletivo e marca. O nome junta o bate-cabelo com a ideia de coletivo. Faz espaço de festa pensado por e para a juventude negra e LGBTQIA+, e de lá saíram o Festival Batekoo, o Carnakoo e o trio elétrico que estreou no carnaval de São Paulo em 2018.

fonte: Red Bull · Projeto Draft · Relato Ban

Parada AME · Amigos da Música Eletrônica

Parada de rua · São Paulo

Iniciativa muito parecida com a Parada da Paz, e depois dela. A primeira edição teve problemas e a parada não teve continuidade.

fonte: Relato Ban

Festa da Pizzaria Urbano's

Festa de rua · São Miguel Paulista · SP

Uma das festas que aconteciam na quebrada, longe do circuito do centro e da zona sul · prova de que a eletrônica também rolava na periferia, na porta de um lugar do bairro.

fonte: Relato Ban

Solomun (+1 / Diynamic)

Festa de artista

por Solomun (Diynamic)

Do modelo em que a agencia monta a festa em torno de um nome: o protagonista da noite e o proprio Solomun.

fonte: Relato Ban

Laroc Guarujá

Club · Guarujá (SP)

por Laroc

fonte: Relato Ban

Projeto Radial

Casa / festa · São Paulo

Citado nas entrevistas como ponto ligado ao baile black, perto do metro

fonte: Batendo Prato · Luciano Rocha e Fábio San · Relato Ban

The Club

Casa noturna · São Paulo

fonte: Relato Ban

Sunshine

Casa noturna · ABC paulista

O Badinha cita a Sunshine entre as casas em que tocou, junto de Bob, Hipnoses, Latitude e Excalibur

fonte: Batendo Prato · Badinha · Relato Ban

Sunset Club

Casa noturna · São Paulo

fonte: Relato Ban

Ponto de Encontro

Casa / festa · Anos 90 · Itaim Paulista · São Paulo

fonte: Relato Ban

track 061998 · 2007

O BRASIL ESTOURA NO MUNDO

O drum and bass paulistano invade Londres, um brasileiro entra pro Top 100 mundial pela primeira vez e o techno nacional assina com o selo mais respeitado da Alemanha. No meio dessa virada, em 2001, a DJ Ban abre as portas.

○ a cena

07/03/2004

Cento e cinquenta mil pessoas numa praia, de graça

O inglês Fatboy Slim levou para a Praia do Flamengo, no Rio, a ideia que tinha inventado na praia de Brighton: som grande, ao ar livre, sem catraca. A Big Beach Brazil Party reuniu mais de 150 mil pessoas, e teve gente que assistiu do mar · cerca de quarenta barcos ancorados a poucos metros da areia. É um marco pelo feito em si: mostrou que a pista eletrônica cabia num espaço público brasileiro, em escala de praia cheia, quatro anos antes de o mesmo DJ voltar ao país para o encontro com o Seu Osvaldo na televisão.

○ a cena

1998

Londres chama

Bryan Gee, do selo V Recordings, leva o DJ Marky pra tocar na Inglaterra. Em São Paulo, abre o Lov.e Club, o "clubinho do coração" da cena.

● dj ban · o fio

1998

O Ban no Jô Soares

O Ban foi entrevistado pelo Jô Soares no Programa Onze e Meia, falando do seu programa de rádio Cuco Loco. O Onze e Meia era o palco que todo artista queria pisar, e a música eletrônica sentou naquele sofá pela voz de quem viraria a DJ Ban.

O Ban entrevistado por Jô Soares no Programa Onze e Meia em 1998O Ban no Jô Soares · Programa Onze e Meia · 1998

○ a cena

2000

O ano das fundações

Primeira edição do Skol Beats, primeiro Universo Paralello no réveillon e o nascimento do D-Edge, ainda no Mato Grosso do Sul. Tudo no mesmo ano.

● dj ban · o fio

2001

Nasce a DJ Ban

Rua Carlos Sampaio, Bela Vista. Uma sala de aula, equipamento de verdade e uma ideia fixa: ensinar a tocar como DJ, com honestidade e pé no chão. A cena explodia lá fora. A gente começava aqui dentro.

Sala de aula de DJ da DJ Ban em 2001, com toca-discos e mixerA sala de aula original · 2001

○ a cena

2001

O sambass invade o mundo

The Brazil EP e o álbum The Brazilian Job, de Marky, Patife e XRS: drum and bass com sample de MPB e samba. O mundo dá nome ao som: sambass.

○ a cena

2002

"LK" no Top 20 britânico

Marky e XRS colocam um sample de Jorge Ben no 17º lugar da parada inglesa, com cerca de 100 mil cópias. Marky vira o primeiro brasileiro do Top 100 da DJ Mag. No litoral de Santa Catarina, abre o Warung.

● dj ban · o fio

2002

E-Force, o primeiro festival independente

Em 30 de maio, a DJ Ban produz sozinha o E-Force no Parque de Diversões Play Center: mais de 21 mil pessoas e pistas de techno, drum and bass e psytrance, além de uma pista só de alunos e ex-alunos da escola. O primeiro festival de música eletrônica independente do Brasil. Rolou por quatro edições no Play Center e uma no Espaço das Américas.

● dj ban · o fio

2002

O aniversário do Metrotech

17 horas de vibe no Clube Regatas Tietê. O Metrotech, na Metropolitana FM, foi um divisor de águas: revelou talentos novos da cena num quadro chamado Cena Brasileira, e por ali passaram grandes nomes da época. A festa de aniversário do programa foi mais uma produzida pela DJ Ban.

Flyer da festa de aniversário do Metrotech, 17 de agosto de 2002, no Clube Regatas TietêAniversário do Metrotech · 17/08/2002 · produção DJ Ban

● dj ban · o fio

2003

A primeira DJ Pechincha

Um bazar de equipamento com workshop, e o gringo AD Fanton na estreia. Dali nasceu o embrião de tudo o que veio depois: a loja, a Ban TV e os workshops que a gente faz até hoje. A Folha de S.Paulo cobriu a feira como retrato da cena nacional.

Matéria da Folha de S.Paulo de 15 de dezembro de 2003 sobre a Feira de DJs criada pela DJ BanFolha de S.Paulo · 15/12/2003 · "Feira de DJs põe à mostra cena nacional"

● dj ban · o fio

2003

Canal DJ, a ideia que virou o canal do Brasil

A DJ Ban criou o Canal DJ com uma ideia grande demais pra 2003: um canal com DJs se apresentando 24 horas por dia, de todo canto do Brasil. Era streaming antes de existir a palavra. O projeto começou e não teve sequência aqui dentro, e a Ban passou o Canal DJ pro DJ Christian Pinheiro, o mesmo que tinha começado a equipe de som com o Ban lá em 1989. Ele deu sequência, e o canaldj.com.br segue no ar até hoje, com lives e programação 24 horas. Uma ideia que a gente teve, entregou pra pessoa certa e continua viva.

● dj ban · o fio

2003

Dave Clarke na Ban

A DJ Ban foi uma das que começou a trazer nomes internacionais pra dar workshop no Brasil. Em 2003, foi a vez do inglês Dave Clarke, um dos maiores do techno mundial, passar pela escola. Uma ponte entre a cena de fora e o aluno brasileiro.

● dj ban · o fio

2005

Techno Edition, com Marco Bailey

No dia 11 de outubro, a edição Techno Edition do E-Force, no Espaço das Américas, trouxe o belga Marco Bailey, um dos maiores nomes do techno mundial, pra uma pista de 5 mil metros com 100 mil watts de som e luz. Rob TS, Eli Iwasa, o português Link e Snoop dividiram o line-up, e o Ban (Bunnys) fechou a noite às 4 da manhã.

Flyer da Techno Edition do E-Force com Marco Bailey, 11 de outubro de 2005, no Espaço das AméricasTechno Edition · Marco Bailey · 11/10/2005

● dj ban · o fio

2006

Bunnys, Marky, Julião e Andy na mesma cabine

O Ban também é conhecido como Bunnys. Em julho, no Club A Loca, ele dividiu a cabine da Vida Loca Old School com Marky, Julião e Andy, três dos maiores nomes do underground brasileiro. Estar ali, entre eles, foi um marco. E o set daquela noite sobreviveu.

Flyer da Vida Loca Old School Sessions no Club A Loca, 1 de julho de 2006, com Bunnys, Julião, Andy e MarkyVida Loca Old School · A Loca · 01/07/2006

○ a cena

2003·04

São Paulo vira capital do clube

O D-Edge se muda pra Barra Funda, o The Week abre com 6.000 m² e, no Rio, nasce a Fosfobox.

○ a cena

2005

Summer Eletrohits

A eletrônica chega ao CD de todo mundo, com discos de platina e um Brasil inteiro decorando hit de pista.

○ a cena

2007

Chromophobia

Gui Boratto lança pela alemã Kompakt um dos álbuns eletrônicos da década. No mesmo ano, o Green Valley faz seu primeiro evento, com Carl Cox na cabine.

● dj ban · o fio

2007

A escola vira complexo

Loja, mais estúdios, workshops, ações com marcas. A gente crescia no ritmo da cena · e montava cabine com o mesmo equipamento dos festivais que você acabou de ler.

Loja VIP da DJ Ban em 2007, com equipamentos expostosLoja VIP · 2007
track 071996 · 2025

OS TEMPLOS

Toda cena precisa de chão. Das discotecas dos anos 70 aos clubes que chegaram ao nº 1 do mundo e aos festivais de 180 mil pessoas · estes são os nomes que seguraram a pista por cinco décadas.

a primeira geração · anos 70 e 80

1977

PAPAGAIO

Lagoa · RJ

A casa de Ricardo Amaral, aberta um ano depois da New York City e inspirada nela · Sônia Abreu, primeira DJ mulher do país, era residente

1978

AQUARIUS

Bela Vista · SP

Uma das maiores discotecas da era disco no Brasil · funcionou num antigo teatro da Bela Vista, o mesmo bairro onde a DJ Ban nasceria décadas depois

ANOS 70

TOCO

Vila Matilde · SP

Até 4 mil pessoas por noite · viu nascer a disco, o new wave e o house no Brasil

ANOS 80

CONTRAMÃO

São Paulo

Clássico da primeira geração das danceterias paulistanas, com o Ricardo Guedes na cabine. Ele e o Badinha, da Overnight, protagonizaram a rivalidade que o público criou e que a revista DJ Sound publicava edição por edição.

ANOS 80 · 90

OVERNIGHT

Rua Juvenal Parada, 45 · Mooca · SP

A Overnight que ficou na memória de todo mundo é a da Rua Juvenal Parada, na Mooca · essa foi a melhor. O DJ Badinha era o nome da casa: sexta-feira lá era garantia de disco novo, e foi ali que muita gente ouviu acid house sem saber o nome do gênero. A casa lançou as próprias coletâneas, as Overnight Remixes, e recebeu shows como o do Tragic Error. Conseguir VIP da Overnight era difícil. Depois vieram outras duas: uma em São Caetano, que não repetiu o sucesso da Mooca, e a da Vila Olímpia, a mais recente, que reproduziu a mesma estrutura e o mesmo formato da original, virou uma casa sensacional e acabou não por causa do público, mas por questão de sociedade.

ANOS 90

WARRIOR

Rua Jovelina, 23 · Penha · SP

A casa do Luís Boca, que sonhava com ela desde os 10 anos de idade, depois de conhecer a Toco. A Warrior sempre foi na Penha. O endereço do Tatuapé, na Rua Itapura, veio de uma parceria: a Alien, que abriu ali como uma casa bonita e cheia de expectativa, não emplacou, e as duas se juntaram · como a Warrior não podia fazer baile aos sábados, ela passou a abrir sábado no Tatuapé e domingo na Penha. A vinheta de inauguração dessa fase foi narrada pelo Emílio Surita: "a melhor casa noturna da zona leste vai aterrissar no Tatuapé", com som digital, computer lights e super telão. O Badinha era um dos sócios e saiu do projeto pouco antes de a casa abrir, em 1992, pra assumir a Overnight de São Caetano. A Warrior teve estúdio próprio dentro da casa.

1993 · 97

SOUND FACTORY

Penha e Pinheiros · SP

Revolucionou musicalmente a zona leste de São Paulo. Duas casas: a Penha e o Sound Factory Club, em Pinheiros. Aqui o DJ Marky virou residente depois de vencer o campeonato da Show Business, e daí estourou pro mundo. Passaram pela cabine Marky, Julião, Ilya Simioni, GKD, Dabolina e Erê · o Ban tocou lá, e o Ilya, hoje professor da escola, também.

1991

KRYPTON DANCE PLANET

Vila Olímpia · SP

Inaugurada em 25 de julho de 1991: 1.700 m², pista de granito de 100 m² e 26 canhões de laser · o templo futurista do flash house e do eurodance nos anos 90

ANOS 90 · 2000

LUDOVICO

Tatuapé · SP

A danceteria da Rua Itapura que marcou a zona leste · conta-se que a elegância era tanta que a casa emprestava sapato a quem chegava de tênis

ANOS 80 · 90

FLORESTTA

Vila Olímpia · SP

Presente nas listas das danceterias que marcaram a noite paulistana dos anos 80 e 90 · a memória da cena a coloca na Vila Olímpia, o quadrilátero que respirava dance music

1985 →

RIVAGE

Blumenau · SC

Inaugurada em 14 de junho de 1985, virou uma das danceterias mais populares do sul do Brasil · prova de que a pista não era só coisa do eixo Rio·São Paulo

1991 · 1992

CLASH

Jardins · SP

Aberta em 7 de novembro de 1991 na Faria Lima, 1575, pelo grupo Que Fim Levou Robin, que na época era o único grupo brasileiro dedicado exclusivamente à dance music. Durou pouco mais de um ano · não confundir com o Clash Club da Barra Funda, de 2007, que é outra casa

os clubes

2000 →

D-EDGE

São Paulo

Design de Muti Randolph, LED pioneiro, 25 anos de pista

2002 · 2025

WARUNG

Itajaí · SC

O templo à beira-mar · despediu-se com The Final Journey

2013 · 2020 · 2024 →

CLUB 88

Campinas · SP

Aberto em maio de 2013 dentro do salão do Jockey Club Campineiro, prédio tombado pelo patrimônio da cidade. O nome vem de 1988, o ano do segundo Summer of Love e da acid house, e das 88 teclas do piano de cauda da casa. Virou o clube central da cena de Campinas, com eletrônica, hip hop e público LGBTQIA+. Fechou em março de 2020, na pandemia, e reabriu no fim de 2024 numa proposta mais intimista.

2017 →

CAOS

Campinas · SP

Abriu em 22 de dezembro de 2017 com Eli Iwasa e Carl Craig na cabine, num galpão industrial reformado pra cerca de 1.100 pessoas. É da mesma turma do Club 88, um coletivo que faz festa em Campinas há mais de trinta anos, e mantém a programação aberta: house, techno, hip hop e projetos LGBTQIA+.

2015 →

LAROC

Valinhos · SP

Aberto em outubro de 2015 no km 118 da Dom Pedro I, entre morros, com o pôr do sol como parte do show · o primeiro sunset club de eletrônica do Brasil. Cabe 5 mil pessoas, abriu com Nicky Romero e entrou no Top 100 Clubs da DJ Mag em 2017, dois anos depois de inaugurar. Em 2024 chegou ao 10º lugar do mundo.

2007 →

GREEN VALLEY

Camboriú · SC

5 vezes o clube nº 1 do mundo no ranking da DJ Mag

2004 · 2020

THE WEEK

Água Branca · SP

Abriu em setembro de 2004 na Rua Guaicurus, ao lado da Barra Funda: 6.000 m² de pista e filial no Rio de Janeiro, referência LGBTQIA+ do continente. O DJ Vlad foi residente de 2007 até o fim, em 2020.

ANOS 90·2000

MOINHO SANTO ANTÔNIO

Mooca · SP

Um moinho desativado na Mooca que virou endereço de festa quando a cena ainda não cabia em casa noturna. Aparece na lista dos lugares que seguraram as primeiras festas de eletrônica de São Paulo, e volta e meia é lembrado nas entrevistas de quem tocou lá.

1998

LOV.E CLUB

São Paulo

O clubinho do coração da cena paulistana

2004 →

FOSFOBOX

Rio de Janeiro

O porão alternativo carioca, ativo até hoje

1997 · 2017

ANZU CLUB

Itu · SP

2.500 pessoas por noite e 9 anos seguidos no Top 100 da DJ Mag

ANOS 90

BUNKER 94

Rio de Janeiro

O porão techno de Copacabana

ANOS 2000

SIRENA

Maresias · SP

O clube de praia que entrou no top 10 mundial · Carlo Dall'Anese foi residente por 11 anos, referência do progressive house brasileiro

ANOS 2000

GITANA HALL

Vila Olímpia · SP

Uma tenda cigana gigante armada no galpão que já tinha sido Allure e Club: estética andaluza, restaurante e pista pra 800 pessoas · depois da meia-noite, o DJ residente Riva assumia

2007 →

CLASH CLUB

Barra Funda · SP

Nasceu da vontade de dar casa fixa à festa Circuito, que já rodava desde o começo dos anos 2000 · num galpão dos anos 30, com pista, camarote e mezanino pra 500 pessoas. Entrou na lista dos 50 clubes do mundo da DJ Mag e foi bicampeão da DJ Mag brasileira na categoria de 800 a 1.500 pessoas

2005 · 2012

VEGAS CLUB

Baixo Augusta · SP

Abriu em 1º de junho de 2005 num galpão da Rua Augusta que era estacionamento, com fila de 2 mil pessoas na estreia. Tirou a eletrônica do nicho e jogou na rua · foi berço de muito DJ que hoje está na ativa. A última festa foi em 14 de abril de 2012

ANOS 2010

LAB CLUB

Baixo Augusta · SP

A casa de eletrônica dos fundadores do Clash Club e da SPKZ, na Augusta · duas pistas, a principal e um porão. Passaram pela cabine Mau Mau, Anderson Noise, Renato Cohen e The Hacker

ANOS 80

ZOOM

Santana · SP

Na Rua Dr. Zuquim, 311, foi a casa que segurou a zona norte no auge do new wave e do rock nacional, e depois atravessou a era do flash house

2016 →

CLUB JEROME

Higienópolis · SP

Aberto em outubro de 2016 por Cacá Ribeiro e Rodrigo Mussolino com a proposta declarada de resgatar o clima dos clubes pequenos de eletrônica que dominavam São Paulo duas décadas antes · programação da house ao dubstep, público majoritariamente LGBT

as raves e os festivais

1996 →

XXXPERIENCE

Brasil

A rave que rodou o país, 20 mil pessoas por edição

2003 · 2008

TIM FESTIVAL

Rio · SP · Curitiba · Vitória

O sucessor do Free Jazz, da mesma produtora, Monique Gardenberg · trocou o nome do cigarro pelo da operadora de telefone. Trouxe o Daft Punk ao Brasil em outubro de 2006, fechando a edição do Rio

1985 · 2001

FREE JAZZ FESTIVAL

Rio e São Paulo

Criado pelas irmãs Monique e Sylvia Gardenberg, virou a escola de festival do país. O nome era da marca de cigarro Free, da Souza Cruz, que bancava · e foi isso que o matou: uma lei federal proibiu patrocínio de evento cultural por empresa de tabaco, e a 17ª edição, de 2002, nunca aconteceu. A eletrônica entrou pela porta dele: em 1997 teve tenda da Cream, com Fatboy Slim entre os headliners, e o DJ Marky lembra de estar naquela pista vendo Goldie, Adam F, Grooverider e Doc Scott. O TIM Festival nasceu como sucessor

2000 · 2008

SKOL BEATS

São Paulo

Chegou a maior festival de eletrônica do mundo: 59 mil pessoas. O nome não veio da música: a Skol criou o festival para lançar uma cerveja chamada Skol Beats · a bebida e a festa nasceram juntas, com o mesmo nome, e uma vendeu a outra

2000 →

UNIVERSO PARALELLO

Bahia

Réveillon em Pratigi · entre os maiores festivais de trance do mundo

2008 →

ULTRA BRASIL

SP · BH · Rio

A marca de Miami em solo brasileiro

2015 →

TOMORROWLAND BRASIL

Itu · SP

Cerca de 180 mil pessoas na estreia

→ 2026

ARCA

Vila Leopoldina · São Paulo

Galpão de quase 9 mil m² e 16 metros de pé-direito · recebeu o HOLO do Eric Prydz em outubro de 2022, duas noites da Afterlife e a estreia da turnê Infinite Experience, do Alok

2015 →

SÓ TRACK BOA

São Paulo e Brasil afora

O maior festival de eletrônica do país, criado pelo Vintage Culture · passou pela Neo Química Arena em 2024 e voltou ao Autódromo de Interlagos em 2026

2023

VINTAGE IS A FESTIVAL

BH · Brasília · Rio · Porto Alegre · SP

Turnê itinerante do Vintage Culture pelo país, encerrada em São Paulo em dezembro de 2023

→ 2026

DOGZ PARADE

SP · Brasília · Belém · BH · Campo Grande · Rio

A festa autoral dos Dubdogz, carnaval fora de época com fantasia e cor · tem selo próprio, a Parade Records, e ganhou uma irmã carioca, a Rio Parade, que estreia no Museu do Amanhã

→ 2026

DNA ART CAR

BH · São Paulo · Camboriú

Projeto do Vintage Culture inspirado no Burning Man · DNA de Dystopia, Nature e Art. Em vez de palco, art cars como instalação viva: o FCKR 100 grafitado pelos OSGEMEOS, um VARIG 727 e o Favela Art Car

→ 2026

GOODTIMES

Campos do Jordão · Curitiba · Praia do Funil · Cumbuco

A marca itinerante do Illusionize, que leva a festa para destino turístico em vez de esperar o público na capital

2026 →

SATURN

Surreal Park · Camboriú · SC

O outro projeto do Illusionize, estreado em 16 de maio de 2026 · repertório autoral com cenário e narrativa próprios

2026

TRIIIPLE FESTIVAL

Ame Laroc · Valinhos · SP

As três marcas dos Dubdogz num evento só, em 14 de março: ERRORR (techno, a festa do projeto RUBACK), Nostalgia (hits dos anos 90 e 2000) e Dogz Parade (carnaval fora de época), cada uma num palco

→ 2026

RÉVEILLON DOS MILAGRES

Praia do Marceneiro · São Miguel dos Milagres · AL

Cinco noites de 27 a 31 de dezembro, com Vintage Culture, MAZ, Antdot, Pontifexx e Pedro Sampaio · foi lá que a BOMA fez a primeira edição no Nordeste, e ali perto, na Rota Ecológica, o Day Zero estreou no Brasil

→ 2026

RÉVEILLON ARCANJOS Nº1

Barra de São Miguel · AL

Sexta edição na virada de 2025 para 2026, de 27 de dezembro a 2 de janeiro · alterna eletrônica com sertanejo e funk, a 45 minutos do aeroporto de Maceió

2024 →

MUSIC ON

Vale do Anhangabaú · São Paulo

A festa que o italiano Marco Carola criou em 2011 e trouxe ao Brasil em 2 de novembro de 2024, na semana do GP de São Paulo · edições em 2024 e 2025, e a terceira marcada para 7 de novembro de 2026

2025 →

X

Vale do Anhangabaú · São Paulo

A marca do duo suíço Adriatique no Brasil · reuniu mais de 20 mil pessoas no Anhangabaú em 2025

2012 →

LOLLAPALOOZA

São Paulo

O Perry's virou o palco eletrônico fixo do Brasil

o palco de eletrônica dentro do festival grande

Quando a eletrônica entra num festival de público geral, ela quase nunca entra pela porta da frente: ganha um palco próprio, com nome próprio, num canto do terreno. Esse palco é um termômetro · dá pra ler nele o tamanho que o gênero tinha em cada ano, quem era headliner e em que momento o DJ deixou de ser atração paralela e subiu no palco principal.

ROCK IN RIO · desde 2019PALCO NEW DANCE ORDERCidade do Rock · Rio de Janeiro

O palco só de eletrônica do Rock in Rio, criado em 2019 com produção própria para dar à dance music estrutura de palco grande. Em 2024 passou a fechar o festival todo dia, com quatro atrações por noite, das 22h às 4h da manhã.

  • 2019

    Alesso · Infected Mushroom · Vintage Culture · Bhaskar · Liu · KVSH · Santti · Scorsi · DJ Meme · DJ Marlboro · Claudinho Brasil

    Primeira edição do palco.

  • 2022

    Steve Angello · Kaskade · James Hype · Lost Frequencies · Adriatique · Ben Böhmer · Len Faki · ANNA · Blond:ish · Eli Iwasa · Gui Boratto · Dubdogz · Cat Dealers · Bhaskar · Chemical Surf · Illusionize · Liu · Gabe · Jetlag · Curol · Gabriel Boni · MAKJ · Mary Olivetti · Anabel Englund · Ella de Vuono · Aline Rocha

    29 shows entre 2 e 11 de setembro. O dia 11 teve line-up só de mulheres.

  • 2024

    13/09 Deadmau5, Cat Dealers, Chemical Surf, Fatsync X Malifoo · 14/09 DJ Snake, Liu, Öwnboss, KVSH · 15/09 ARTBAT, Mila Journée, Binaryh, RUBACK · 19/09 WADE, Victor Lou, Gabe, Illusionize · 20/09 Alison Wonderland, BARJA, Samhara, Ashibah · 21/09 Mochakk, Beltran X Classmatic, Eli Iwasa X Ratier, Maz X Antdot · 22/09 Kaskade, Bhaskar, JetLag, Dubdogz

    O dia 20 foi batizado de Dia Delas e o 21, de Dia Brasil.

no palco principal · Duas vezes o DJ saiu do palco próprio e foi para o Palco Mundo: David Guetta em 2015 e Alok em 2019, no mesmo ano em que o New Dance Order nasceu.

LOLLAPALOOZA BRASIL · desde 2012PALCO PERRY'SAutódromo de Interlagos · São Paulo

O palco de eletrônica do Lollapalooza leva o nome de Perry Farrell, vocalista do Jane's Addiction, que criou o festival em 1991. No Brasil ele virou a vitrine de nome novo: divide a grade entre headliner internacional e artista em ascensão, inclusive de fora do eixo Rio e São Paulo.

  • 2018

    Vintage Culture

    Lotou o palco a ponto de a organização precisar fechá-lo.

  • 2026

    Peggy Gou · Yousuke Yukimatsu · Zopelar · Marcelin O Brabo · Mu540 · Idlibra · Entropia · Alírio

    Peggy Gou fechou o festival. Idlibra e Entropia são de Pernambuco.

no palco principal · Calvin Harris tocou no palco principal em 2015, numa época em que ele raramente fazia festival.

a marca no nome da festa

Uma parte da história da pista brasileira está escrita em nome de marca. Não era patrocínio pendurado no palco: a marca batizava o festival, e às vezes o festival existia justamente para lançar um produto. Isso bancou estrutura que a cena sozinha não teria e trouxe artista que não viria de outro jeito · e cobrou o preço de amarrar o destino da festa ao destino da empresa. Quando a marca saía, ou quando a lei mudava, a festa acabava junto.

FREE JAZZ FESTIVAL

Free · cigarro da Souza Cruz

De 1985 a 2001, no Rio e em São Paulo, com o nome do cigarro estampado. Foi a escola de festival do país e abriu espaço para a eletrônica, com a tenda da Cream em 1997. Acabou pelo mesmo motivo que nasceu: uma lei federal proibiu empresa de tabaco patrocinar evento cultural, e a 17ª edição nunca aconteceu. O TIM Festival veio como sucessor, já com nome de outra marca.

TIM FESTIVAL

TIM · telefonia

O sucessor direto do Free Jazz, de 2003 a 2008, e com a mesma produtora: a Monique Gardenberg simplesmente trocou de marca no nome e seguiu. Aqui a operadora de telefone assume o lugar que era do cigarro, no exato momento em que a lei fecha uma porta e o mercado abre outra. Foi por ele que o Daft Punk tocou no Brasil, em outubro de 2006, fechando a edição do Rio com o repertório do Musique Vol. 1. E em 2005 recebeu uma das últimas grandes apresentações de Frankie Knuckles no país, no palco Motomix montado no MAM do Rio, na mesma noite do coletivo nova-iorquino Body & Soul · num line-up geral que tinha The Strokes, Kings of Leon e Arcade Fire.

SKOL BEATS

Skol · cerveja

Aqui a ordem foi ainda mais direta: a cervejaria criou o festival para lançar uma cerveja chamada Skol Beats. A bebida e a festa nasceram com o mesmo nome, e uma vendeu a outra. A primeira edição foi em 10 de junho de 2000, no Autódromo de Interlagos, e o palco House daquele dia é uma fotografia da cena: abriu com Ricardo Guedes às 16h, passou por Bob Sinclar com Salomé de Bahia, teve Felipe Venâncio às 22h, Frankie Knuckles às 23h30 e Armand Van Helden fechando às 4h da manhã · o padrinho da house de Chicago tocando entre dois brasileiros. Chegou a 59 mil pessoas e foi apontado como o maior festival de eletrônica do mundo, até acabar em 2008.

as lojas de disco

Antes de existir loja online, o disco tinha endereço · e a pesquisa musical acontecia em pé, dentro dela. Era ali que o DJ descobria o que tinha chegado, ouvia antes de comprar, trocava disco com outro DJ e voltava pra casa com o set da semana. Quase todas ficavam na mesma rua do centro de São Paulo, a 24 de Maio · e é aí que mora um detalhe que quase ninguém conta: a mesma rua abasteceu duas cenas ao mesmo tempo. De um lado a pista eletrônica, do outro o movimento black, cada um com suas lojas, seus donos e sua clientela, dividindo calçada por décadas. Esta lista vem do relato do Ban e cresce conforme os nomes voltam à memória de quem viveu.

a pista eletrônica

DISCOMANIA

Galeria 24 de Maio · centro de SP

Uma das mais lembradas da galeria. O DJ Mau Mau conta que em 1992 a 24 de Maio já era corredor de loja de disco, e cita a Discomania como uma das que puxavam o movimento · vendia muito, ainda que o que chegava fosse quase sempre o que já tocava lá fora.

citada por DJ Mau Mau e DJ Marky

TECHNO RECORDS

Galeria 24 de Maio · centro de SP

A loja de quem procurava o som mais fechado. Foi ali, por volta de 2000, que saíram cópias do Level 202, primeiro release do Renato Cohen · o disco que antecede o Pontapé, que Carl Cox levaria pro mundo.

citada por Renato Cohen

UP DANCE MUSIC

Galeria 24 de Maio · centro de SP

Uma das paradas obrigatórias do circuito. O Rodrigo Ferrari conta que comprava ali com o Mark, que também fazia programa de rádio · e é um retrato de como funcionava, porque muita gente conhecia DJ pelo rádio e ia comprar disco com o mesmo cara depois.

citada por Rodrigo Ferrari, DJ Marky, Tibor Yuzo e Sérgio da Hot Line

RHYTHM RECORDS

São Paulo

Casa de formação de gente da cena · foi onde o DJ Ronald trabalhou por muitos anos antes de abrir a própria loja. A Ingrid Diniz conta uma cena que resume o fim de uma era: ao se mudar, deixou quase três mil discos consignados com ele, que foi buscar de caminhonete. "Hoje é o maior arrependimento da minha vida."

citada por Ingrid Diniz

DANCE DIVISION

São Paulo · dancedivision.com.br

A única desta lista que ainda está de pé. É do DJ Ronald, que passou anos na Rhythm Records, foi residente de A Lôca no projeto Mellow · onde o Ban tocou em muitas edições · e depois montou a própria loja. É a linha inteira da profissão numa pessoa só: vendeu disco pros outros, tocou, e voltou pro outro lado do balcão como dono.

confirmada pelo Ban e citada por Ingrid Diniz

ORBIT

São Paulo

Parte do circuito de lojas onde a cena se abastecia.

B SIDE

São Paulo

Parte do circuito de lojas onde a cena se abastecia.

o movimento black

As lojas black tinham endereço próprio: o Centro Comercial Presidente, construído em 1962 na Rua 24 de Maio e apelidado de Galeria do Reggae entre os anos 80 e 90. Ali funcionavam loja de disco, barbearia e ponto de encontro na mesma calçada, e gente como o Jorge Aragão vinha do Rio atrás do que só se achava lá. É a mesma rua onde o DJ de pista comprava seus importados · e explica por que o DJ Mau Mau conta que frequentava a 24 de Maio como b-boy, no reduto do break, antes de virar um dos pilares da eletrônica brasileira.

MR. GROOVE

Centro Comercial Presidente · Rua 24 de Maio

Do Oswaldo Jr., chegou à galeria em 1987 e virou endereço de disco raro e prensagem promocional · aquele material que não estava à venda em lugar nenhum e passava de mão em mão.

VELVET CDS

Centro Comercial Presidente · Rua 24 de Maio

Aberta em 1991 pelo André Fiori, apostando no CD quando o formato ainda estava chegando na cena.

FLORIDA MUSIC STORE

Centro Comercial Presidente · Rua 24 de Maio

Comprada pelo Jay Almeida em 1994, especializada no que vinha de fora · importado que chegava antes de qualquer gravadora lançar por aqui.

o circuito · a pista que a cena LGBTQIA+ segurou

1971 · 2014

NOSTROMONDO

Consolação · SP

Abriu em 30 de abril de 1971 na Rua da Consolação registrada como bar, com o nome Top Room: em plena ditadura, escrever boate num documento público era o mesmo que assumir antro. Depois virou NostroMondo, em homenagem a um amigo juiz de descendência italiana, e é tida como a primeira boate gay do Brasil. Ficou 43 anos de pé, a maior longevidade de uma casa LGBTQIA+ da América do Sul, e fechou em 2014. E tem um encontro aqui: a DJ Ban passou dez anos na Consolação, colada nela · os fundos de uma davam nos fundos da outra, uma rua de frente, outra de trás.

MEADOS DOS 90

ÁLIBI

Praça Roosevelt · SP

A primeira residência do DJ Vlad. Ele começou em 1994, depois de fazer curso na escola Fieldzz com o DJ Akeen, e dali emendou quase trinta anos de cabine no circuito paulistano.

MEADOS DOS 90

ESPAÇO NATION

SP

Noite de quarta voltada ao público LGBTQIA+, num tempo em que a semana ainda não tinha pista todo dia.

1997

VEKTRA CIA BRASIL

SP

Uma das casas por onde o circuito paulistano passou no fim dos anos 90.

1998

MAD QUEEN

SP

Abria de quinta a domingo · quatro noites por semana de pista, o que era muito pra época.

2000

DIESEL-BASE

SP

A casa dos domingos na virada do milênio, quando o domingo virou dia forte no circuito.

ANOS 2000

MASSIVO

SP

Sexta-feira de pista cheia na primeira década dos anos 2000.

ANOS 2000

SALVATION

Largo do Arouche · SP

No Arouche, endereço histórico da noite LGBTQIA+ paulistana desde muito antes da eletrônica.

2001 · 2007

DANGER DANCE CLUB

SP

Seis anos de casa aberta, uma das residências mais longas do DJ Vlad antes do The Week.

ANOS 2000

CAMALEÃO MIX CLUB

Ilha Porchat · São Vicente

A ponta litorânea do circuito, na ilha entre São Vicente e Santos.

ANOS 2000

SANTA MIX

Guarujá · SP

Sábado no litoral · a temporada de praia sempre foi parte do calendário da noite paulista.

FIM DOS 90

POINT H

Itu · SP

Prova de que o circuito não ficava só na capital: o interior tinha casa e tinha público.

ANOS 2000

INSANA

Campinas · SP

Campinas no mapa da noite, recebendo os DJs que rodavam o estado.

ANOS 2000 →

A LÔCA

Rua Frei Caneca, 916 · Consolação · SP

A casa que virou o endereço do underground na Frei Caneca: techno pesado e público misturado, com residentes como Renato Cohen, Marcos Morcef e a dupla Ana e Davi, o PETDuo, que dali foi parar em Berlim. Em julho de 2006 o Ban dividiu a cabine dela na Vida Loca Old School com Marky, Julião e Andy.

ANOS 2000

BLUE SPACE

SP

Uma das casas paulistanas onde o DJ Vlad tocou como convidado, ao lado de The Club, So Go, Ultra Lounge e Puerto Libre.

ANOS 90 · 2000

TECHNOVA

dentro do Lov.e Club · São Paulo

Não era casa, era noite: a noite de techno do Lov.e Club, com curadoria da promoter Eli Iwasa. Ela volta em três entrevistas diferentes do acervo, cada uma gravada em ano e lugar distintos · o DJ Mau Mau conta que teve residência lá, o DJ Murphy era o DJ do sábado, e o Renato Ratier cita a Technova ao lembrar do circuito em que rodava antes de criar o D-Edge. É um capítulo que não aparece em retrospectiva nenhuma e que explica um caminho inteiro: quem fazia a curadoria daquela noite virou DJ, entrou no top 100 nacional e depois dona de casa própria, com o Caos e o Club 88, em Campinas. Da escolha do line-up alheio para o próprio nome no line-up.

1996

WLÖD

Setor de Oficinas Sul · Brasília

A primeira casa noturna de Brasília feita só para música eletrônica, aberta em 11 de maio de 1996. Tinha duas pistas e um lounge com móveis montados em cima de carcaça de carro, e a residência era do Cnun (André Costa), do Sunrise 1 (Pedro Tapajós) e do DJ Oblongui, com o Leo Cinelli na produção. Começou com quinhentas pessoas e passou de mil em julho. Em dezembro do mesmo ano a equipe saiu e a casa se perdeu · o prédio virou fábrica de gelo. A última festa foi em janeiro de 1997, com a DJ Paula Chalup.

1997

MIQRA

Asa Norte, comercial 203 · Brasília

Inaugurada em 4 de janeiro de 1997, no subsolo da 203 Norte, com as criaturas QNaitra desenhadas pelo artista Skolpein tomando conta das paredes. Foi a casa que segurou a cena de Brasília depois do Wlöd, com noite alternativa às quintas, a Subterrânea, e festas como a Detroit Connection, que distribuía fita cassete mixada de brinde.

a madrugada · o circuito adulto e o after

ANOS 90 · 2000

LOVE STORY

Centro · SP

O after mais famoso de São Paulo por mais de vinte anos, a poucos passos do Copan. Abria quando as outras casas fechavam e ia até o meio-dia. No mesmo salão dividiam espaço artista, executivo, policial, boêmio e profissional do sexo, sob um pacto tácito de anonimato que virou conhecido como a ética da noite. Não existe mais, e virou livro: A Casa de Todas as Casas, de Katia Simões e Roberto Prioste.

DESDE 1977

MARRAKESH

Moema · SP

A decana do circuito liberal paulistano. Abriu em 1977 com outra proposta e virou casa de swing, com salão social, pista, DJ e show.

BAHAMAS

Moema · SP

A casa de Oscar Maroni, a mais conhecida do circuito.

SPICY CLUB

São Paulo

Do mesmo circuito de casas liberais da cidade.

HOT BAR

São Paulo

Relato do Ban · falta cravar bairro e época.

2026

OPIUM

Vila Olímpia · SP

A mais nova da lista, na Rua Quatá: cerca de mil metros quadrados, com referência de casa parisiense e tecnologia de palco americana.

NEFERTITI

São Paulo

Relato do Ban · falta cravar bairro e época.

● dj ban · o fio

ENQUANTO OS TEMPLOS SUBIAM, A GENTE MONTAVA OS NOSSOS

Estúdio profissional com o mesmo padrão de cabine dos clubes e festivais que você acabou de ler. Formar gente pronta pra essas pistas sempre foi o ponto · e continua sendo.

Estúdio 1 da DJ Ban EMC em 2010Estúdio 1 · 2010
Aula de DJ em estúdio da DJ Ban em 2011Aula · 2011
o vocabulárioanos 50 → hoje

COMO A GENTE CHAMAVA

Dá pra contar a história inteira da pista brasileira só pela palavra que a gente usava pra chamar o lugar. Cada nome denuncia uma época, um som e uma geração. Se você sabe qual palavra a pessoa usa, sabe em que década ela dançou.

BAILE

anos 50 e antes · salão de baile · clube social

Orquestra ao vivo e os "sonoros". É o chão de onde sai o baile black, e é onde o Seu Osvaldo trocou a orquestra por dois toca-discos em 1958. E quem fazia isso ainda não tinha o nome que a gente usa hoje.

Naquela época não era chamado de DJ ainda. Era discotecário, ou trocador de disco.
Seu Osvaldo · o primeiro DJ do Brasil · no Batendo Prato · Ban TV · 2015

BOATE

anos 50 a 70 · do francês boîte

O que o Rio tinha até 1976 eram boates, não discotecas. A palavra marca o momento em que ainda não existia casa feita só pra dançar.

DISCOTECA

chega em 1976 · do francês discothèque

Entra no país com a New York City de Ipanema e explode com a novela Dancin' Days, em 1978. A StereoMoto, de Porto Alegre, reivindica o termo já em dezembro de 1975.

DISCOATE

1979 · Porto Alegre · discoteca + boate

O híbrido gaúcho de transição, quando a casa era as duas coisas ao mesmo tempo e ninguém tinha certeza de qual nome usar.

DANCETERIA

fim dos 70 e anos 80 · invenção brasileira

Nasce na ressaca da disco, quando a palavra discoteca virou sinônimo de coisa velha. É o termo da geração da Contramão e da Krypton. E ela tem dono: quem usou a palavra pela primeira vez no Brasil foi o Ângelo Leuzzi, para batizar o tipo de casa que ele mesmo estava inventando. O nome pegou tanto que virou o jeito de o país inteiro chamar a noite por quase duas décadas, até o club chegar junto com a era eletrônica.

verbetequem inventou a palavra

CLUB

anos 90 em diante · do inglês

O vocabulário chega junto com a era eletrônica. Quem dizia danceteria começou a dizer club, e a pista mudou de som no mesmo movimento.

BALADA

anos 90 e 2000 até hoje · gíria brasileira

A palavra do dia a dia, que engoliu todas as outras. Ninguém diz "vou à discoteca", mas todo mundo vai pra balada.

CASA NOTURNA

sempre · termo genérico

O guarda-chuva neutro, o que aparece no alvará e na reportagem. Sobrevive a todas as modas porque não pertence a nenhuma.

Baile, boate, discoteca, danceteria, club, balada · sempre foi o mesmo desejo de sair pra dançar.

▸ a bandeira · feita de djs

O John Dias fez camisetas com o símbolo da house music desenhado por nomes de DJs. A gente estende a homenagem: a bandeira do Brasil, desenhada com os DJs que fizeram e fazem a nossa cena. A lista cresce toda semana · sentiu falta de um nome? Manda pra gente na pesquisa viva.

DJs na bandeira: Seu Osvaldo · Ricardo Lamounier · Sônia Abreu · DJ Robertinho · DJ Grego · DJ Double C · DJ Nazz · DJ Marlboro · Toninho Toró · Júnior Thonon · Luizão da Chic Show · Paulão da Zimbabwe · DJ Carlinhos Kaskata · Maurício Oliveira · Armando Martins · Grandmaster Ney · DJ Marky · DJ Patife · XRS · DJ Julião · Ilya Simioni · GKD · Dabolina · Erê · DJ Ban · DJ Meme · Renato Cohen · Gui Boratto · Amon Tobin · ANNA · Alok · Vintage Culture · Cat Dealers · Dubdogz · Mochakk · Carlo Dall'Anese · Mauro Borges · DJ Riva · DJ Murphy · Jayboo · Erick Jay · DJ Cuca · Ricco Robit · Camilo Rocha · Claudia Assef · Fabrício Peçanha · Anderson Noise · Mario Fischetti · Felguk · Gabe · Illusionize · KVSH · Bhaskar · Renato Ratier · DJ Ronaldinho · DJ RM · MC Jack · DJ Basim · SouJazz · Nino Leal · DJ Shinpa · DJ Raylan · Marquinhos Espinosa · Morenno · Bruno Martini · Ricardo Medrano · Stamina MC · Kaleidoscópio · DJ Marnel · Will Deep · Azzura · Victor Lou · Beltran · Zac · Vegas · Maz · Almanac · Liu · Classmatic · Eli Iwasa · Breaking Beattz · Blazy · BinaryH · Duarte · Albuquerque · Blancah · Bruno Furlan · Antdot · Viot · Flux Zone · Aura Vortex · Chemical Surf · Victor Ruiz · Curol · Bruno Be · Brisotti · Chapeleiro · Visage · Ownboss · Ruback · Claudinho Brasil · Mila Journée · Jho Roscioli · Abbud · Caique Carvalho · Bewav · Groundbass · Barja · Lowderz · Carola · Silvio Soul · Devochka · Gustavo Mota · Rowka · Roddy Lima · Pimpchic · Daft Hill · Doozie · Groove Delight · Vinne · Valentina Luz · Aline Rocha · Gabriel Boni · Fran Bortolossi · 4i20 · Fancy Inc · Alex Stein · Slow Motion · Nicolau Marinho · Fernanda Pistelli · Marian Flow · Hot Bullet · Lúcio · Glen · Jessica Brankka · Sterium · Holt 88 · Ghabe · André Gazolla · Trallez · Tiago Rosa · Cour T · Carol Favero · Volkoder · Inndrive · Dubdisko · Rocksted · Fractall · BRN · Rooftime · Dropack · Zuffo · Doctor Jack · Puka · Ekanta · KL Jay · Mary Mesk · Camila Jun · From House To Disco · Clementaum · Giu · Bruna Strait · Pricila Diaz · Sarah Stenzel · Kenya20hz · Etta · Adria · Due · Ayla · Luane · Vivi Seixas · Fernanda Martins · Joyce Muniz · Lorena Fabbrini · Carol Seubert · Ana Jones · Carbon C · Camz · Paula Chalup · Angélica Möller · Miracle · Molothav · Mary Olivetti · Ceres · Monic Br · Morgana Ferrer · Lolly Stardusty · Nihanna · Kogut · Dani Yamamoto · Erika Casarin · Elisa Amaral · Naah Ferraz · Paola · Anastácia · Sayba · Edi Zerg · Steph · Analu · Angélica Dc · Ana Julieta · Anny B · Scardua · Olivatti · Carla Elektra · Bia Portela · Urannia · Ketrin · Gabi Giordan · Bez · Amethysta · Soulfie · Lexie · Luma · Rekah · Dayane Leandro · Loon · Miih Nogueira · Fabz · Anatada · Omze · Ttai · Lorys · Appaja · Sachs · Dani Fontenelle · Puzzï · Allva · Flydown · Letícia Stempi · Flávia Souzaa · Mari Buti · Gêmeas Lancaster · Júlia Cruvinel · Hoffen · Jake · Lyah Luk · Kéfera · Yu Engel · Afrodite · Anne Koch · Rajj · Evvy · Scabeni · Mel Rose · Bllack Rose · Trip To Venus · Marrie · Daphne · Lara · Mari Mars · Ana Valeriano · Gabj · Tai Castro · Red Fox · Kitty · Camila Vargas · Alicj · Pandora Plur · Izzz · Ølwen · Black Angel · Homanoff · Luíza Neves · Wolfy · Raeder · Cacau · Steph By Steph · Sheel · Valerie · Hagap · Anne Castro · Boop · Ella De Vuono · Cherrys · Betriza · May Seven · Amanda Chang · Julia Bueno · Wina · Ramona · Lay · Marye · Alexandra Squizato · Steph Lempos · Fuxxia · Liza Rodriguez · Juliana Mendez · Klah · Ale Rosa · Pri Oliveira · Annalu · Diana Correa · Evah · Yeza · Safira · Samia Gribl · Lorelai · Ella Vilella · Alana C. · Bonnie B · Yaskara Tonetti · Flá Almeida · Danni Olivetti · Rapha Navarro · Lud Prado · Laura Keller · Eve · Samhara · Anne Louise · Ka Kogut · Naat · Sam Ferry · Erica · Lorena · Jane Kovitz · Carol Garcia · Rosa Ventura · Beáh · Bella · Ella Whatt · Fe Tavares · Dj Sophia · Creek · Aryela · Tata Gabriela · Lily Kirk · Sarah Muñoz · Yoshida · Thatha Autruism · Grace Grey · Karla Carvalho · Raffa Boeno · Ananda · Xinddy · Bianca Pio · Lowez · Fraaan · Sophia Dalá Voguét · Driss · Ështara · Eleva · Alicid · Jappa · Keyrozz · DJ KS · Cindy Salles · DLB · Mister Robert · DJ Alexxia · DJ Asther · Bloco das Gaúchas · DJ Ella · DJ Joakin · DJ Johnnie Pinton · Guga Guizelini · DJ Fatu · DJ Latorre · DJ Lipe Rosa · DJ Lati · DJ Lucce · DJ Ornella · Oboé DJ Set · Marcelo Botelho · Mari di Iorio · DJ P8 · Lucio Morais · Victor Martelli · Windy City Classics · Rodrigo Raposa · DJ Vice · 78′ · AC 360 · Act FX · Adam Klein · Adriano Pagani · André Meyer · Anhanguera · Bruce Leroys · DJ Flash · DJ Trusty · Dot Larissa · Edu Parez · Fernanda Fox · Gabi Galhardoni · Helen Sancho · Jamm · Jaq Ximenez · Jordan DJ · Kasino · Kefing · N.A.S.S.I · Nedu Lopes · Pedro Amaral · Rey Vercosa · Rodrigo Ferrari · Soeurs · Tarsila · Tiko's Groove · Buja · Departamento · Düncan · Evokings · Gabss · Halfcab · Jørd · Kiko Franco · Meca · Meriva · Nocapz · OSGEMEOS · Pontifexx · Sandeville · Solarce Brothers · Tato · Adnan Sharif · Aninha · Bapp · Bervon · Botanic Soundsystem · Diogo Accioly · Døriva · Drunky Daniels · Fell Reis · Gaba Kamer · Gromma · Kaká Franco · Lookalike · Marcio S · Majoness · Mezomo · Morganna · Sheldon · Spuri · Stanccione · Waltervelt · Teclas · Zeo Guinle · Wehbba · Aerobica · Alírio · Badsista · Bárbara Boeing · Caio T · Carlos do Complexo · Cashu · Cauana · Gop Tun DJs · Gui Scott · Kontronatura · Mari Boaventura · Millos Kaiser · Nascii · RHR · Trepanado · TYV · Vermelho · Zopelar · Afterclapp · Chemical Noise · Fatsync · Fezzo · Jetlag · Juicce · Malifoo · Miss Natalia · Nightfunk · Offbeat · Petroski · Said · Sighter · South Birds · Ulisses · Zaark · Zaro · Bauhouse · Malive · Malu · Unfazed · Biaqueiroz · Dnir · Feels Strings · Guilherme Moss · Guga · Lukazz · Mooneyhan · Pettros · Venturi · Zahi · Hottest · Mark · Arthur Cruz · Affair DJs · Alma Negrot · Annyl · Benjamin Ferreira · Cherolainne · Crazed · Cyberkills · DJ Magal · DJ Mau Mau · Evehive · Fernando Moreno · Idlibra · Kair · Lovefoxxx · Marina Dias · Suelen Mesmo · Tessuto · Teto Preto · Victin · Altruism · Avan7 · Basscannon · Burn In Noise · Dang3r · Earthspace · Lasmar · Limbu · Marambá · Max Grillo · Paranormal Attack · Perception · Reptilians · Sonic Massala · Swarup · Synthatic · Tijah · Trampsta · V.Falabella · Webra · Zahar · DJ Graeff · DJ Maicon M · DJ Menegasso · DJ Guimarães · DJ Izzy · Azzy · Beca Milano · Ciborg · CS Goa · Donquixote · From Space · Hodz · Kadum · Laura Murad · Linked · Load · Mindflux · Nekomancer · NRZ · Vdelic · DJ Vlad · DJ Akeen · Fran Bellesia · WallBreakers Live! · Voxicode · Tricy · Audrey Willcox · Andreza Mattos · Cinara Martins · Adriana Pax · Ale Rauen · Aline Coutt · Alline Mendes · Amanda Schimitz · Ammie Graves · Analy Rosa · Andressa Flaming · Anita Freire · Any Mello · Aryela Knox · Assadii · Babi · Baby Ark · Barbara Labres · Bebel Viana · Bella Ferrari · Bellatriz · Bia Varella · Bliss · Blue Rose · Bruna Monteiro · Caca Werneck · Cady · Camila Peixoto · Camilla Fabb · Carla Cimino · Carol Legally · Carolina Ataide · Carolina Lessa · Caroline Seubert · Cinara · Cla Pessoa · Cris Proenca · Curvy · Dai Aldebrand · Dai Bohn · Daiana Camargo · Darly · Djessib · Donna · Dri Toscano · Débora C · Ekanta Jake · Eliane Guesffer · Ella Beats · Ellie Ka · Ellie Klotz · Emily Franco · Ettaa · Fernanda Tavares · Flavia Xexeo · Fran Kirsch · Fran Prado · Gabi Lima · Gaby Fleck · Gardennia · Giovanna Furini · Girla · Giulia Oddo · Havenna · Hiorrana Amancio · Ingrid Diniz · Isa Lesh · Isa Lima · Jess · Jess Benevides · Jess J · Jessica Mallmann · Jessica Tribst · Jessie · Josi Oliveira · Juh Machado · Julee · Julia Bacellar · Juliana Hauz · Juliana Lopes · Jully Beats · Jéssica Sil · Karen Dennes · Karielle · Karine Larre · Karol Morgado · Kesia · Ktryna · Laisa Alessi · Lari Hi · Lari Torres · Larissa Cerqueira · Larissa Lahw · Lisa Bueno · Lolla Ribs · Lolo Bortholacci · Luisa Viscardi · Luly Poynter · Ma Rodrigues · Marcia Cardoso · Marcinha Eggers · Marina Diniz · Maurie Bouret · Mayara Leme · Maysa Moura · Michelle Mignon · Milena Scheide · Miss Cady · Miss Klauss · Monic · Monise Borges · Nana Torres · Nannda · Nat Valverde · Natalia Vianna · Nathali Neumann · Nathalia Borges · Nicole Baldwin · Nith · Nyella · On Fire Music · Patricia Ross · Paula Blue · Pax · Pelizari · Pietra Bertolazzi · Playbeah · Resther · Roberta Gato · Rowdy · Sabrina Tome · Sarah Anders · Scarlet · Shine · Sophia Voguet · South Sound · Steph Lemos · Taty Mesquita · Taty Zatto · Thais Andrade · Thalicia · Thascya · Tricia · Tricia Fox · Trisha · Typa · Van Müller · Veronica Kirkovics · Wldz · Érika Luz · Alexandre Cunha · Fabio Castro · Diego Logic · Ramilson Maia · Janaína Lima · Altar · Macau · VMC · Luciano Rocha · Arnaldo Saccomani · Vadão · Easy Nylon · Puff · Alex Hunt · Mister Sam · Domenico Gatto · Andy · Tubarão · Kleber Barry · Beto Keller · Wagnão · Cadico · Tom Hopkins · Alexandre Medeiros · Tahira · Deeplick · Vitor Lima · Ruy Balla · Robson Braga · Tuta Aquino · Silvio Müller · Tibor Yuzo · Anderson Farias · PETDuo · Dudu Marote · Rogério Djêss · Badinha · Robertinho Gallery · Fabio San · Roberto Hais · Luiz Eurico Klotz · Giovanni Feghalli · Dennis DJ · Ricardinho Cabral · Corello · Alex S. · Glauco Antonioli · Roger Rabbit · Sérgio Hot Line · Willinha · Pixote · DJ Katatau · Cabeção · Chicão · Tuca Flash · Chico Alves · Alain Patrick · Marcio Zanzi · Maurício S. · Oswaldo Mr Groove · DJ Costa · Cezar Peralta · Rogério Animal · Luís Boca · Christian Pinheiro · Acácio Moura · Ricardo Guedes · Iraí Campos · Ricardo Sarmiento · Fernando Sarmiento · DJ Garcia · DJ Leo Bailer · DJ Carlos Verg · DJ Malmal (SP) · Maurão · Índio Blue · Raul Vax · L_cio · André Matalon · Lalá Moreira · Edu Brussy · Michel Noya · Léo Janeiro · Silvinho · Selva · Rogerinho · Branco Simonetti · Tom Keller · André Motta · Mari Rossi · Cassiano Barreiros · Viktor Mora · Jac Junior · Lu Candotta · Raul Santos · Torrada · Ney Faustini · Jack · Rodrigo Vieira · Fabíola Sellan · Daniel Um · DJ Nyack · Shavozo · King DJ · DJ New · Picolé · Xis · Gil Levy · Cic · L Side · DJ Mimi · Lobato · Drumagick · Paco · Beto Nini · Roger Lyra · Ingrid · Ferris · Ilan Kriger · Raidi Rebello · Junior C · Scorsi · Sany Pitbull · Anthony Garcia · Ronald · Fernanda Porto · Julio Torres · Dre Guazzelli · Mandraks · Perera DJ · Ney (Gringo's) · Gu (Deophonik) · Regis Lopez · Beto Dias · Cleber Portaro · Fernando Figueiredo · Fe Pinatti · Jean Molina · Paulinho DJ · Paulo Recycle · Maurício Yudi · Lucci Maiorino · Riko Capeleiro · Rodolfo Lemos · DJ Myrrha · Silvio Müller · Alex SP Groove · Marcello V.O.R · Gui Pimentel · Fabio NXT

858 DJs · e contando

passe o mouse na bandeira pra ler os nomesarraste o dedo na bandeira pra ler os nomes

track 081989 · 2025

OS CAMPEÕES

Uma coisa é ser o DJ mais votado, outra é ser campeão. Revista elege popularidade · campeonato mede técnica, com regra e juiz. E nisso o Brasil colecionou finais mundiais e trouxe o caneco mais de uma vez.

Tem uma diferença que quase ninguém explica pra quem está começando: uma coisa é ser o DJ mais votado, outra é ser campeão. Existem três formas de um DJ ser reconhecido · e só duas medem técnica.

não é campeonato

A LISTA · VOTAÇÃO

Mede popularidade, alcance e marketing. Não mede técnica.

DJ Mag Top 100 · House Mag · DJ Sound

É voto de fã, sem critério técnico definido. A própria imprensa de fora admite que o ranking reflete quem tem mais máquina de divulgação, não quem toca melhor. Vale como vitrine, não como prova de habilidade.

técnica · palco

O TURNTABLISM · PERFORMANCE

Juiz, regra e cronômetro. Vale scratch, beat juggling e precisão.

DMC · Hip Hop DJ · Red Bull Thre3style

Aqui ninguém vota: você ganha fazendo, na frente de quem entende. O Hip Hop DJ nasceu junto com o campeonato de MC, dentro da mesma cultura. O Red Bull Thre3style pede três estilos em pouco tempo · técnica pura com show.

O Cash Money mudou as águas. Os toca-discos hoje ficam de lado, em modo de batalha, por causa dele · foi ele que inventou isso.
KL Jay · DJ dos Racionais MC's · no Batendo Prato · Ban TV · 2014
técnica · pista

A PISTA · CLUBE

Ganha quem mixa melhor e faz a pista dançar.

Rave Hypnotic · Miller SoundClash · Heineken Thirst · Curto Circuito · Raphsody

Na Rave Hypnotic, o DJ Murphy venceu em 2000 e levou como prêmio uma passagem pra Londres · virou uma das grandes referências do techno brasileiro. O Miller SoundClash teve duas edições no Brasil, com final no Clash Club em São Paulo, e o Jayboo representou o país em Las Vegas. Curto Circuito e Raphsody foram disputas tocadas dentro das casas, com o critério na pista.

▸ placar · campeões dmc brasil

  • DJ MARLBORO
  • DJ CUCA★★
  • MC JACK
  • DJ RM
  • ERICK JAY★★★★★
  • DJ BASIM
  • SOUJAZZ
  • NINO LEAL★★★
  • DJ SHINPA★★★★
  • DJ RAYLAN

anos antigos sem registro oficial consolidado · a lista honra os nomes, não crava as datas

🏆 título mundial

ERICK JAY

PENTACAMPEÃO MUNDIAL

O maior turntablist brasileiro. Em 2016 venceu o DMC World e o IDA no mesmo ano, primeiro latino-americano a levar os dois.

🏆 título mundial

DJ RAYLAN

CAMPEÃO MUNDIAL DMC 2025

Do Vale do Paraíba pra final em Tóquio, campeão do mundo aos 20 anos de idade.

🏆 título mundial

DJ CINARA

BICAMPEÃ RED BULL THRE3STYLE

Bicampeã nacional e a primeira mulher do Brasil a chegar numa final mundial da modalidade.

Red Bull Thre3style Brasil · Marquinhos Espinosa (2013 e 2017) · Cinara (2014 e 2015) · Morenno (2018)

Campeonato Hip Hop DJ, criado em 1997 por KL Jay e Xis · campeões como Fábio Soares, Cia, Nuts, Hadje, Tano, Erick Jay, Jeff C e Nino · reativado com Shinpa tricampeão · hoje a linhagem segue viva no festival Quartz, Riscos e Batidas.

Papo reto de quem forma DJ desde 2001: campeonato não se vence com talento, se vence com treino. É por isso que metade desta escola é estúdio de treino.

▸ o acervo completo

OS PLACARES, ANO A ANO

Quem venceu campeonato com juiz e cronômetro, e quem apareceu nas listas votadas · os dois placares, com veículo, ano e fonte em cada linha.

onde tem juiz e cronômetro

AS PRIMEIRAS EDIÇÕES DO DMC

O DMC chegou ao Brasil em 1989 e virou o vestibular do turntablismo brasileiro. Os anos mais antigos não têm registro oficial consolidado · a lista honra os nomes e não crava as datas que não dá pra cravar.

DJ Marlboro

DMC Brasil · 1989 · Campeão · Rio de Janeiro

1º DMC nacional que o KL Jay disputou (ficou em 7º)

fonte: Depoimento KL Jay (Batendo Prato)

DJ Cuca

DMC Brasil · ~1990 · Campeão · São Paulo

Edição em que o KL Jay ficou em 3º

fonte: Depoimento KL Jay

KL Jay

DMC Brasil · 1989 · 7º lugar · São Paulo

fonte: Depoimento KL Jay

KL Jay

DMC Brasil · ~1990 · 3º lugar · São Paulo

fonte: Depoimento KL Jay

“Entrei em dois DMC. No primeiro, o que o Marlboro ganhou, fiquei em sétimo. No segundo, o que o Cuca ganhou, fiquei em terceiro.”

KL Jay · DJ dos Racionais MC’s · no Batendo Prato, Ban TV, 2014

▶ ouvir o KL Jay contando

a lista mais famosa do mundo

O BRASIL NA DJ MAG

O Top 100 da DJ Mag existe desde 1993 e é votação de fã, não campeonato: mede popularidade e alcance, não técnica. Dito isso, acompanhar a subida de um brasileiro nessa lista conta uma história de mercado que nenhum outro número conta.

ALOK

posição mais alta · 3º

2015 · 44º2016 · 25º2017 · 19º2018 · 13º2019 · 11º2020 · 5º2021 · 4º2024 · 4º2025 · 3º

2015 · Estreia na lista. Os pais são pioneiros do psytrance no Brasil, do festival Universo Paralello · o irmão gêmeo é o Bhaskar.

2021 · A posição mais alta de um brasileiro até então.

2025 · A posição mais alta de um brasileiro na história do ranking, criado em 1993. O pódio de 2025 foi Guetta em 1º, Garrix em 2º e Alok em 3º.

fontes: Billboard BR / DJ Mag · Billboard BR · Giro95 / Billboard BR · Wonderland in Rave · Conexão Pop

VINTAGE CULTURE

posição mais alta · 10º

2017 · 31º2018 · 19º2021 · 17º2024 · 10º2025 · 11º

2021 · Subiu treze posições de uma vez.

2025 · Deep house · Lukas Ruiz Hespanhol.

fontes: Giro95 · Correio Braziliense · Wonderland in Rave · Conexão Pop · Billboard BR

MOCHAKK

posição mais alta · 56º

2024 · 61º2025 · 56º

fontes: Agência Yaih · Billboard BR

DUBDOGZ

posição mais alta · 62º

2023 · 64º2024 · 62º

2023 · A dupla de irmãos gêmeos Marcos e Lucas Schmidt, de Juiz de Fora.

2024 · Ficou fora da lista em 2025.

fontes: Conexão Pop · Agência Yaih

LIU

posição mais alta · 71º

2024 · 79º2025 · 71º

2024 · Estreou em 2023 · sino-brasileiro, de São Paulo.

fontes: Agência Yaih · Billboard BR

CAT DEALERS

posição mais alta · 74º

2017 · 74º2021 · 86º2024 · 77º

2017 · Estreia da dupla Lugui e Pedrão.

2024 · Ficou fora da lista em 2025.

fontes: Giro95 · Wonderland in Rave · Agência Yaih

✎ a lista só traz os anos que a gente conseguiu conferir com veículo nomeado · ano sem fonte não entra.

a votação daqui

TOP 100 DJS · HOUSE MAG 2023

O ranking brasileiro mais conhecido da cena, votado pelo público. Serve pra medir quem estava no radar em 2023 · não pra medir quem toca melhor.

  1. 1Vintage Culture
  2. 2Mochakk
  3. 3Alok
  4. 4Illusionize
  5. 5Victor Lou
  6. 6Dubdogz
  7. 7ANNA
  8. 8Gabe
  9. 9Beltran
  10. 10Zac
  11. 11Vegas
  12. 12Ratier
  13. 13Maz
  14. 14Almanac
  15. 15Liu
  16. 16Cat Dealers
  17. 17Classmatic
  18. 18Eli Iwasa
  19. 19Bhaskar
  20. 20Breaking Beatzz
  21. 21Gui Boratto
  22. 22Blazy
  23. 23BinaryH
  24. 24Duarte
  25. 25Albuquerque
  26. 26Blancah
  27. 27KVSH
  28. 28Bruno Furlan
  29. 29Antdot
  30. 30Viot
  31. 31Flux Zone
  32. 32Aura Vortex
  33. 33Chemical Surf
  34. 34Victor Ruiz
  35. 35Curol
  36. 36Bruno Be
  37. 37Brisotti
  38. 38nome não identificado na fonte
  39. 39Chapeleiro
  40. 40Visage
  41. 41Ownboss
  42. 42Ruback
  43. 43Claudinho Brasil
  44. 44Mila Journee
  45. 45Jho Roscioli
  46. 46Abbud
  47. 47Caique Carvalho
  48. 48Bewav
  49. 49Groundbass
  50. 50Barja
  51. 51Lowderz
  52. 52Carola
  53. 53Silvio Soul
  54. 54Devochka
  55. 55Gustavo Mota
  56. 56Rowka
  57. 57Roddy Lima
  58. 58Pimpchic
  59. 59Daft Hill
  60. 60Doozie
  61. 61Groove Delight
  62. 62Murphy
  63. 63Vinne
  64. 64Bruno Martini
  65. 65Valentina Luz
  66. 66Aline Rocha
  67. 67Gabriel Boni
  68. 68Fran Bortolossi
  69. 69Anderson Noise
  70. 704i20
  71. 71Fancy Inc
  72. 72Alex Stein
  73. 73Fabricio Peçanha
  74. 74Slow Motion
  75. 75Nicolau Marinho
  76. 76Fernanda Pistelli
  77. 77Marian Flow
  78. 78Hot Bullet
  79. 79Lúcio
  80. 80Glen
  81. 81Jessica Brankka
  82. 82Sterium
  83. 83Holt 88
  84. 84Ghabe
  85. 85André Gazolla
  86. 86Trallez
  87. 87Tiago Rosa
  88. 88Cour T
  89. 89Carol Favero
  90. 90Volkoder
  91. 91Inndrive
  92. 92Dubdisko
  93. 93Rocksted
  94. 94Fractall
  95. 95BRN
  96. 96Rooftime
  97. 97Dropack
  98. 98Zuffo
  99. 99Doctor Jack
  100. 100Puka

fonte: House Mag · Top 100 DJs 2023

▸ dj sound awards · a premiação da primeira revista da cena

A DJ Sound, no ar desde 1990, foi o primeiro veículo da nossa cena, e criou a própria premiação. Aqui não tem posição de 1 a 100: tinha um vencedor por categoria, escolhido por votação do público. Nos primeiros anos essa votação chegava por carta.

1990Nasce, mas com outro nome: DJs in Concert. Quatro páginas, preto e branco, mensal. A tiragem era de cerca de mil exemplares, levados à mão para as gravadoras.02:13
1991Um ano depois sai a primeira capa colorida.18:42
1993Depois de uns dois anos de estrada, decidem que a cena já existia o bastante para ter premiação própria e criam o DJ Sound Awards. A votação chegava por carta: recebiam cerca de três mil por edição.37:13
1997Começa o investimento no online e a revista passa a ser publicada também no site. Com o tempo o portal virou o corpo principal do veículo.1:48:39
2011No Rio, a premiação vira vídeo-premiação: em vez de parar tudo para anunciar categoria por categoria, os prêmios saem de forma contínua enquanto os artistas tocam. Deu tão certo que repetiram em 2012.2:29:18

Em algum ponto do caminho eles trocaram a palavra. O prêmio deixou de ser de melhor e passou a ser de destaque. A explicação está no vídeo, na voz de quem criou a premiação: essa história de ser melhor é muito relativa, porque os parâmetros hoje são muito maiores do que eram em 1993. É a mesma régua que esta página usa: fato, nunca opinião.

contado pelo Ricardo e pelo Fernando Sarmiento no Batendo Prato, na Ban TV · o minuto de cada fala está ao lado

2007

DJ Sound Awards 2007

DJ Sound · 27 categorias publicadas

A fonte publicou a lista sem dizer o ano. Dá pra cravar pelos discos: os três lançamentos premiados saíram todos em 2007 · In The Dark em março, Beautiful Life em fevereiro e Pop Life no mesmo ano. Fecha também com o prêmio pelos últimos 18 anos ao Renato Lopes, que começou no fim dos anos 80. Repare quantos nomes desta lista você encontra em outros pontos desta página.

  • Prêmio especial · trabalho na área dance nos últimos 18 anosRenato Lopes
  • Single produção internacionalTiësto feat. Christian Burns · In The Dark
  • Single produção nacionalGui Boratto · Beautiful Life
  • Álbum internacionalDavid Guetta · Pop Life
  • DJ · house e electro houseRodrigo Ferrari
  • DJ · progressive houseFerris
  • DJ · drum and bass e break beatsMarky
  • DJ · trance e psyNoronha
  • DJ · techno e tech houseMau Mau
  • DJ · danceTom Hopkins
  • DJ · black musicGrand Master Ney
  • DJ · mixing clubs e GLSRobson Mouse
  • DJ · cena RJLeo Janeiro
  • DJ · revelaçãoAle Rauen
  • DJ mulher (prêmio especial)Taty Aguiar
  • DJs booking em eventosMarcos e Marcelo Braga
  • Produtor de música eletrônicaCarlo Dall'Anese e Fabio Castro
  • Produtor revelaçãoJoe K
  • Produtor dance-popFabianno Almeida e Ian Duarte
  • Produtor de música eletrônica RJMarcelinho CIC
  • Remix nacional2 Headz · Limão
  • Programa de baladas FMMetronight · Metropolitana FM
  • Programa FM de dance e black com DJsClubtronic · Energia 97
  • Locução em FMTina Roma · Jovem Pan 2
  • Casa noturnaPacha
  • IluminadorJohnson
  • Live P.A.Oil Filter

fonte: https://bitsmag.com.br/artes/dj-sound-awards.html

2012

DJ Sound Awards 2012

DJ Sound · 21 categorias publicadas

18 de dezembro de 2012 · Barra Music · Barra da Tijuca, Rio de Janeiro

A edição teve 63 categorias. Aqui estão as que a fonte publicou. Repare que três nomes desta lista já aparecem em outros pontos desta página: Marky, Murphy e Rica Amaral.

  • HouseRodrigo Vieira
  • Electro HouseChrizz Luvly
  • Progressive HouseFerris
  • Drum and Bass e Break BeatsMarky
  • Trance e PsyRica Amaral
  • TechnoMurphy
  • DanceMaestro Billy
  • Deep House e SoulfulDri.K
  • Tech HouseRenato Ratier
  • Single internacionalDavid Guetta feat. Sia · Titanium
  • Single nacionalJoe K feat. Jerique · I Want You Back
  • Álbum internacionalDavid Guetta · Nothing But The Beat 2.0
  • Artista dance nacionalWanessa
  • Evento nacionalDream Valley Festival
  • Super club BrasilGreen Valley
  • Club Rio de JaneiroZax
  • DJ cena RJLuca Di Napoli
  • DJ mulher cena RJCarol Legally
  • DJ cena brazuca e internacionalMarcos Carnaval
  • DJ Rio de Janeiro (revelação)Caroles
  • Promoter RioAlex Japonês

fonte: https://electrospaceoficial.wordpress.com/2012/12/22/lista-do-dj-sound-awards-2012/

▸ djane mag brasil · top 100 djanes, ano a ano

A lista completa de cada ano, do jeito que o veículo publicou. A gente não julga o resultado nem reordena nada: publica o fato, com a fonte à vista, e você abre o ano que quiser ver.

2025

Top 100 DJanes Brasil

DJane Mag Brasil · 100 posições

  1. 1ANNA
  2. 2ELI IWASA
  3. 3MILA JOURNÉE
  4. 4CAROLA
  5. 5EKANTA
  6. 6CUROL
  7. 7JESSICA BRANKKA
  8. 8ALINE ROCHA
  9. 9FERNANDA PISTELLI
  10. 10MARY MESK
  11. 11CAMILA JUN
  12. 12FROM HOUSE TO DISCO
  13. 13CLEMENTAUM
  14. 14GIU
  15. 15CAROL FÁVERO
  16. 16BRUNA STRAIT
  17. 17PRICILA DIAZ
  18. 18BLANCAH
  19. 19SARAH STENZEL
  20. 20KENYA20HZ
  21. 21BARJA
  22. 22ETTA
  23. 23ADRIA
  24. 24DUE
  25. 25AYLA
  26. 26LUANE
  27. 27VIVI SEIXAS
  28. 28FERNANDA MARTINS
  29. 29JOYCE MUNIZ
  30. 30LORENA FABBRINI
  31. 31CAROL SEUBERT
  32. 32ANA JONES
  33. 33CARBON C
  34. 34CAMZ
  35. 35PAULA CHALUP
  36. 36ANGÉLICA MÖLLER
  37. 37MIRACLE
  38. 38MOLOTHAV
  39. 39MARY OLIVETTI
  40. 40CERES
  41. 41MONIC BR
  42. 42MORGANA FERRER
  43. 43LOLLY STARDUSTY
  44. 44NIHANNA
  45. 45KOGUT
  46. 46DANI YAMAMOTO
  47. 47ERIKA CASARIN
  48. 48ELISA AMARAL
  49. 49NAAH FERRAZ
  50. 50PAOLA
  51. 51ANASTÁCIA
  52. 52SAYBA
  53. 53EDI ZERG
  54. 54STEPH
  55. 55ANALU
  56. 56ANGÉLICA DC
  57. 57ANA JULIETA
  58. 58ANNY B
  59. 59SCARDUA
  60. 60OLIVATTI
  61. 61CARLA ELEKTRA
  62. 62BIA PORTELA
  63. 63URANNIA
  64. 64KETRIN
  65. 65GABI GIORDAN
  66. 66BEZ
  67. 67AMETHYSTA
  68. 68SOULFIE
  69. 69LEXIE
  70. 70LUMA
  71. 71REKAH
  72. 72DAYANE LEANDRO
  73. 73LOON
  74. 74MIIH NOGUEIRA
  75. 75FABZ
  76. 76ANATADA
  77. 77OMZE
  78. 78TTAI
  79. 79LORYS
  80. 80APPAJA
  81. 81SACHS
  82. 82DANI FONTENELLE
  83. 83PUZZÏ
  84. 84ALLVA
  85. 85FLYDOWN
  86. 86LETÍCIA STEMPI
  87. 87FLÁVIA SOUZAA
  88. 88MARI BUTI
  89. 89GÊMEAS LANCASTER
  90. 90JÚLIA CRUVINEL
  91. 91HOFFEN
  92. 92JAKE
  93. 93LYAH LUK
  94. 94KÉFERA
  95. 95YU ENGEL
  96. 96AFRODITE
  97. 97ANNE KOCH
  98. 98RAJJ
  99. 99EVVY
  100. 100SCABENI

fonte: https://djanemag.com.br/top100djanes/

2024

Top 100 DJanes Brasil

DJane Mag Brasil · 100 posições

  1. 1ANNA
  2. 2CAROLA
  3. 3CUROL
  4. 4ELI IWASA
  5. 5EKANTA
  6. 6MILA JOURNÉE
  7. 7ALINE ROCHA
  8. 8JESSICA BRANKKA
  9. 9MARY MESK
  10. 10BLANCAH
  11. 11BARJA
  12. 12SARAH STENZEL
  13. 13FERNANDA PISTELLI
  14. 14KENYA20HZ
  15. 15CLEMENTAUM
  16. 16FROM HOUSE TO DISCO
  17. 17GIU
  18. 18PRICILA DIAZ
  19. 19CAROL FÁVERO
  20. 20BRUNA STRAIT
  21. 21ETTA
  22. 22MIRACLE
  23. 23DUE
  24. 24ADRIA
  25. 25CAMILA JUN
  26. 26CAROL SEUBERT
  27. 27LORENA FABBRINI
  28. 28ANA JONES
  29. 29CARBON C
  30. 30ANGÉLICA MÖLLER
  31. 31NIHANNA
  32. 32KOGUT
  33. 33MEL ROSE
  34. 34BLLACK ROSE
  35. 35MONIC BR
  36. 36TRIP TO VENUS
  37. 37MARRIE
  38. 38DAPHNE
  39. 39NAAH FERRAZ
  40. 40LARA
  41. 41ERIKA CASARIN
  42. 42MARI MARS
  43. 43ANA JULIETA
  44. 44ANA VALERIANO
  45. 45SAYBA
  46. 46GABJ
  47. 47EDI ZERG
  48. 48LUANE
  49. 49TAI CASTRO
  50. 50PAOLA
  51. 51DANI YAMAMOTO
  52. 52ANGÉLICA DC
  53. 53RED FOX
  54. 54AYLA
  55. 55STEPH
  56. 56KITTY
  57. 57ANNY B
  58. 58LOLLY STARDUSTY
  59. 59FABZ
  60. 60CAMILA VARGAS
  61. 61SCARDUA
  62. 62OLIVATTI
  63. 63KETRIN
  64. 64BEZ
  65. 65ALICJ
  66. 66URANNIA
  67. 67PANDORA PLUR
  68. 68GABI GIORDAN
  69. 69BIA PORTELA
  70. 70IZZZ
  71. 71LEXIE
  72. 72ANNE KOCH
  73. 73ØLWEN
  74. 74REKAH
  75. 75MIIH NOGUEIRA
  76. 76BLACK ANGEL
  77. 77HOMANOFF
  78. 78DAYANE LEANDDRO
  79. 79LORYS
  80. 80LOON
  81. 81APPAJA
  82. 82OMZE
  83. 83LUÍZA NEVES
  84. 84WOLFY
  85. 85RAEDER
  86. 86CACAU
  87. 87ALLVA
  88. 88STEPH BY STEPH
  89. 89SHEEL
  90. 90GÊMEAS LANCASTER
  91. 91VALERIE
  92. 92MARI BUTI
  93. 93HAGAP
  94. 94JAKE
  95. 95ANNE CASTRO
  96. 96KÉFERA
  97. 97YU ENGEL
  98. 98RAJJ
  99. 99LYAH LUK
  100. 100BOOP

fonte: https://djanemag.com.br/top100djanes/

2023

Top 100 DJanes Brasil

DJane Mag Brasil · 100 posições

  1. 1ANNA
  2. 2CAROLA
  3. 3MARY MESK
  4. 4ELI IWASA
  5. 5BLANCAH
  6. 6JESSICA BRANKKA
  7. 7ALINE ROCHA
  8. 8EKANTA
  9. 9MILA JORNÉE
  10. 10KENYA20HZ
  11. 11BARJA
  12. 12FERNANDA PISTELLI
  13. 13SARAH STENZEL
  14. 14CAROL SEUBERT
  15. 15MIRACLE
  16. 16CAMILA JUN
  17. 17FROM HOUSE TO DISCO
  18. 18DUE
  19. 19ELLA DE VUONO
  20. 20LORENA FABBRINI
  21. 21ANA JONES
  22. 22ETTA
  23. 23KOGUT
  24. 24MONIC BR
  25. 25CHERRYS
  26. 26BRUNA STRAIT
  27. 27BETRIZA
  28. 28MAY SEVEN
  29. 29BLLACK ROSE
  30. 30ADRIA
  31. 31AMANDA CHANG
  32. 32NIHANNA
  33. 33NAAH FERRAZ
  34. 34LARA
  35. 35DAPHNE
  36. 36MEL ROSE
  37. 37JULIA BUENO
  38. 38EDI ZERG
  39. 39WINA
  40. 40MARRIE
  41. 41ANNY B
  42. 42ERIKA CASARIN
  43. 43MARI MARS
  44. 44RAMONA
  45. 45CARBON C
  46. 46LAY
  47. 47MARYE
  48. 48KITTY
  49. 49GABJ
  50. 50FABZ
  51. 51ANA VALERIANO
  52. 52ALEXANDRA SQUIZATO
  53. 53STEPH LEMPOS
  54. 54ANGÉLICA DC
  55. 55FUXXIA
  56. 56RED FOX
  57. 57LIZA RODRIGUEZ
  58. 58AYLA
  59. 59JULIANA MENDEZ
  60. 60KLAH
  61. 61CAMILA VARGAS
  62. 62SCARDUA
  63. 63ALE ROSA
  64. 64PRI OLIVEIRA
  65. 65PAOLA
  66. 66ALICJ
  67. 67ANNALU
  68. 68DIANA CORREA
  69. 69EVAH
  70. 70KETRIN
  71. 71YEZA
  72. 72OLIVATTI
  73. 73BEZ
  74. 74SAFIRA
  75. 75SAMIA GRIBL
  76. 76SAYBA
  77. 77URANNIA
  78. 78PANDORA PLUR
  79. 79WOLFY
  80. 80BIA PORTELA
  81. 81REKAH
  82. 82GABI GIORDAN
  83. 83IZZZ
  84. 84LORELAI
  85. 85HOMANOFF
  86. 86DAYANE LEANDRO
  87. 87ELLA VILELLA
  88. 88ØLWEN
  89. 89MIIH NOGUEIRA
  90. 90ALANA C.
  91. 91ANNE KOCH
  92. 92BLACK ANGEL
  93. 93BONNIE B
  94. 94YASKARA TONETTI
  95. 95STEPH BY STEPH
  96. 96HAGAP
  97. 97FLÁ ALMEIDA
  98. 98DANNI OLIVETTI
  99. 99GÊMEAS LANCASTER
  100. 100RAPHA NAVARRO

fonte: https://djanemag.com.br/top100djanes/

2021

Top 100 DJanes Brasil

DJane Mag Brasil · 100 posições

  1. 1ANNA
  2. 2CAROLA
  3. 3BARJA
  4. 4EKANTA
  5. 5MARY MESK
  6. 6ELI IWASA
  7. 7LUD PRADO
  8. 8ALINE ROCHA
  9. 9LAURA KELLER
  10. 10MAY SEVEN
  11. 11FERNANDA PISTELLI
  12. 12EVE
  13. 13BLANCAH
  14. 14SAMHARA
  15. 15CUROL
  16. 16DEVOCHKA
  17. 17DAPHNE
  18. 18ANNE LOUISE
  19. 19JESSICA BRANKKA
  20. 20SARAH STENZEL
  21. 21CAROL SEUBERT
  22. 22KA KOGUT
  23. 23NAAT
  24. 24SAM FERRY
  25. 25ANA JONES
  26. 26MONIC BR
  27. 27CAROL FÁVERO
  28. 28CHERRYS
  29. 29ERICA
  30. 30RAMONA
  31. 31DANI FONTENELLE
  32. 32LORENA
  33. 33JANE KOVITZ
  34. 34CAMILA JUN
  35. 35CAROL GARCIA
  36. 36STEPH
  37. 37MARY OLIVETTI
  38. 38WINA
  39. 39JULIA BUENO
  40. 40ROSA VENTURA
  41. 41NIHANNA
  42. 42KITTY
  43. 43BEÁH
  44. 44EDI ZERG
  45. 45LARA
  46. 46BELLA
  47. 47ELLA WHATT
  48. 48FE TAVARES
  49. 49DJ SOPHIA
  50. 50ANNY B
  51. 51BETRIZA
  52. 52FROM HOUSE TO DISCO
  53. 53GABJ
  54. 54LIZA RODRIGUEZ
  55. 55CREEK
  56. 56BRUNA STRAIT
  57. 57ARYELA
  58. 58FUXXIA
  59. 59FABZ
  60. 60NAAH FERRAZ
  61. 61PRI OLIVEIRA
  62. 62TATA GABRIELA
  63. 63LILY KIRK
  64. 64SARAH MUÑOZ
  65. 65MARYE
  66. 66JULIANA MENDEZ
  67. 67YOSHIDA
  68. 68THATHA AUTRUISM
  69. 69CAMILA VARGAS
  70. 70GRACE GREY
  71. 71RED FOX
  72. 72KARLA CARVALHO
  73. 73YEZA
  74. 74RAFFA BOENO
  75. 75MEL ROSE
  76. 76MIRACLE
  77. 77ANANDA
  78. 78XINDDY
  79. 79BIANCA PIO
  80. 80OLIVATTI
  81. 81LOWEZ
  82. 82SCARDUA
  83. 83BIA PORTELA
  84. 84GABI GIORDAN
  85. 85FRAAAN
  86. 86SAMIA GRIBL
  87. 87SOPHIA DALÁ VOGUÉT
  88. 88DRISS
  89. 89MARI MARS
  90. 90ALICJ
  91. 91ËSHTARA
  92. 92ETTA
  93. 93ANGELICA DC
  94. 94LAY
  95. 95PAOLA
  96. 96ELEVA
  97. 97SAFIRA
  98. 98ALICID
  99. 99MILA JORNÉE
  100. 100JAPPA

fonte: https://djanemag.com.br/top100djanes/

2021

Top 50 DJs do Brasil pelos ouvintes no Spotify

Eletro Vibez · 50 posições

  1. 1Alok
  2. 2Vintage Culture
  3. 3Dubdogz
  4. 4Bruno Martini
  5. 5Bhaskar
  6. 6KVSH
  7. 7Cat Dealers
  8. 8Slow Motion
  9. 9SCHILLIST
  10. 10JØRD
  11. 11Rooftime
  12. 12Chemical Surf
  13. 13Liu
  14. 14Felguk
  15. 15Bruno Be
  16. 16Fancy Inc
  17. 17Hawk
  18. 18Jetlag
  19. 19Diskover
  20. 20Öwnboss
  21. 21Santti
  22. 22Mojjo
  23. 23Illusionize
  24. 24Future Class
  25. 25Groove Delight
  26. 26Beowülf
  27. 27LOthief
  28. 28Gui Boratto
  29. 29Kiko Franco
  30. 30Dubdisko
  31. 31Zerky
  32. 32Flakkë
  33. 33Double MZK
  34. 34Selva
  35. 35Gabriel Boni
  36. 36RQntz
  37. 37The Otherz
  38. 38Pontifexx
  39. 39HOT-Q
  40. 40Ralk
  41. 41RICCI
  42. 42GABE
  43. 43Leandro da Silva
  44. 44VINNE
  45. 45SUBB
  46. 46FTampa
  47. 47Victor Lou
  48. 48Meca
  49. 49SPECT3R
  50. 50Carola

fonte: https://eletrovibez.com/top-50-djs-do-brasil-de-acordo-com-os-ouvintes-no-spotify/ · publicado em 15 de março de 2021

2020

Top 100 DJanes Brasil

DJane Mag Brasil · 100 posições

  1. 1ANNA
  2. 2ELI IWASA
  3. 3BLANCAH
  4. 4GROOVE DELIGHT
  5. 5EKANTA JAKE
  6. 6MARY MESK
  7. 7LUD PRADO
  8. 8BARJA
  9. 9LAURA KELLER
  10. 10MAY SEVEN
  11. 11DAPHNE
  12. 12EVE
  13. 13DEVOCHKA
  14. 14FERNANDA PISTELLI
  15. 15BARBARA LABRES
  16. 16ALINE ROCHA
  17. 17SAMHARA
  18. 18CAROLA
  19. 19TRICY
  20. 20ANNE LOUISE
  21. 21CACA WERNECK
  22. 22JULIA BUENO
  23. 23VIVI SEIXAS
  24. 24CAROL SEUBERT
  25. 25LULY POYNTER
  26. 26CAROL GARCIA
  27. 27LARI HI
  28. 28TATY ZATTO
  29. 29DONNA
  30. 30CHERRYS
  31. 31SAM FERRY
  32. 32ANA JONES
  33. 33JESSICA BRANKKA
  34. 34CAROL FÁVERO
  35. 35CUROL
  36. 36NATALIA VIANNA
  37. 37ELLA WHATT
  38. 38ALE RAUEN
  39. 39KA KOGUT
  40. 40DANI FONTENELLE
  41. 41LUANE
  42. 42SARAH STENZEL
  43. 43ÉRICA
  44. 44ANGÉLICA MÖLLER
  45. 45ROSA VENTURA
  46. 46MONIC
  47. 47SCARLET
  48. 48BELLA
  49. 49BABY ARK
  50. 50KITTY
  51. 51STEPH LEMOS
  52. 52ROBERTA GATO
  53. 53BETRIZA
  54. 54NAT VALVERDE
  55. 55ANNY B
  56. 56FROM HOUSE TO DISCO
  57. 57LIZA RODRIGUEZ
  58. 58DJ SOPHIA
  59. 59PLAYBEAH
  60. 60FUXXIA
  61. 61DARLY
  62. 62ARYELA
  63. 63EDI ZERG
  64. 64VAN MÜLLER
  65. 65BIA VARELLA
  66. 66CREEK
  67. 67SARAH MUÑOZ
  68. 68GABJ
  69. 69LILY KIRK
  70. 70FERNANDA TAVARES
  71. 71JULIANA HAUZ
  72. 72FABZ
  73. 73GARDENNIA
  74. 74PRI OLIVEIRA
  75. 75JULIA BACELLAR
  76. 76DRI TOSCANO
  77. 77JULIANA MENDEZ
  78. 78ALEXXIA
  79. 79LOLLA RIBS
  80. 80KARLA CARVALHO
  81. 81BRUNA STRAIT
  82. 82CARBON C
  83. 83BELLATRIZ
  84. 84MARYE
  85. 85GABI GIORDAN
  86. 86RAFFA BOENO
  87. 87CARLA CIMINO
  88. 88THAIS ANDRADE
  89. 89SAMIA GRIBL
  90. 90WINA
  91. 91FRAN PRADO
  92. 92FRAAAN
  93. 93KARIELLE
  94. 94ELEVA
  95. 95SCARDUA
  96. 96CAMILA VARGAS
  97. 97OLIVATTI
  98. 98RESTHER
  99. 99YEZA
  100. 100ETTAA

fonte: https://djanemag.com.br/2020-2/

2019

Top 100 DJanes Brasil

DJane Mag Brasil · 100 posições

  1. 1ANNA
  2. 2DEVOCHKA
  3. 3GROOVE DELIGHT
  4. 4BLANCAH
  5. 5BARJA
  6. 6EKANTA JAKE
  7. 7SAMHARA
  8. 8LUD PRADO
  9. 9MARY MESK
  10. 10LAURA KELLER
  11. 11BARBARA LABRES
  12. 12MARINA DINIZ
  13. 13JESS
  14. 14MAY SEVEN
  15. 15CRIS PROENÇA
  16. 16CINARA
  17. 17KTRYNA
  18. 18TRICY
  19. 19EVE
  20. 20LARI HI
  21. 21CAROL SEUBERT
  22. 22CACA WERNECK
  23. 23JULIA BUENO
  24. 24VIVI SEIXAS
  25. 25LULY POYNTER
  26. 26DONNA
  27. 27ANNE LOUISE
  28. 28LARISSA LAHW
  29. 29CAROL GARCIA
  30. 30TATY ZATTO
  31. 31ALE RAUEN
  32. 32SAM FERRY
  33. 33CHERRYS
  34. 34JESSICA BRANKKA
  35. 35HAVENNA
  36. 36ELLA WHATT
  37. 37LIZA RODRIGUEZ
  38. 38NAT VALVERDE
  39. 39NITH
  40. 40ROBERTA GATO
  41. 41SARAH STENZEL
  42. 42SCARLET
  43. 43MARCINHA EGGERS
  44. 44LUANE
  45. 45ERICA
  46. 46DANI FONTENELLE
  47. 47SHINE
  48. 48ISA LESH
  49. 49MARCIA CARDOSO
  50. 50LAISA ALESSI
  51. 51NYELLA
  52. 52TRICIA
  53. 53KESIA
  54. 54BABY ARK
  55. 55ROSA VENTURA
  56. 56GABY FLECK
  57. 57ANDREZA MATTOS
  58. 58BELLA
  59. 59ANNY B
  60. 60PLAYBEAH
  61. 61ANGELICA MOLLER
  62. 62KA KOGUT
  63. 63DARLY
  64. 64ISA LIMA
  65. 65FUXXIA
  66. 66STEPH LEMOS
  67. 67ARYELA
  68. 68BIA VARELLA
  69. 69CREEK
  70. 70DAPHNE
  71. 71FERNANDA PISTELLI
  72. 72JUH MACHADO
  73. 73GARDENNIA
  74. 74PAX
  75. 75MONIC
  76. 76JULIA BACELLAR
  77. 77NATHALIA BORGES
  78. 78AMANDA SCHIMITZ
  79. 79LILY KIRK
  80. 80FERNANDA TAVARES
  81. 81CAROLA
  82. 82JULIANA MENDEZ
  83. 83ALEXXIA
  84. 84CUROL
  85. 85KARLA CARVALHO
  86. 86KAREN DENNES
  87. 87GABI GIORDAN
  88. 88MARYE
  89. 89RAFFA BOENO
  90. 90TRISHA
  91. 91GIOVANNA FURINI
  92. 92FRAN PRADO
  93. 93FRAAAN
  94. 94CURVY
  95. 95WINA
  96. 96WLDZ
  97. 97BRUNA STRAIT
  98. 98CARLA CIMINO
  99. 99MISS KLAUSS
  100. 100KARIELLE

fonte: https://djanemag.com.br/top100djanesbrasil/2019-2/

2018

Top 100 DJanes Brasil

DJane Mag Brasil · 100 posições

  1. 1GROOVE DELIGHT
  2. 2ANNA
  3. 3DEVOCHKA
  4. 4SAMHARA
  5. 5BÁRBARA LABRES
  6. 6MARINA DINIZ
  7. 7BLANCAH
  8. 8ELI IWASA
  9. 9TRICY
  10. 10CRIS PROENÇA
  11. 11THALICIA
  12. 12MORGANNA
  13. 13ANY MELLO
  14. 14JESS BENEVIDES
  15. 15LAURA KELLER
  16. 16SARAH STENZEL
  17. 17ALINE ROCHA
  18. 18ANINHA
  19. 19MAY SEVEN
  20. 20EKANTA JAKE
  21. 21BARJA
  22. 22CINARA
  23. 23LARISSA LAHW
  24. 24BLISS
  25. 25KTRYNA
  26. 26MAYARA LEME
  27. 27DONNA
  28. 28VIVI SEIXAS
  29. 29GIRLA
  30. 30CADY
  31. 31HELEN SANCHO
  32. 32ANITA FREIRE
  33. 33MARY MESK
  34. 34LUD PRADO
  35. 35MAYSA MOURA
  36. 36ROBERTA GATO
  37. 37EVE
  38. 38CAROL GARCIA
  39. 39DÉBORA C
  40. 40LARISSA CERQUEIRA
  41. 41HAVENNA
  42. 42SAM FERRY
  43. 43TRICIA FOX
  44. 44NITH
  45. 45NAT VALVERDE
  46. 46LULY POYNTER
  47. 47LOLLA RIBS
  48. 48SHINE
  49. 49MÁRCIA CARDOSO
  50. 50CASHU
  51. 51NATHALI NEUMANN
  52. 52JULEE
  53. 53ELLA DE VUONO
  54. 54CHERRY’S
  55. 55ANALU
  56. 56ANDREZA MATTOS
  57. 57ALINE COUTT
  58. 58MARCINHA EGGERS
  59. 59ISA LESH
  60. 60ELLA WHATT
  61. 61SCARLET
  62. 62CAROLINA LESSA
  63. 63LUANE
  64. 64KA KOGUT
  65. 65ANNY B
  66. 66DANI FONTENELLE
  67. 67LARI HI
  68. 68BABI
  69. 69MONISE BORGES
  70. 70ÉRIKA LUZ
  71. 71ADRIANA PAX
  72. 72STEPH LEMOS
  73. 73KESIA
  74. 74DARLY
  75. 75LÁISA ALESSI
  76. 76ELIANE GUESFFER
  77. 77ON FIRE MUSIC
  78. 78ROWDY
  79. 79MISS NATÁLIA
  80. 80CAROLINE SEUBERT
  81. 81LIZA RODRIGUEZ
  82. 82JULLY BEATS
  83. 83MONIC
  84. 84FERNANDA PISTELLI
  85. 85JÉSSICA SIL
  86. 86CREEK
  87. 87GABY FLECK
  88. 88LARI TORRES
  89. 89CAMILLA FABB
  90. 90FUXXIA
  91. 91ALLINE MENDES
  92. 92BEBEL VIANA
  93. 93EMILY FRANCO
  94. 94JULIANA MENDEZ
  95. 95PELIZARI
  96. 96NAAH FERRAZ
  97. 97DAIANA CAMARGO
  98. 98ELEVA
  99. 99JESSIE
  100. 100ARYELA KNOX

fonte: https://djanemag.com.br/top100djanesbrasil/2018-2/

2017

Top 100 DJanes Brasil

DJane Mag Brasil · 100 posições

  1. 1ANNA
  2. 2GROOVE DELIGHT
  3. 3SAMHARA
  4. 4DEVOCHKA
  5. 5BLANCAH
  6. 6LARISSA LAHW
  7. 7ELI IWASA
  8. 8MARINA DINIZ
  9. 9CINARA
  10. 10TRICY
  11. 11CAMILA PEIXOTO
  12. 12THASCYA
  13. 13CRIS PROENCA
  14. 14ELLIE KLOTZ
  15. 15KARINE LARRE
  16. 16ANY MELLO
  17. 17PIETRA BERTOLAZZI
  18. 18ANINHA
  19. 19ALE RAUEN
  20. 20ELLA BEATS
  21. 21NANA TORRES
  22. 22SOUTH SOUND
  23. 23ALINE ROCHA
  24. 24AMANDA CHANG
  25. 25ASSADII
  26. 26SARAH STENZEL
  27. 27MILENA SCHEIDE
  28. 28NICOLE BALDWIN
  29. 29EKANTA JAKE
  30. 30CLA PESSOA
  31. 31MORGANNA
  32. 32MISS CADY
  33. 33LOLO BORTHOLACCI
  34. 34JESSICA TRIBST
  35. 35FRAN KIRSCH
  36. 36CAMILA VARGAS
  37. 37VIVI SEIXAS
  38. 38DAI ALDEBRAND
  39. 39ROBERTA GATO
  40. 40PAULA CHALUP
  41. 41ELLIE KA
  42. 42INGRID DINIZ
  43. 43MAY SEVEN
  44. 44ANDRESSA FLAMING
  45. 45DOT LARISSA
  46. 46DJESSIB
  47. 47MAYSA MOURA
  48. 48JULIANA LOPES
  49. 49BRUNA MONTEIRO
  50. 50JESSICA MALLMANN
  51. 51JESS BENEVIDES
  52. 52SHINE
  53. 53MARINA DIAS
  54. 54TYPA
  55. 55CAROL LEGALLY
  56. 56GABI GALHARDONI
  57. 57SOPHIA VOGUET
  58. 58MA RODRIGUES
  59. 59ROSA VENTURA
  60. 60ANALU
  61. 61MAYARA LEME
  62. 62NANNDA
  63. 63ORNELLA
  64. 64TATY MESQUITA
  65. 65MARCINHA EGGERS
  66. 66FLAVIA XEXEO
  67. 67ALINE COUTT
  68. 68BLUE ROSE
  69. 69PATRICIA ROSS
  70. 70HIORRANA AMANCIO
  71. 71CAROLINA ATAIDE
  72. 72MONISE BORGES
  73. 73KA KOGUT
  74. 74PAULA BLUE
  75. 75LUD PRADO
  76. 76ANDREZA MATTOS
  77. 77LUISA VISCARDI
  78. 78LISA BUENO
  79. 79VERONICA KIRKOVICS
  80. 80BABI
  81. 81GIRLA
  82. 82FRAN BELLESIA
  83. 83MICHELLE MIGNON
  84. 84KAREN DENNES
  85. 85MAURIE BOURET
  86. 86BELLA FERRARI
  87. 87KESIA
  88. 88JESS J
  89. 89DARLY
  90. 90AMMIE GRAVES
  91. 91CHERRYS
  92. 92DAI BOHN
  93. 93GABI LIMA
  94. 94SARAH ANDERS
  95. 95GIULIA ODDO
  96. 96STEPH LEMOS
  97. 97KAROL MORGADO
  98. 98ANALY ROSA
  99. 99SABRINA TOME
  100. 100JOSI OLIVEIRA

fonte: https://djanemag.com.br/top100djanesbrasil/2017-2/

✎ só entram os anos conferidos na fonte, posição por posição · ano que a gente não conseguiu conferir não entra pela metade. A edição de 2022 está de fora por isso: hoje a página dela devolve exatamente a mesma lista de 2024, nome por nome, e a gente prefere deixar o ano em branco a publicar uma lista repetida.

as raízeschicago · detroit · goa · londres

AS QUATRO MÃES

Quase tudo o que toca numa pista hoje desce de quatro cenas que nasceram quase juntas, em quatro cantos do mundo. Cada uma teve filhos, as ramificações, e em cada uma o Brasil entrou de um jeito. Abra cada mãe e veja de onde ela veio, o que ela gerou e onde a gente aparece.

Chicago · meados dos anos 80HOUSE

Filha direta da disco, nasceu nas pistas dos clubes negros e gays de Chicago, no Warehouse que deu nome ao gênero. A batida four-on-the-floor, o bumbo em todo tempo, virou a espinha da música de pista no mundo inteiro.

as ramificações · abra cada uma

deep house

O lado macio da casa: acorde de piano elétrico, baixo redondo e voz sussurrada. É a house pra ouvir de olho fechado, não pra pular.

acid house

A house que achou o Roland TB-303, um baixo barato que ninguém queria, e descobriu que torcendo os botões ele mia. Esse miado tomou a Inglaterra em 1988 e abriu a era rave.

Aqui ela chegou pelo meio de outra coisa. O que o Brasil chama de FLASH HOUSE não é um gênero, é um apelido nosso, que não existe lá fora: um pacote que junta freestyle, Miami bass, italo house, oldskool e a acid house, tudo o que tocou nas pistas entre 1988 e 1992. Quem viveu o Toco, o Overnight, o Curto Circuito e a Broadway ouviu acid house sem saber que era acid house, porque na porta estava escrito outra coisa.

tech house

O meio-termo que virou o som padrão do clube no mundo: o balanço da house com a frieza e a repetição do techno.

garage

Nasceu no Paradise Garage de Nova York, com voz gospel por cima. Atravessou o Atlântico, virou UK garage e, dela, saíram o dubstep e o grime.

funky house

Pega o disco e o funk americano dos anos 70, corta em pedaços e devolve em loop. É a house mais sorridente de todas.

progressive house

A house que virou viagem longa: sobe em camadas por dez minutos até estourar. É o formato que o palco de festival adotou.

tribal house

Percussão em cima de percussão, quase sem melodia. Virou assinatura das pistas grandes do circuito GLS brasileiro.

brazilian bass

Entre 120 e 125 BPM, com linha de baixo grave e percussiva, mais mastigada que a house europeia.

Nasceu em Brasília na metade dos anos 2010 e o nome foi cunhado pelo Alok em 2016, quando o som que ele fazia não cabia em house, deep nem techno. Vieram junto Vintage Culture, Bruno Martini, Sevenn, Illusionize, Liu, Bhaskar, Doozie e Dubdogz.

o Brasil aqui

O primeiro house nacional saiu em 1989, o Pump Up The Bass do Gabinete Calighari. Décadas depois, a ramificação mais brasileira de todas, o brazilian bass, nasceu aqui com o Alok e o Vintage Culture e rodou o mundo.

quem toca isso aqui

Tom Hopkins

Makston Motobe. Entrou na noite em 1986 e fez carreira no Japão antes de voltar a tocar no Brasil. Foi professor da DJ Ban EMC a partir de 2002 e deu aula aqui por cerca de seis anos.

Rodrigo Ferrari

Na estrada desde 1992. Residente principal da filial paulistana do Pacha, passou por Royal, Disco, Mokaï, Pink Elephant, D-Edge e Sirena.

Mário Fischetti

Mais de 25 anos de casa. Divide cabine com o Ferrari em boa parte dos eventos grandes de house.

Adriano Pagani

Residente do Sirena e apresentador do Vibe, na Energia 97.

Celso Double C

Professor da Rock and Soul, escola pioneira de DJ, e dá aula na DJ Ban EMC.

Milton Chuquer

Cofundador da Sunday Sessions, festa de house de São Paulo que passou dos 18 anos em 2023. Tocou no Cielo e no Shelter, em Nova York, ao lado de Louie Vega e Timmy Regisford, e hoje apresenta o Deep Monday Show.

Beto Chuquer

Filho do Milton. DJ desde 2005, residente e curador da cena Heavy House em São Paulo, com repertório que passa por soul, jazz, disco, afro e MPB.

Dimmy Soler

DJ e locutor. Apresenta o Vibe na Energia 97 e já esteve à frente de vários programas de mixagem.

DJ Vlad

Nome de referência do circuito LGBTQIA+ paulistano. Começou em 1994, depois de fazer curso na escola Fieldzz com o DJ Akeen, e passou por praticamente todas as casas do circuito: Álibi, Espaço Nation, Mad Queen, Diesel-Base, Massivo, Salvation, Danger Dance Club e, de 2007 até 2020, o The Week. Contou essa trajetória casa por casa em entrevista ao Colors DJ.

Alexandre Cunha

Foi professor da DJ Ban EMC por muitos anos · está entre os que mais ensinaram gente a tocar como DJ dentro da escola. Muito DJ que hoje toca por aí passou pela sala dele.

Rodrigo Raposa

DJ e produtor de São Paulo, do casting da Briefing. Toca house e suas variações misturado com pop, brasilidade e flashback, em clubes, eventos de marca e casamentos aqui e fora do país, incluindo a virada de ano do Fasano em Trancoso. Com o projeto F.Brothers remixou Rita Lee e Marina Lima, e chegou ao 1º lugar da parada House Brasil do Spotify com Back to Love. No Asia Club criou duas festas próprias: a AROUND., de house, e a Asia Boutique, de flashback.

Detroit · meados dos anos 80TECHNO

A música da fábrica que virou a música do futuro. Nasceu em Detroit com os três de Belleville, Juan Atkins, Derrick May e Kevin Saunderson, cruzando a batida da máquina com o futurismo. Enquanto a house era quente e soul, o techno era frio e metálico.

as ramificações · abra cada uma

detroit techno

O tronco. Juan Atkins, Derrick May e Kevin Saunderson, os três de Belleville, cruzando eletrônico europeu com soul de Detroit numa cidade de fábrica que estava fechando.

minimal

Tirar tudo o que dá e deixar só o essencial: um clique, um baixo, uma mudança a cada dois minutos. A hipnose vem da repetição, não do refrão.

acid techno

O mesmo TB-303 da acid house, agora acelerado e sem sorriso nenhum.

hard techno

Mais rápido, mais duro e mais alto. Passou dos 150 BPM e virou a trilha da pista jovem de novo nos anos 2020.

dub techno

Pega o eco e o reverb do dub jamaicano e joga dentro do techno. Som de sala grande e vazia.

tech house

A mesma fronteira que a house reivindica do outro lado. Ninguém ganha essa discussão, e é justamente por isso que ela existe.

o Brasil aqui

O Brasil deu nomes fortes ao techno mundial: o Renato Cohen, primeiro brasileiro a lançar pela Intec do Carl Cox; o Anderson Noise, o techno de Belo Horizonte; o Mauro Borges, do techno paulistano; e o Gui Boratto, lançado pela alemã Kompakt. A geração seguinte foi morar perto da cena: a ANNA, de Amparo, mudou pra Barcelona em 2015 e lançou por Kompakt, Drumcode e Afterlife, além de ser a primeira mulher premiada como DJ do ano na Rio Music Conference, em 2016. O Wehbba fez o mesmo caminho e estreou na Drumcode do Adam Beyer em 2017, com o Fake · o EP Eclipse, do ano seguinte, entrou no top 10 da parada em poucos dias.

quem toca isso aqui

Anderson Noise

Fundou a Noise Music, o primeiro selo de techno do Brasil, com o primeiro vinil em 19 de abril de 1999. Em 2002 criou a Rádio Noise, primeira rádio online de música eletrônica do país, que ficou no UOL até 2017 e chegou a 14 países.

Renato Cohen

O Pontapé, de 2002, foi o primeiro grande hit de um brasileiro a rodar as pistas do mundo. Primeiro nacional a lançar pela Intec, do Carl Cox.

DJ Mau Mau

Mauricio Bischain. Começou em 1987 no Madame Satã e foi residente do Sra. Krawitz e do Hell's Club, o primeiro after-hours do país. Criou o fanzine SubScience e os selos Tropic Records e M. Music. Tocou no trio elétrico da Metropolitana FM, na Parada da Paz, em participação com a Daniela Mercury.

DJ Murphy

Venceu o campeonato da Rave Hypnotic em 2000, cujo prêmio era uma passagem pra Londres, e passou a tocar fora.

PETDuo

A dupla Ana e Davi, de hard techno e schranz, tocando em quatro decks ao mesmo tempo. Saíram de casas como A Loca, em São Paulo, pra Berlim, e passaram por Love Parade, Awakenings e Tomorrowland.

Fernanda Martins

Foi morar na Espanha e virou nome de hard techno em Awakenings, Mayday, Tresor e Fabrik. Cofundadora do selo Audiocode Records.

DJ Lukas

Cofundador do Audiocode Records junto com a Fernanda Martins.

Camilo Rocha

DJ e jornalista. Tocou o techno e escreveu sobre ele: criou o Rraurl e assina o livro Bate-Estaca.

DJ TRB

Da festa Techno Pride.

DJ Fab

Dono da Techno Route, festa de techno no ar desde 2004, com o lema Extreme Electronic Music.

Mara Bruiser
DJ Julião

Um dos residentes da Sound Factory.

DJ Rodrigo França
Alemanha e Goa · início dos anos 90TRANCE

Duas nascentes: o trance melódico e hipnótico da Alemanha, e o psicodélico que veio de Goa, na Índia. O psytrance ganhou forma quando os israelenses voltaram de Goa depois do serviço militar e transformaram o goa trance no gênero que a gente conhece.

as ramificações · abra cada uma

goa trance

O começo de tudo: som feito pras praias de Goa, na Índia, onde a viagem hippie dos anos 70 tinha parado. Melodia oriental, sem voz, tocado do pôr do sol ao nascer do dia.

O mesmo circuito de viajante que passava por Goa passava por Trancoso, no sul da Bahia. Foi por essa porta que o gênero entrou aqui.

full-on

A versão israelense, feita pra pista grande: baixo rolando sem parar, andamento alto e clímax a cada dois minutos. É o psytrance que a maioria das pessoas conhece.

progressive psy

Mais lento e mais paciente, construído em camadas que demoram a chegar. Costuma abrir a noite, antes de o full-on assumir.

dark psy

O lado sombrio: mais rápido, dissonante e sem melodia bonita. É música de madrugada avançada, pra quem ficou.

forest

Nasceu na floresta e soa como ela: som orgânico, meio sujo, cheio de bicho e de mato.

hi-tech

O extremo da família. Passa dos 190 BPM, com um som picotado que parece máquina falando.

trance melódico (uplifting)

O outro braço da mãe, o alemão e holandês: melodia grande, quebra emocionada no meio e refrão que a pista canta. É o trance de estádio.

o Brasil aqui

O trance achou no sul da Bahia, em Trancoso, um berço perfeito, o mesmo circuito hippie que passava por Goa. A XXXperience, de 1996, do Feio e do Rica, levou a rave pro país inteiro. E o maior festival de trance da América Latina, o Universo Paralello, foi fundado pelo Juarez Petrillo, o pai do Alok. Antes de virar pop, o Alok nasceu no trance. Por anos, o flyer de festa de trance no Brasil era dominado por nome de Israel.

Reino Unido · início dos anos 90DRUM AND BASS

Filha do jungle e do breakbeat, nasceu no Reino Unido: o andamento acelerado, acima de 160 BPM, cruzado com um baixo grave e pesado. A batida quebrada que corre por cima de um sub-grave que arrasta a pista.

as ramificações · abra cada uma

jungle

A origem, no começo dos anos 90: breakbeat acelerado, sample do Amen break e baixo de reggae por baixo. Som de rave inglesa e de sound system jamaicano na mesma faixa.

liquid

O lado bonito: acorde de jazz, voz inteira e a batida quebrada correndo por baixo sem agredir. É o ramo de onde sai o sambass.

neurofunk

O lado escuro e técnico. Baixo distorcido que parece máquina quebrando, sem quase nada de melodia.

jump up

Feito pra pista pular: baixo caricato, energia alta e nenhuma sutileza. Dominou a cena inglesa de clube nos anos 2000.

ragga jungle

Jungle com o vocal do dancehall jamaicano por cima, gritado no microfone.

sambass

Drum and bass com samba e bossa: a batida quebrada por baixo, o violão e a voz brasileira por cima.

É invenção nossa, do começo dos anos 2000, e saiu de um grupo pequeno: DJ Marky, Patife, XRS, Drumagick (os irmãos JrDeep e Guilherme Lopes, de São Paulo), L-Side e Bungle. O Sambassim, da Fernanda Porto remixado pelo Patife, foi o que abriu a porta lá fora.

o Brasil aqui

Aqui está a maior contribuição brasileira à eletrônica mundial. O sambass, drum and bass com samba e bossa, saiu do DJ Marky, do Patife e do XRS. O LK, do Marky com o XRS, chegou ao Top 20 do Reino Unido e ao Top of the Pops. O Marky virou residente em Londres e levou o Brasil pro mundo.

Quatro mães, muitos filhos · e o Brasil deu nome a alguns deles: o brazilian bass e o sambass saíram daqui pro mundo.

as faixas1996 · 2016

O QUE O BRASIL EXPORTOU

Não foi só pista importada. Teve faixa feita aqui que rodou o mundo, entrou em parada de fora e virou clássico. Do drum and bass com bossa ao brazilian bass, esses são alguns dos marcos que saíram do Brasil pro planeta.

1996

ESTOY AQUÍ · REMIX

DJ Memê p/ Shakira

O remix que ajudou a lançar a Shakira no mundo. Anos depois, o Memê ainda remixaria John Lennon a convite da Yoko Ono e chegaria ao 1º lugar da parada dance da Billboard.

2001

SAMBASSIM

DJ Patife

Drum and bass com samba e bossa levado às pistas da Europa pela V Recordings.

2002

PONTAPÉ

Renato Cohen

Primeiro brasileiro a lançar pela Intec, do Carl Cox · um hino do tech house tocado no mundo todo.

2002

LK · CAROLINA CAROL BELA

DJ Marky & XRS feat. Stamina MC

Sample de Jorge Ben e Toquinho, chegou ao Top 20 do Reino Unido e ao Top of the Pops · o maior marco do drum and bass brasileiro lá fora O Marky conta no Batendo Prato o tamanho do garimpo por trás disso: na primeira vez que foi ao Japão, comprou 700 discos numa loja só, jogou a roupa fora pra caber tudo na mala, comprou mais três malas e pagou quase oito mil reais de excesso de bagagem. Aprendeu inglês lendo contracapa de disco.

2003

VOCÊ ME APARECEU

Kaleidoscópio

Drum and bass com bossa cantada em português, estourou aqui e na Itália. O Kaleidoscópio é o DJ e produtor Ramilson Maia com a cantora Janaína Lima, juntos desde 2002. No ano seguinte veio o disco Tem Que Valer, com a faixa-título e Chuva, lançado aqui pela Mega Music e depois na Europa e nos Estados Unidos pela IRMA · em 2004 eles tocaram no Festivalbar, na Itália.

2009

PARA SAMBAR

Tiko's Groove feat. Mendonça do Rio

Samba dentro da house paulistana. Foi licenciada em mais de 40 países e abriu a estrada internacional do Tiko's Groove, o Alex Sandro Gimenes.

2016

HEAR ME NOW

Alok, Bruno Martini feat. Zeeba

Saiu pela holandesa Spinnin' Records em outubro de 2016 e virou a faixa que levou o Alok pro mundo: passou de 700 milhões de plays no Spotify, o clipe passou de 600 milhões de views e ela entrou em parada europeia. Foi ela que abriu a porta que o Alok atravessou até o pódio da DJ Mag.

▸ os brasileiros na billboard

Entrar na Billboard não é uma coisa só. A revista publica paradas dance diferentes: uma mede o que os DJs tocam nos clubes, outra mede execução em rádio e mix show, outra mede venda e streaming. Por isso a mesma manchete, a de brasileiro chegando ao topo, já saiu em 2007, em 2020 e depois. Estão todas certas · são paradas diferentes. Aqui vai cada uma com nome e data.

2007

PARTY PEOPLE

Altar feat. Jeanie Tracy · nº 1

Hot Dance Club Play · 27 de janeiro de 2007

O Altar é a dupla paulista Macau e VMC, junta desde 2000. Com a voz da americana Jeanie Tracy, eles chegaram ao primeiro lugar da parada de clube da Billboard em janeiro de 2007 · treze anos antes do que a imprensa costuma chamar de a primeira vez de um brasileiro no topo.

2008

GIVE PEACE A CHANCE · REMIX

DJ Memê p/ John Lennon · nº 1

parada dance da Billboard

A Yoko Ono chamou o Memê pessoalmente para remixar a música do Lennon. O remix chegou ao primeiro lugar · um brasileiro no topo com uma das canções mais conhecidas do século.

2018

POUR OVER

Vintage Culture · nº 16

parada dance da Billboard

A primeira entrada do Lukas Ruiz na parada americana, dois anos antes do topo.

2020

IN THE DARK

Vintage Culture & Fancy Inc · nº 1

Dance Club Songs · fevereiro de 2020

Passou de 35 milhões de streams e foi tocada por Tiësto, Hardwell, Martin Garrix e Afrojack. Foi anunciada como a primeira vez de um brasileiro no topo da Billboard, e é a primeira vez desde que a parada mudou de nome para Dance Club Songs · mas o Altar já tinha feito isso em 2007, quando ela se chamava Hot Dance Club Play, e o Memê em 2008.

2022

DEEP DOWN

Alok, Ella Eyre & Kenny Dope feat. Never Dull · nº 1

Dance/Mix Show Airplay · 10 de setembro de 2022

O topo da parada que mede o que toca em rádio e mix show nos Estados Unidos. Antes disso, o Hear Me Now, do Alok com Bruno Martini e Zeeba, já tinha chegado ao 20º lugar da Hot Dance/Electronic Songs, a parada de venda e streaming.

E essa lista não para de crescer · a próxima faixa que vai rodar o mundo pode sair de uma sala de treino aqui.

assinado a dois

AS DUPLAS E OS PROJETOS

Antes de virar nome sozinho, muita gente assinou o som em dupla. O projeto é onde dois artistas dividem estúdio, cabine e crédito · às vezes por uma fase, às vezes pela carreira inteira. Alguns desses nomes sumiram das buscas e só sobrevivem na memória de quem estava lá.

OIL FILTER

Techno ao vivo, feito com hardware · São Paulo · Por volta de 2003

Gonçalo Vinha, com Wehbba

O projeto era do Gonçalo Vinha. Quando o parceiro dele saiu, o convite foi pro Wehbba, e é do Oil Filter que vem a primeira abertura do Wehbba no mercado brasileiro · ele conta que a estreia dele em palco grande foi ali, tocando ao vivo com hardware, antes de ter show grande como DJ. O primeiro álbum saiu pela URBR, por volta de 2003.

fonte: Refresco Sonoro · o próprio Wehbba · Relato Ban · Batendo Prato · Vitor Lima

as faixasanos 90 · 2016

OS HITS QUE FICARAM AQUI

Nem toda faixa boa atravessou o oceano. Teve música feita por DJ brasileiro que nunca virou lançamento lá fora e mesmo assim tocou em novela, no rádio e em toda pista do país. E tem uma coisa que essas faixas têm em comum: muita gente dançou achando que era música gringa.

ANOS 90

I DON'T LET YOU GO

Ricco Robit

Um dos primeiros hits de dance feitos no Brasil a tocar em todo lugar. Era cantada em inglês, e quase ninguém sabia que tinha saído daqui.

2005

CAN'T GET OVER

Kasino

O Kasino nasceu em 2003, do Jamm (Fabio Almeida) com o Ian Duarte. Em 2005 a Globo encomendou uma faixa dance para a personagem Sol, da Deborah Secco, na novela América · e a música virou febre nacional, com show esgotado e uma sequência de singles como Shake It! e Stay Tonight. Vintage Culture e Dubdogz já disseram que cresceram ouvindo isso.

2009

MONDAY

Carlo Dall'Anese & Fabio Castro

Clássico do house paulistano, saído da cabine do Sirena. O Diego Logic aparece creditado na versão que circula nas plataformas, e a faixa voltou a rodar anos depois em remixagens, entre elas a do Öwnboss com o RADIØMATIK.

2010

I DON'T KNOW WHAT TO DO

Tiko's Groove feat. Gosha

House brasileiro com voz russa, trilha da novela Insensato Coração e tocado à exaustão no rádio. O Tiko's Groove levou o DJ Sound Awards de produtor revelação em 2010.

2013

ANOTHER BRICK IN THE WALL · BOOTLEG

Vintage Culture

Bootleg não se lança oficialmente, então ele nunca saiu daqui · rodou o Brasil inteiro no SoundCloud e projetou o Lukas Ruiz. O mundo veio depois, com outras faixas.

2016

YOUR BODY

Cat Dealers

O primeiro grande hit dos irmãos de Oliveira, construído em cima de um sample da Your Body do alemão Tom Novy. Tocou em toda pista brasileira e abriu a estrada da dupla, que depois rodou África do Sul, Europa, China e o réveillon de Copacabana · mas a faixa em si é daqui, não virou hit lá fora.

2016

PUMPED UP KICKS · REMIX

Dubdogz

Mesma história: o remix que estourou os gêmeos de Juiz de Fora nas pistas brasileiras, sem nunca ter virado lançamento internacional.

Lembrou de uma que faltou nessa lista? Manda pra gente na pesquisa viva, lá embaixo.

o bastidor1998 · hoje

AS AGÊNCIAS

Ninguém toca em festival grande sem alguém do outro lado do telefone. A agência é a parte invisível da cena: monta o casting, negocia o cachê, desenha a turnê e banca o artista antes de ele virar nome de line-up. Essas são algumas das casas que fizeram esse trabalho no Brasil.

1998

Hypno

Fundada pelo Paulo Silveira, se apresenta como a primeira agência de agenciamento de DJ da América Latina 100% focada em música eletrônica. Ela pegou a virada em que o DJ deixou de ser combinado no boca a boca e passou a ter contrato, cachê e rider como qualquer artista · e é por isso que a data dela importa nesta página. Já passou de 80 artistas nacionais e internacionais em mais de 26 anos, e desde 2018 também agencia banda, cantor e palestrante pro mercado corporativo. Por lá passaram Gui Boratto, DJ Marky, DJ Mau Mau e Renato Cohen. O casting de hoje tem Rodrigo Ferrari, Adriano Pagani, Kasino, Jamm e Tiko's Groove.

2010

Entourage

Atua na representação de artistas e na produção de eventos desde 2010. Tem Vintage Culture, ANNA, Mochakk, Chemical Surf e Victor Lou no casting, e cuida de marcas como Só Track Boa e Time Warp Brasil.

2014

Briefing

Criada pelo produtor e DJ Marcelo Botelho com o DJ Guga Guizelini, hoje dentro do grupo UMAUMA. É a casa do DJ de festa e de evento, com quase 40 nomes, entre eles o Rodrigo Raposa.

2019

Box Talents

Nasceu dentro da Artist Factory como braço de booking. Leva Illusionize, Bruno Furlan, Gustavo Mota, Breaking Beattz e Nightfunk.

·

Contrate Artistas

Não é agência só de DJ: o casting mistura banda, cantor, chef e jogador. Entram nesta página os DJs da casa, como a DJ Izzy, a Azzy e a Beca Milano.

·

Coral

Agência saída do circuito independente. Representa o Gop Tun, a Cashu, a Badsista, o Millos Kaiser e o Zopelar · a turma que puxou o disco, o house e a música de raiz brasileira de volta pra pista.

·

D.Agency

A agência do grupo D-Edge, na Barra Funda. Casting de techno e house com Wehbba, Anderson Noise, Renato Ratier, Joyce Muniz e DJ Murphy.

·

Devil Company

Agência de eletrônica underground que leva artista brasileiro pra palco de fora. Casting com Kadum, Laura Murad, Mindflux, Nekomancer e Vdelic, misturado com gente do México, da Alemanha e da Índia.

·

In Box

Agenciamento de DJ e produção de evento, com casting curto de DJ de festa: Graeff, Maicon M, Menegasso e Guimarães.

·

Over One DJs

Agência de São João da Boa Vista, no interior de São Paulo, com Tom Hopkins, Double C, Cinara Martins, Fran Bellesia, Audrey Willcox e Andreza Mattos. O Tom Hopkins e o Double C, do casting dela, deram aula na DJ Ban EMC.

·

Plus Talent

Casting enxuto e recente, com Bauhouse, Malive, Malu e Unfazed.

·

Season Bookings

A casa do psytrance no Brasil. O casting mistura o time nacional, com Earthspace, Swarup, Marambá e Burn In Noise, e nomes de fora que rodam os festivais daqui, como Neelix, GMS e Emok. Na ficha de cada artista a agência marca se ele é nacional ou internacional.

·

SmartBiz

Agência de conteúdo musical do Renato Lopes com o Fernando Moreno. Representa mais de 30 artistas, entre eles DJ Mau Mau, Renato Cohen, DJ Magal e o Teto Preto.

·

Target

Booking com Biaqueiroz, Lukazz, Guilherme Moss, Venturi e Arthur Cruz.

·

Water Republic

A agência do Marcelo Dango. O Vitor Lima conta no Batendo Prato que foi ela que o botou pra rodar o Brasil inteiro, e o Acácio Moura conta que saiu da SmartBiz pra ser agenciado lá. Foi de dentro dela que saiu o campeonato DJ Test.

Onde a agência não publica o ano de fundação, a gente deixa sem ano · nesta página, dado sem fonte não entra.

o catálogoANOS 80 · HOJE

OS SELOS

Tocar é uma coisa, lançar é outra. O selo é quem assina o disco, banca a prensagem, registra a obra e coloca o artista no catálogo · foi assim no vinil dos anos 80 e é assim no streaming de hoje. A diferença é que agora o dono do selo costuma ser o próprio DJ. Esta é a linha que vai dos primeiros selos brasileiros de pista até as gravadoras que os artistas daqui tocam com as próprias mãos.

ANOS 80

STILETTO

House, dance e o nacional de pista

Um dos selos que colocaram a house em vinil no Brasil. Lançou o Pump Up The Bass, do Gabinete Calighari, e as coletâneas Overnight Remixes · os discos estão no acervo desta página.

ANOS 80·90

TOCO INTERNATIONAL

House e dance de pista

O selo da casa Toco. O club virou gravadora e passou a lançar o que tocava na própria pista, das House Hits às Summer House Hits.

ANOS 80·90

TNT RECORDS

Equipe Dinamite

Funk, hip hop e black

A gravadora da equipe Dinamite. Lançou o DJ Cuca e o Nelson Triunfo, e é um dos elos entre o baile black e o disco prensado aqui.

ANOS 80·90

KASKATA'S RECORDS

Black, charme e rap

O selo da Kaskata's. Lançou o Sampa Crew e o Ousadia do Rap · a black music brasileira gravando o próprio disco.

AS ANTIGAS

BRASIL COM S

Música eletrônica

Selo brasileiro de música eletrônica lembrado pelo Ban como um dos primeiros do país. Ainda não achamos ficha, disco ou data em nenhuma base · quem tiver um exemplar ou souber contar a história pode mandar pra gente no formulário do fim da página.

AS ANTIGAS

ÁUDIO B

Música eletrônica

Selo antigo, do mesmo tempo dos primeiros. Falta levantar catálogo e período · atenção, existe também uma loja de equipamento com nome parecido, que é outra coisa.

·

SP GROOVE

Techno

O selo que leva o nome de um dos núcleos de rave techno mais conhecidos de São Paulo, que está nesta página como festa.

·

DNBB

Drum and bass

Selo brasileiro de drum and bass lembrado pelo Ban. Catálogo e período a levantar.

2002

URBR · UNDERGROUND RECORDS BRASIL

Michel Palazzo, com Eduardo Ferreira e o VJSpetto

House, techno e drum and bass

O selo precursor da eletrônica brasileira, e um que estava à frente do tempo: enquanto o mercado tratava DJ como anônimo, a URBR estampava a imagem do artista na capa do disco. Começou em outubro de 2002 com o URBR001, o First Level, e chegou a quase 40 títulos em CD e vinil, colocando mais de 200 DJs e produtores brasileiros nas prateleiras das grandes lojas pela primeira vez. Passou de 100 mil cópias vendidas, número quase impensável aqui naquela época. No catálogo estiveram a GKD, a Grace Kelly Dum, e o DJ Marnel, os dois professores da DJ Ban, ao lado de DJ Mau Mau, DJ Murphy, Julio Torres, Fabrício Peçanha e Diego Logic · e de gente de fora como Laurent Garnier, DJ Sneak, Trentemøller e Paco Osuna. Foi por ela que saiu o primeiro álbum do Oil Filter. Depois de anos parada, voltou à ativa em maio de 2024.

ver o catálogo e as capas no Discogs
2003

INNERGROUND RECORDS

DJ Marky com XRS

Drum and bass

O primeiro selo brasileiro dedicado ao drum and bass, aberto no auge do LK. Colocou o som feito aqui direto no circuito inglês, sem depender de gravadora de fora.

2010

BRASLIVE RECORDS

Guilherme Tannenbaum

Tech house e progressive

Passou pelo catálogo dela gente como Vintage Culture e Joy Corporation, na fase em que a nova geração ainda estava sendo formada.

·

CONTROVERSIA

Alok

Brazilian bass e slap house

O selo do artista brasileiro mais conhecido lá fora. Lança o próprio Alok ao lado de nomes como Vintage Culture e Felguk.

·

HUB RECORDS

Felippe Senne

House comercial e slap house

Uma das gravadoras mais movimentadas do país, com JØRD, KVSH e Cat Dealers no catálogo.

·

ELEVATION MUSIC

Illusionize

Bass house e desande

O selo do Illusionize, que também lança o Victor Lou · o DJ virando gravadora, que é a regra da geração dele.

·

D.O.C. RECORDS

Gui Boratto

Techno

O selo do Gui Boratto, o mesmo que colocou o Chromophobia entre os discos da década para a crítica de fora.

·

WARUNG RECORDINGS

Techno e house

O braço em disco do Warung: a casa de Itajaí que virou catálogo, com Gabe e Rockstead entre os artistas.

2019

BLACKARTEL

Victor Lou, Visage e Alfrexx

Bass house

Selo aberto por três artistas juntos, no formato que a cena adotou: quem lança é quem toca.

·

AUSTRO MUSIC

Orlando Rodrigues

Slap house

Casa de Bhaskar e Liu, dois dos nomes da leva que veio depois do estouro do brazilian bass.

·

SÓ TRACK BOA

House melódico

A marca de festa que também virou selo · o mesmo caminho que o Toco e a Overnight fizeram nos anos 80, agora no streaming.

·

HIATO MUSIC

BLANCAh e Binaryh

Techno

Selo de techno com lançamento nacional e internacional, tocado por artistas da própria cena.

2019

COCADA MUSIC

Leo Janeiro

House e disco com sotaque brasileiro

Nasceu no Rio no fim de 2019 apostando em house e disco com ingrediente nacional.

A lista continua aberta · quem tem selo e não está aqui pode mandar a ficha no formulário do fim da página. Dono de selo só entra com nome quando a fonte confirma.

os discos1985 · 1996

QUANDO O CLUB VIROU SELO

Quem tocava começou a lançar os próprios discos. Clubes como o Toco e a Overnight, e equipes de baile black como a Dinamite, a Kaskata's, a Zimbabwe e a Chic Show, viraram selo e botaram em vinil o que tocavam na pista. Aqui está o acervo inteiro, década por década, do jeito que saiu · garimpado no Discogs, um a um, e validado pelo Ban. Os discos marcados lançado no Brasil são de artista de fora que teve edição nacional em vinil, o que rodava nas pistas daqui.

Os discos dos anos 80

1985 · 198911 discos
1985

Dance Mix

CBS / Epic

O disco que colocou o DJ na capa de um lançamento de gravadora grande: a CBS pegou o próprio elenco pop (Ritchie, RPM, Metrô, Fagner, Guilherme Arantes, Léo Jaime, Dominó) e mandou DJ remixar pra pista. Quem assina faixa por faixa é o Gregão, o DJ Grego, ao lado de Iraí Campos, Julinho Mazzei, Cabello e Silvio Müller · o mesmo Gregão que aparece nesta página como pioneiro da edição e dono da Rock and Soul.

ver a capa, o verso e os selos do disco
1985

Dance Mix 2

CBS / Epic

O volume do OLHAR 43. O remix do RPM assinado pelo Gregão com o Julinho Mazzei, o Cabello e o Silvio Müller foi o primeiro trabalho de DJ brasileiro a estourar de verdade, e ainda empurrou a banda pra cima. O Silvio Müller conta no Batendo Prato que neste volume ele já pôde escolher a música, e escolheu essa. O disco traz ainda Tokyo, Metrô, Simone, Pepeu Gomes, Léo Jaime, Eletrodomésticos e Dr. Silvana e Cia.

ver a capa do disco
1986

Dance Mix 3

CBS / Epic

O terceiro e último da série, com Djavan, Guilherme Arantes, RPM, Rádio Táxi, Tokyo, Banda 69 e o Capital Inicial com Nina Hagen. Djavan e Guilherme Arantes ainda saíram num 12 polegadas promocional só com as duas versões remixadas.

ver a capa dos três volumes
1987

Ousadia do Rap · Made In Brazil

Kaskata's Discos · F-12316

1988

DJ Cuca - DJ Cuca In The Place

TNT Records · LP DN 097

O disco mais antigo do DJ Cuca no garimpo, campeão do DMC Brasil e produtor do Pump Up The Bass.

ver a ficha e a capa no Discogs
1989

DJ Cuca - Dinamite Instrumental Funk

TNT Records · DN 092

1989

Front 242 - Front By Front

Stiletto · 492010 · lançado no Brasil

1989

Funk House

TNT Records · LP DN 096

1989

Gabinete Calighari - Pump Up The Bass

Stiletto · 492012

1989

O Ritmo Das Noites De São Paulo

Kaskata's Discos · F-12.583

1989

S'Express - Original Soundtrack

Stiletto · 220.4010 · lançado no Brasil

Os discos dos anos 90

1990 · 199649 discos
1990

Broadway 10 Anos

ToCo International · 656 393-1

1990

Nelson Triunfo & Funk Cia - Se Liga Meu!

TNT Records · TNT 102

Nelson Triunfo, um dos pais do hip hop brasileiro, gravando pela TNT da equipe Dinamite.

ver a ficha e a capa no Discogs
1990

Overnight Remixes

Stiletto · 220.4021

1990

Sampa Crew - Ritmo Amor Poesia

Kaskata's Records · RQN004

Soul e charme nacionais pela Kaskata's · a black music brasileira gravando o próprio disco.

ver a ficha e a capa no Discogs
1990

Stiletto Dance

Stiletto · 230.4033

1990

Summer House Hits 2

ToCo International · 656 524-1

1990

Technotronic - Get Up!

ToCo International · 2801417 · lançado no Brasil

1990

The Best Of Eurodance Vol.1

Stiletto · 492001

1990

Tragic Error Remixes

Stiletto · 492018 · lançado no Brasil

1991

Black Mad Brasilian Rap

Black Mad Records · BM 02

1991

Cash Box Volume 07

ToCo International · 656617-1

1991

Grand Master Ney - Grand Master Ney - Brand New Funk

W.S. Records · TNT107

Do Grand Master Ney, do Chic Show · o sobrinho do Seu Osvaldo. Liga o primeiro DJ do Brasil, de 1958, direto ao disco de rap dos anos 90.

ver a ficha e a capa no Discogs
1991

Kaskata's 10 Anos

Kaskata's Records · RQI-004

1991

Mike & DJ Bacana - A Volta da Fúria

Kaskata's Records · RQN 011

Classificado como favela funk no Discogs · o funk carioca nascendo em disco.

ver a ficha e a capa no Discogs
1991

Nova FM Dance Line

Stiletto · 492063

1991

Plaza - 3, 2, 1... Plaza

Polygram do Brasil Ltda. · lançado no Brasil

1991

Racionais MC's - Holocausto Urbano

Zimbabwe Records · ZB02

O primeiro disco dos Racionais MC's, lançado pelo selo da equipe de baile Zimbabwe. A equipe que fez o baile black virou a gravadora do rap que mudou o país.

ver a ficha e a capa no Discogs
1991

Toco - Dance & Flash Hits

ToCo International · 920 149-1

1991

Tony Bizarro - Uma Vez e Outra Vez

Zimbabwe Records · ZB03

1992

Balanço Geral

TNT Records · TNT 131

1992

Equipe Dinamite 10 Anos

TNT Records · TNT 1126

1992

Junior - Vim Te Buscar

Chic Show · FS-1003

1992

Ndee Naldinho - Remix

TNT Records · TNT132

1992

Overnight Remixes II

ToCo International · 920.565-1

1992

Pepeu E DJ Cuca - Nomes De Meninas (Remix 92)

Fantastic Voyage Records · FV06

1992

Techno Rave

ToCo International · 920 345-1

1992

Technomania

ToCo International · 920 315-1

1992

Thaide & DJ Hum - Humildade E Coragem São As Nossas Armas Para Lutar (Instrumental)

TNT Records · TNT-148

Um marco do rap paulistano, lançado pela TNT, o selo da equipe Dinamite. Rap e baile black saindo do mesmo lugar.

ver a ficha e a capa no Discogs
1992

The KLF / 2 Unlimited - Justified & Ancient / Get Ready For This

ToCo International · 2801 567 · lançado no Brasil

1993

Equipe Dinamite O Som De São Paulo

TNT Records · TNT-141

1993

Lee Marrow Feat. DJ Cuca - The Best Of Lee Marrow Feat DJ Cuca

House Records Rap · HRR06059 · lançado no Brasil

1993

Renê do Rap & DJ Pele - Made in Brazil

Kaskata's Records · RQN039

1994

2 Brothers On The 4th Floor - Dreams

Polygram do Brasil Ltda. · lançado no Brasil

1994

DJ Marlboro - Funk Brasil Especial IV

Warner Music Brasil · 998398-1

1994

Dance Mania by Robson Vidal

Paradoxx Music · OXX1045-2

1994

Doctor Mc's - Para Quem Quiser Ver

Kaskata's Records · RQN:058

1994

M.R.N. - Só Se Não Quiser Ser...

Zimbabwe Records · ZB-0023

1994

Sistema Negro - O Poder Da Rima

Zimbabwe Records · ZBM-001

1995

DJ Icee - Untitled

Fieldzz · 74321320161 · lançado no Brasil

1995

DJ Marky Mark & Toco Jungle Tracks

Fieldzz · 74321303631

O DJ Marky no comecinho, mergulhado no jungle e no drum and bass que ele levaria pro mundo poucos anos depois.

ver a ficha e a capa no Discogs
1995

DJ Shopping Dance Now 5

Fieldzz · 74321304471

1995

Garage Mania Vol. 05

TNT Records · G.M.05

1995

Overnight Remixes 3

Fieldzz · 74321296861

1995

The Summer Is Magic

PolyGram · 525381-1 · lançado no Brasil

1995

Toco Dance Club - Dance Hits 4

Paradoxx Music · OXX 1038-2

1995

Toco Dance Hits 5

Fieldzz · FZZ 10003-1

1995

Twenty 4 Seven Featuring Stay-C And Nance - I Wanna Show You

Polygram · 526 891-1 · lançado no Brasil

1996

DJ Shopping Dance Now 6

Fieldzz · 74321392781

1996

Ritmo Das Pistas Vol. 2

Paradoxx Music · OXX 1177-2

Uma coisa puxando a outra · é assim que uma cena vira história.

a cabine1958 → hoje

O QUE O DJ TINHA NA MÃO

Toda vez que o equipamento mudou, o som da pista mudou junto. O direct drive tornou a mixagem confiável, a caixa de ritmo criou gênero que não existia, o pendrive mudou o trabalho do DJ mais do que qualquer peça de metal. Esta é a cabine em ordem de chegada.

1958

DOIS TOCA-DISCOS E UMA GAMBIARRA

Não existia equipamento de DJ. O Seu Osvaldo montou o dele: fez curso de eletrônica por correspondência, copiou circuito de aparelho importado na loja do patrão e construiu o próprio amplificador. Aqui no Brasil a cabine começou sendo feita à mão, porque não havia o que comprar.

Meu patrão falava: Osvaldo, abre o aparelho, vê como é feito o circuito. E nós às vezes tirávamos o desenho, não tirava foto porque nem tinha. Aí eu montei um amplificador simples com uma caixa, comecei a fazer festinha no bairro, casamento e aniversário com esse equipamento.
Seu Osvaldo · o primeiro DJ do Brasil · no Batendo Prato · Ban TV · 2015
ANOS 60

A PRIMEIRA MIXAGEM DO BRASIL · E A REJEIÇÃO

Antes de o mixer existir por aqui, alguém tentou emendar duas músicas na mão. Deu errado, e o motivo explica muita coisa: naquele baile as pessoas dançavam a dois, e era na pausa entre uma música e outra que se trocava de par. Sem a pausa, a pista não funcionava socialmente. Ele voltou pra um toca-discos só. A mixagem no Brasil não demorou por falta de técnica, demorou porque a pista ainda não queria.

Eu pedi um toca-discos emprestado pro meu patrão. Eu tinha os dois toca-discos na mão: quando terminava uma música eu já entrava na outra. Era quase um projeto de mixer, só que não tinha os volumes separados. Foi um baile que eu fiz no Salão Suíço, na Rua Caio Prado. Só que no final da festa falaram: não passa mais isso, não gostamos.
Seu Osvaldo · o primeiro DJ do Brasil · no Batendo Prato · Ban TV · 2015
1971

O PRIMEIRO MIXER DE DJ

O engenheiro Alex Rosner montou a "Rosie" pro DJ Francis Grasso, em Nova York: três canais, atenuadores e um jeito de escutar a próxima faixa no fone antes de soltar na pista. Dela nasceu o Bozak CMA-10-2DL, no mesmo 1971, o primeiro mixer de DJ vendido comercialmente. Antes disso, emendar duas músicas era pura sorte.

1972

TECHNICS SL-1200 · O DIRECT DRIVE

Lançado em outubro de 1972, herdeiro do SP-10 de 1970, o primeiro toca-discos de tração direta do mundo. Sem correia, o prato pega rotação na hora e segura a velocidade sem variar. Foi isso que tornou a mixagem confiável, e é por isso que o 1200 virou o padrão de cabine por quatro décadas.

ANOS 80

TR-808, TB-303 E O SAMPLER

A caixa de ritmo e o sintetizador de baixo da Roland foram feitos pra imitar instrumento de verdade, falharam nisso, e acabaram criando som que não existia. A 808 desenhou o electro e a house; a 303 inventou o acid. Quando o sampler chega, o DJ deixa de só tocar disco e começa a fazer o próprio.

1989

O BELT DRIVE ARTESANAL NO BRASIL

Enquanto lá fora o 1200 já era padrão, aqui muita gente começou no que dava: toca-discos de correia, artesanais, disco conseguido a duras penas. Foi assim que o Ban começou. A cabine brasileira dos anos 80 era feita de teimosia e improviso, não de catálogo.

ANOS 80 · 2000

GEMINI · O EQUIPAMENTO QUE DAVA PRA COMPRAR

Entre o sonho do Technics e o que cabia no bolso existiu uma marca só, e ela aparece na boca de quase todo DJ brasileiro que começou nesse período: a Gemini. Toca-discos de correia, mixer de dois canais, gaveta dupla · equipamento que quebrava, chiava e tinha mau contato, e que mesmo assim formou uma geração inteira. Não é anedota de um: nas entrevistas do acervo, Vitor Lima, Ingrid Diniz, Carlo Dallanese e Maurício S contam a mesma coisa, cada um por conta própria. É a prova de que aqui a técnica veio antes do equipamento, e não o contrário. A Ingrid Diniz resume o que todos dizem: "o meu primeiro mixer foi um Gemini, de dois canais. Ele durou pouco. Mas era o que eu consegui."

1994

PIONEER CDJ-500 · O PRIMEIRO CDJ

O primeiro player de CD pensado pra cabine, e o começo da era digital do DJ. Pela primeira vez dava pra tocar sem carregar caixa de vinil, com a mesma resposta de mão que o toca-discos dava. Muita gente torceu o nariz. Trinta anos depois, a cabine do mundo inteiro é essa.

1999 · 2004

O VINIL DE TIMECODE

O Final Scratch aparece em 1999 com uma ideia estranha: um vinil que não tem música, só um código que diz ao computador onde a agulha está. As primeiras versões falhavam demais. Em 2004 o Serato Scratch Live, com a Rane, acertou a mão e virou padrão. O DJ passou a tocar arquivo com o toque do vinil.

2001

CDJ-1000 · O JOG QUE VIROU PRATO

O jog wheel com resposta de toca-discos e a forma de onda na tela. Foi o primeiro player de CD em que dava pra arranhar de verdade, em tempo real. A partir daqui o CDJ deixa de ser alternativa ao vinil e passa a ser o instrumento principal.

2009

CDJ-2000 E O REKORDBOX

USB e cartão SD entram na cabine e o CD começa a sair. Junto vem o Rekordbox, onde o DJ prepara a biblioteca em casa: analisa BPM, marca os pontos, organiza tudo, e chega na casa com o set pronto num pendrive. Muda o trabalho do DJ mais do que qualquer peça de metal.

2011 · 2012

DJM-900NXS E CDJ-2000NXS

O par que fixou o padrão mundial de cabine por quase uma década. A partir daqui, o DJ que viaja sabe o que vai encontrar quando chegar na casa, em qualquer país. É isso que faz um rider técnico funcionar.

HOJE

CDJ-3000X E DJM-A9

Tela de 10,1 polegadas, USB-C, login por NFC e streaming direto no player, sem computador. A biblioteca saiu do pendrive e foi pra nuvem. Na DJ Ban EMC, desde 2001, o equipamento dos maiores festivais do mundo chega às salas de aula e estúdios de treino.

O equipamento muda. O que não muda é precisar de alguém que saiba usar.

track 091990 · 2020

A MÍDIA QUE CONTOU

Cena sem mídia é boato. Foram rádios 100% dance, revistas de banca, madrugadas da MTV e uma revolução de formato atrás da outra que levaram a pista até quem nunca tinha pisado nela.

97,7

HOT NINE SEVEN

dez/1994 · a primeira rádio 100% dance de São Paulo · depois de uma fase como 97 FM, virou a Energia 97 em 1999

89,7

NOVA FM

"A Rádio Dance de São Paulo" · foi dela que nasceu o Lunch Break, no horário do almoço

98,5

METROPOLITANA FM

no começo dos anos 2000, a rádio mais alternativa de SP · dance e eletrônica antes de virar pop

100,9

JOVEM PAN

"As 7 Melhores" viraram ranking nacional e CD de sucesso · o dance ocupando o horário nobre

ANOS 80

BANDEIRANTES FM

Antes da dance, a black music já tomava o rádio paulistano · programas como Baile da Band, Charm Dance, Som da Massa e Black in Love

▸ o acervo completo

O DIAL, DÉCADA A DÉCADA

Todos os meios que levaram música dançante ao brasileiro · locutor, DJ, programa, rádio de bairro e canal de internet, cada um na sua década. Abra a década e vá descendo: cada nome abre a sua história.

a febre disco entra no dial

ANOS 70

Julinho Mazzei

Locutor / DJ · Fins dos anos 70 · 80s · São Paulo (e RJ)

The Big Apple Show · Difusora AM/FM → Jovem Pan 2 → Antena 1 (RJ)

Gravava em NY e mandava as fitas por passageiros no aeroporto

fonte: Mega Arquivo

Mike Nelson (Tutinha)

Locutor · Estreia fev/1978 · São Paulo

Jovem Pan Disco Dance · Jovem Pan 2

Mike Nelson era o nome no ar do Tutinha, dono da rádio.

fonte: Mega Arquivo

Jackie Costeau (Alaor Coutinho)

Locutor · 1978+ · São Paulo

Jovem Pan Disco Dance · Jovem Pan 2

fonte: Mega Arquivo

Carlos Townsend

Locutor · Fins dos anos 70 · São Paulo

Discoteque · Transamérica

Depois criou a Rádio Cidade (RJ e SP)

fonte: Mega Arquivo

Elói De Carlo

Locutor · Fins dos anos 70 · São Paulo

Discoteque · Transamérica

fonte: Mega Arquivo

Giancarlo Secci

DJ / Locutor · Fins 70s / 80s · São Paulo

Dancing Nights · Transamérica (rede nacional)

DJ da boate The Gallery; gravava fita master replicada p/ as filiais

fonte: Mega Arquivo

DJ Grego (Greguinho)

DJ · Fins 70s · 80s · São Paulo

Disco Mix e participações · Excelsior FM, FM Record, 89 Pool, Jovem Pan Disco Dance

Rei da edição · emendava disco na lâmina, muito antes de existir software.

fonte: Mega Arquivo · Página DJ Ban

DJ Robertinho

DJ · Fins 70s · São Paulo

Discotecagem (Excelsior) · Excelsior FM; DJ do Papagaio's / The Gallery

DJ do Papagaio's e do The Gallery, na virada dos anos 70 pros 80.

fonte: Mega Arquivo · Página DJ Ban

Dinamite

Movimento black · bailes, selo e rádio · Donizete Sampaio · Black / rap

Fundada em 1979 por Donizete Sampaio, começando com bailes black na zona sul de São Paulo. Marcou época na periferia com as fitas, as coletâneas dos anos 90 e o selo TNT Records · e levou programas de cultura negra e rap pro dial, com passagens por FMs como a RCP 99,7 e a 105 FM.

fonte: Pesquisa · validada pelo Ban 24/07/2026

a house invade o rádio

ANOS 80

Emílio Surita

Locutor · 1983+ · São Paulo

Locução da noite (linha black) · Nova Bandeirantes FM (1983) → Jovem Pan 2

Depois foi para o Pânico

fonte: Mega Arquivo

DJ Cuca

DJ · Meados dos 80s · São Paulo

Programação / mixagem · 89 Pool FM

Campeão do DMC Brasil e produtor do Gabinete Calighari.

fonte: Mega Arquivo · Página DJ Ban

Ricardo Guedes

DJ / Coordenador · 80s · 90s · São Paulo

Coordenação de programação · 89 Pool FM → 95 Pool FM ('Zero Talk')

fonte: Mega Arquivo

Sílvio Muller

DJ · Meados dos 80s · São Paulo

Programação / mixagem · 89 Pool FM

fonte: Mega Arquivo

Dynamic Duo

DJ · Meados dos 80s · São Paulo

Programação / mixagem · 89 Pool FM

Dupla de DJs

fonte: Mega Arquivo

Iraí Campos

DJ · 1987+ · São Paulo

Band Dance (ao vivo, sextas) · Band FM; também 89 Pool FM

DJ residente da Toco · fez o primeiro mix ao vivo no rádio brasileiro.

fonte: Mega Arquivo

João Carlos (Joca)

Locutor / Coordenador · 1987 · São Paulo

Aposta na House Music · Band FM

Comprou o par de Technics SL-1200MKII da rádio

fonte: Mega Arquivo

Hamilton 'Banana'

Locutor · 1987+ até hoje · São Paulo

Fresh Music (meio-dia); depois Planeta DJ · Band FM → Nova FM → Jovem Pan

A voz do Planeta DJ · uma das mais conhecidas do gênero no rádio brasileiro.

fonte: Mega Arquivo · Página DJ Ban

Beto Keller

Locutor · Estreia 10/10/1989 → · São Paulo

Lunch Break (fase Nova FM); Vibe 97 / Night Sessions / Clubtronic; Filé Mignon / Adrenalina · Antena 1 (Atibaia), Nova FM, Transamérica, Energia 97, Jovem Pan

Notoriedade na Nova FM nos anos 90

fonte: Deu no Rádio

Fernandinho DJ

Programador / Locutor · Início dos 80s+ · Rio de Janeiro

Ritmos de Boate · Rádio Mundial AM 860

Começou como auxiliar de escritório na rádio

fonte: Blogs Ritmos de Boate

Samuel França

Locutor · Anos 80 · 90 · Rio de Janeiro

Ritmos de Boate · Good Night Mundial · Rádio Mundial AM 860

A voz da madrugada da Mundial: apresentava o Ritmos de Boate, que virou referência do charme carioca.

fonte: Acervo SoundCloud (Ritmos de Boate 1993)

DJ Loopy

DJ / Operador · Anos 80 · 90 · Rio de Janeiro

Ritmos de Boate · Rádio Mundial AM 860

Quem tocava e operava o Ritmos de Boate à meia-noite. Sets dele de 1992 ainda circulam no acervo do charme.

fonte: Acervo SoundCloud (sets 1992)

Domenico Gatto

Locutor · 1986 → hoje · São Paulo

Energia na Veia (criou no começo da Energia 97) · vinhetas e voz da Jovem Pan · Clube da Insônia (Transamérica) · Band (Araraquara e S. J. dos Campos) → Educadora → Metropolitana → Transamérica → Nativa → Jovem Pan → Energia 97

No Batendo Prato #2015 ele conta a trajetória: começou em 1986 em Araraquara, era apaixonado pela Band da fase black e migrou de ouvido pra Pool FM em 85. Saiu da Jovem Pan em dezembro de 99 pra Energia 97, onde criou o Energia na Veia · e de lá não saiu mais.

fonte: Batendo Prato #2015 (Ban TV) · Relato Ban

Beto Rivera

Apresentador · Anos 80 / 90 · São Paulo

Clip Trip · TV Gazeta

Das antigas · foi a ponte da dance music para a TV, com o Clip Trip.

fonte: Página DJ Ban · relato Ban

Pool FM

Rádio · do dial pra internet · Disco / black / dance

Emblemática da dance paulistana: no dial em 1984·85, na 89,1 · a frequência que depois virou a 89 FM do rock. O nome veio de uma marca de jeans dos anos 70. Da cabine dela passaram DJ Cuca, Ricardo Guedes, Sílvio Muller e o Dynamic Duo · o Domenico Gatto conta no Batendo Prato que migrou de ouvido pra ela em 85, atrás da turma black. Décadas depois voltou como rádio online, no ar em poolfm.com.br.

fonte: Mega Arquivo · Blog do Reinaldo Lima · poolfm.com.br

o dial vira 100% dance

ANOS 90

Bob Fernandes

Locutor · Anos 90 · São Paulo

Programação Nova FM · Nova FM

fonte: Mega Arquivo

Alexandre Medeiros

Locutor · Anos 90 · São Paulo

Programação Nova FM · Nova FM

fonte: Mega Arquivo

Edu Mello

Locutor · Anos 90 · São Paulo

Programação Nova FM · Nova FM

fonte: Mega Arquivo

Ritchie

Locutor · Anos 90 · São Paulo

Drive Time · Manchete FM

Não é o cantor Ritchie

fonte: Mega Arquivo

Leandro Rezende

Locutor / DJ · Grande SP / ABC

Programas de dance music · Jovem Pan → Metropolitana FM; DJ na casa Sunshine (ABC)

Dirigiu programas de dance na Metropolitana

fonte: Relato Ban

Ban / Bunnys (William Schiavon)

Locutor / DJ · ~90s · 2000s · São Paulo

Cuco Loco, Metro Mix, Metrotech · Metropolitana FM

O próprio Ban: DJ, locutor, voz padrão e produtor · o rádio por dentro.

fonte: Página DJ Ban · próprio

Enigma

Luís Boca e Christian Pinheiro · São Paulo (capital)

O Luís Boca, da danceteria Warrior, conta no Batendo Prato que a rádio nasceu dentro de casa, no quarto dele, montada com o Christian Pinheiro · o slogan foi do Wilson Borracha. Era o bairro fazendo rádio pro bairro, com transmissor emprestado e baile do lado.

fonte: Relato Ban · Batendo Prato · Ban TV

Frequência

São Paulo (capital)

fonte: Relato Ban

Nova São Paulo

São Paulo (capital)

fonte: Relato Ban

Nove Meia Cinco

São Paulo (capital)

O nome era esse mesmo, por extenso.

fonte: Relato Ban

Rádio Ativa

São Paulo (capital)

fonte: Relato Ban

Nova Circuito

São Paulo (capital)

fonte: Relato Ban

o dial virou link

ANOS 2000 EM DIANTE

Dimmy Soler

DJ / Locutor · São Paulo

Vibe · e vários programas de mixagem · Energia 97

Das duas pontas: apresenta e também toca.

fonte: Relato Ban

Rádio Noise

Rádio online · Anderson Noise · Techno e eletrônica

A primeira rádio online de música eletrônica do Brasil, criada em 2002 pelo mineiro Anderson Noise · ficou hospedada no UOL até 2017 e chegou a 14 países. Passou de 800 edições. Veio do mesmo pioneirismo que fundou a Noise Music, primeiro selo de techno do país, com o primeiro vinil em 19 de abril de 1999, e o Bloco Noise Music, primeiro bloco de música eletrônica de Minas Gerais, no carnaval de 1999.

fonte: Site oficial do Anderson Noise · Alataj

Rádio DJ

Rádio online · Ronaldo Gasparian · Dance · feita pra DJ

Uma das primeiras rádios online do Brasil feitas para DJ, no ar em radiodj.com.br.

fonte: Relato Ban

Canal DJ

Canal / transmissão ao vivo · DJ Ban · Dance / DJ

Criado pela DJ Ban em 2003 com a ideia de ter DJs se apresentando 24 horas por dia, de todo o Brasil. O projeto não teve sequência dentro da escola e foi passado ao DJ Christian Pinheiro, que começou a equipe de som com o Ban em 1989 · o canaldj.com.br segue no ar com lives e programação 24 horas.

fonte: Relato Ban

House Energy

Canal web · House / eletrônica

Canal web de transmissão, na mesma linha do Canal DJ.

fonte: Relato Ban

Corello

Rádio online · Corello DJ · Charme / dance

Só na internet. Corello DJ é nome antigo do dial carioca (apresentou o Seis e Dance na RPC FM nos anos 90).

fonte: Relato Ban

Oxydance

Rádio online · Carlinhos · Sucessos dos anos 70 aos 2000

A mesma marca do programa do Carlinhos, nascida em 1º/10/1989. Hoje é rádio online 24 horas, com site oficial e aplicativo · e o Carlinhos segue ao vivo de segunda a sexta, das 18h às 21h.

fonte: Relato Ban · 24/07/2026

DJ History

Quadro em vídeo · Alexander Ray Hunt · A história contada por quem viveu

Contava a trajetória de profissionais da cena, muito bem produzido. Parou em cinco ou seis episódios, e faz falta.

fonte: Relato Ban

Canal do YouTube da DJ Ban

Canal YouTube · DJ Ban · Workshops, mixagens, Batendo Prato

A escola gera conteúdo em vídeo desde 2008: workshops, mixagens e o Batendo Prato.

fonte: Desde 2008 (relato Ban)

Gringos Podcast

Podcast · Hip hop e música

Fala mais de hip hop, mas passa pela música toda. Referência na cena, ao lado do Batendo Prato.

fonte: Relato Ban

os marcos do dial

TRÊS VIRADAS QUE O RÁDIO DEU

Nem tudo no rádio foi programa novo. Três momentos mudaram o jeito de a música dançante chegar em quem ouvia.

A fita que vinha de NY

1978

Julinho Mazzei gravava em Nova York e mandava as fitas pro Brasil por passageiros de avião. Enquanto isso, o Jovem Pan Disco Dance estreava em fevereiro e a discoteca virava horário nobre.

A fita master da rede

ANOS 80

Giancarlo Secci, DJ da boate The Gallery, gravava uma fita master na Transamérica que era replicada pras filiais. O país inteiro dançando a mesma mixagem, feita à mão.

O primeiro mix ao vivo

1987

Na Band FM, Iraí Campos mixou ao vivo no rádio pela primeira vez, nas sextas. O coordenador João Carlos comprou o par de Technics SL-1200MKII da emissora · o rádio virou cabine.

▸ os programas que marcaram

AS 7 MELHORES

JOVEM PAN · 100,9

O ranking dance que virou CD de sucesso e ditava o que tocava na pista do país inteiro.

PLANETA DJ

JOVEM PAN · 100,9

Dance no rádio com o locutor Hamilton, o Banana, uma das vozes mais conhecidas do gênero.

LUNCH BREAK

NOVA FM → ENERGIA 97

A trilha do almoço de uma geração · nasceu na Nova FM 89,7 e segue hoje na Energia 97 com o DJ Ronaldinho.

METROTECH

METROPOLITANA · 98,5

Um divisor de águas na cena: no quadro Cena Brasileira, o programa revelava talentos novos da eletrônica nacional. Muita gente grande da época passou por ali antes de estourar. A DJ Ban produziu a festa de aniversário do programa.

FREEDOM

ENERGIA 97 · 97,7

O programa de dance e house dos domingos, voltado ao público LGBT, apresentado pelo DJ Mauro Borges · nasceu como extensão da pista Freedom do festival Spirit of London e rendeu compilações e até cruzeiro.

OXYDANCE

DESDE 1º/10/1989

Apresentada pelo Carlinhos, é uma das marcas de dance mais longevas de São Paulo · passou por várias rádios e segue no ar até hoje, colaborando com a dance music brasileira.

CLUBTRONIC

ENERGIA 97 · 97,7

Um programa feito de DJs: techno, house, lançamento e clássico, com um DJ diferente na cabine a cada semana. Levou o DJ Sound Awards de 2007 na categoria de programa FM de dance e black com DJs. O Ban foi um dos DJs do programa por um período, e os sets dele saíam com o nome Clubtronic DJ Ban. Em algumas ocasiões o Clubtronic saiu do estúdio e foi tocar na rua, de graça, pra quem passava.

CLIP TRIP

TV GAZETA · 1989·94

Um dos primeiros da TV a passar clipe de dance · comandado pelo Beto Rivera, virou favorito da molecada nos anos 90.

1990 · 2021

DJ SOUND

A revista mais longeva da cena, da edição zero com Technotronic até 2021.

1990 · 2013

MTV · DISK & AMP

O Disk MTV no dia a dia e o AMP na madrugada de sábado, só eletrônica · com DJ Marky apresentando parte da atração.

LIVRO

TODO DJ JÁ SAMBOU

Claudia Assef escreve o primeiro livro sobre a história dos DJs no Brasil · leitura obrigatória por aqui.

▸ as revistas e os portais

Quem guardou a memória dessa cena não foi só quem tocou. Foi também quem escreveu: revista de banca, e-zine, portal, coluna. Boa parte do que está nesta página só existe porque alguém publicou na época. Estes são os veículos que cobrem, ou cobriram, a música eletrônica no Brasil.

DJ SOUND

DESDE 1990

A primeira revista da cena, de banca, com a edição de estreia em dezembro de 1990. Criou o DJ Sound Awards e virou o veículo que datou boa parte da história que está nesta página. Segue com site no ar.

DJ WORLD

ANOS 90 → 2000

A revista que quebrou o monopólio de uma só publicação num mercado que crescia rápido, e fez isso com um diferencial que ninguém tinha: vinha com CD encartado. O DJ comprava a revista na banca e levava o som junto. O Vadão conta no Batendo Prato que essa era exatamente a ideia, suprir a carência de quem só tinha uma revista pra ler. Ser chamado pra assinar um set do CD virou vitrine · o Acácio Moura conta que fez um.

ELECTROMAG

A CONFIRMAR

Tinha cara de fanzine e trazia menos informação que as outras revistas da banca: no lugar de matéria e entrevista longa, era quase um catálogo dos DJs e das festas, cada um com o seu espaço na página. Quem viveu a época lembra dela por isso, pelo formato. Época e periodicidade ainda a levantar.

HOUSE MAG

ANOS 2000 →

Revista impressa que virou portal. Publica o Top 100 House Mag e cobre festival, clube e lançamento nacional. No ar.

MIXMAG BRASIL

ANOS 2000 →

A edição brasileira da revista inglesa, referência mundial de música de clube desde os anos 80. No ar, com pauta nacional e internacional.

DJANE MAG BRASIL

DESDE 2017

O braço brasileiro da DJane Mag, dedicado a DJs mulheres. Publica o Top 100 DJanes Brasil todo ano desde 2017 · a lista completa de cada edição está aqui na página, na seção dos campeões.

ELETRO VIBEZ

ANOS 2010 →

Portal de notícia da cena eletrônica brasileira. Foi de lá que saiu o levantamento dos 50 DJs brasileiros mais ouvidos no Spotify, de 2021, que também está nesta página. No ar.

PLAY BPM

ANOS 2010 →

Portal de notícia de eletrônica, forte em cobertura de agência, festival e lançamento. No ar.

PHOUSE

2013 · 2020

Criada em 2013 pelo Luckas Wagg, se apresentava como a maior revista de música eletrônica da América Latina e cobria cultura clubber de dentro. O Luckas morreu em março de 2020, aos 28 anos. Hoje o endereço da revista não responde mais, e boa parte do que ela publicou se perdeu junto.

MUSIC NON STOP

ANOS 2010 →

O portal de música urbana da jornalista Claudia Assef, em parceria com o UOL, com o lema dance or leave. É a mesma Claudia Assef que escreveu o Todo DJ Já Sambou, o livro que resgatou o Seu Osvaldo e abre esta página. No ar.

✎ estado de cada endereço conferido em 25 de julho de 2026

▸ os sites que organizaram a cena

RRAURL

1997 · 2016

O e-zine e fórum de Camilo Rocha e Gaía Passarelli · o maior ponto de encontro online da cena eletrônica no país.

BALADA PLANET

ANOS 2000

A agenda das festas e baladas eletrônicas do país · era onde a galera descobria pra onde ir no fim de semana.

RAVES

ANOS 90

Um dos portais que catalogavam as raves brasileiras e mantinham a memória da cena viva.

▸ as conferências

RIO MUSIC CONFERENCE

2009 →

A maior conferência de música eletrônica da América do Sul · virou Brasil Music Conference ao mudar pra São Paulo em 2018.

HOT BEATS

RIO · HOJE

A conferência atual da indústria eletrônica no Rio, com painéis, workshops e ponte com o ADE de Amsterdam.

▸ os livros que contaram a cena

TODO DJ JÁ SAMBOU

2003 · 2017

Claudia Assef conta a história do DJ no Brasil, do Seu Osvaldo em diante · reedição ampliada em 2017, com prefácio de Bill Brewster e capas com Seu Osvaldo, DJ Marky, ANNA e Alok.

BABADO FORTE

1999

Erika Palomino documenta a noite, a moda e a música dos anos 90, do Madame Satã às raves · nasceu da coluna Noite Ilustrada, da Folha, e ganhou reedição de 25 anos.

BATE-ESTACA

2024

Camilo Rocha reconstrói a cena eletrônica paulistana dos anos 80 aos 2000 · Nation, Toco, Overnight, Sound Factory · com mais de 80 entrevistas e 7 anos de pesquisa.

FESTA INFINITA

2009

A reportagem imersiva de Tomás Chiaverini dentro do universo das raves brasileiras.

MEB · A HISTÓRIA DA MÚSICA ELETRÔNICA BRASILEIRA

2017

Eric Marke, curador do FILE e criador do Museu de Eletrônica Brasileira, montou a primeira enciclopédia do tema no país: dos anos 30 aos dias de hoje, com centenas de biografias ilustradas.

ELECTRONIC STANDARDS

2025

O fascinante universo da música eletrônica por Alain Patrick, jornalista da extinta revista Beatz: 650 páginas e mais de 80 artistas entrevistados, dos anos 60 à cena atual.

▸ a virada de formato

VINIL

ANOS 90

garimpo na Galeria Nova Barão, +30 lojas de disco

CD

1994 · 2005

coletâneas de 100 mil cópias e o Summer Eletrohits

MP3

2001 · 2013

Trama Virtual: 78 mil artistas em download grátis

Eu era controlador, achava que vinil era vinil, não ia ser adepto do simulador. Fui me libertando disso. Hoje toco com vinil e com Serato, e pronto.
KL Jay · sobre a virada do vinil pro digital · Batendo Prato · Ban TV · 2014

STREAMING

2008 →

Beatport e SoundCloud abrem o boom dos produtores nacionais

● dj ban · o fio

A GENTE TAMBÉM VIROU MÍDIA

Nos primeiros anos da escola, o Ban também vivia o rádio por dentro: foi DJ, locutor, voz padrão e produtor da Metropolitana FM na fase mais alternativa dela, no começo dos anos 2000 · foi de lá que saiu a E-Force. Depois vieram a BAN TV, os videosets e os workshops gravados dentro da escola, muito antes de "criador de conteúdo" virar profissão. E o livro da Claudia Assef circulando de mão em mão entre os alunos, inclusive ao vivo na rádio.

Estúdio da BAN TV, produção audiovisual da DJ Ban, em 2013BAN TV · 2013
Alunos da DJ Ban na rádio com o livro Todo DJ Já SambouAlunos na rádio · com o livro
track 102008 · 2019

A ERA POP

Os gigantes internacionais desembarcam, um filho do Universo Paralello vira o DJ mais ouvido do país e o "Brazilian bass" transforma o interior do Brasil em exportador de hit mundial.

○ a cena

2008

Troca de gigantes

O Skol Beats chega ao fim depois de ser o maior festival de eletrônica do mundo. No mesmo ano, a Ultra Brasil estreia.

○ a cena

2008

Cinquenta anos separando dois DJs

No mesmo ano em que a cena trocava de gigantes, a televisão colocou frente a frente o primeiro DJ do Brasil e um dos maiores DJs do mundo. Meio século depois da Orquestra Invisível, Seu Osvaldo encontrou o Fatboy Slim, e a conta que o sobrinho dele fez virou o título do encontro: de 1958 a 2008.

Quando a Globo me convidou pra fazer o encontro com o Fatboy Slim. Um sobrinho meu quis fazer uma homenagem pra mim: 58 a 2008.
Seu Osvaldo · o primeiro DJ do Brasil · no Batendo Prato · Ban TV · 2015

○ a cena

2011

O vinil enche o SESC Pompéia

Em 7 de setembro de 2011 começou a Festa do Vinil no SESC Pompéia, com o Seu Osvaldo tocando os anos 50, Charles nos 60 e Tony Reet nos 70. A Choperia tinha 800 ingressos e liberou em três levas: 300, mais 300, mais 200. Ainda ficou gente do lado de fora. Num ano em que a pista inteira já era digital, a fila era pra ouvir bolacha.

A primeira festa que fizemos no SESC Pompéia foi 7 de setembro de 2011. A Choperia é pra 800 ingressos. Soltaram 300, foi embora. Soltaram mais 300, foi embora. Soltaram mais 200. Ainda ficou gente pra fora.
Seu Osvaldo · o primeiro DJ do Brasil · no Batendo Prato · Ban TV · 2015

○ a cena

2012

Lollapalooza chega

E a música eletrônica ganha palco fixo nos grandes festivais de linha, com o Perry's lotado todo ano.

a cabineCDJ-2000 e o Rekordbox · 2009

Na virada da década, o USB e o cartão SD entraram na cabine e o CD começou a sair. Junto veio o Rekordbox: o DJ passou a preparar a biblioteca em casa e chegar no palco com o set pronto num pendrive. Mudou o trabalho do DJ mais do que qualquer peça de metal.

ver o acervo · a cabine

○ a cena

2013

O ano da virada

Alok lança "We Are Underground". O Green Valley é eleito o clube nº 1 do mundo no ranking da DJ Mag. Marquinhos Espinosa vence o primeiro Red Bull Thre3style do Brasil.

● dj ban · o fio

2015

A cabine que anda de bicicleta

Antes de a rua virar assunto, um ex-aluno da DJ Ban já estava tocando nela. O paulistano Ricardo Bertello largou oito anos no financeiro de uma agência de publicidade e montou o Bike Beats: uma Caloi 10 antiga com todo o equipamento de DJ dentro da caixa de carga e um painel solar em cima, que dá energia para mais de 24 horas de música sem tomada nenhuma. Ele toca no Minhocão, na Avenida Paulista, onde der. É a avó de tudo que veio depois na rua, e é anterior ao movimento que hoje enche calçada: o som saiu do clube, deixou de precisar de estrutura e passou a caber numa bicicleta.

○ a cena

2013

A câmera entra na roda: o Boiler Room chega

O Boiler Room desembarcou no Brasil em 2013, com DJ Zegon, Gui Boratto, Ney Faustini e Nomumbah. O formato é simples e mudou tudo: uma sala, o público em volta do DJ, uma câmera fixa e transmissão para o mundo. Sem palco, sem barreira, sem estrutura de festival · e por isso mesmo virou vitrine para quem não tinha acesso ao circuito grande. Nos anos seguintes passaram por lá KL Jay, dos Racionais, em São Paulo, e Ed Motta, na edição com o Jazz Festival, em maio de 2016.

○ a cena

2017 · 2023

O Boiler Room brasileiro vira porta de entrada

Nas edições de São Paulo e do Rio passaram Djonga, Rincon Sapiência, Linn da Quebrada e o coletivo Mamba Negra, misturando rap, eletrônica e cena de rua no mesmo enquadramento. Em 2022, na edição de São Paulo com a Heineken, tocaram Kenya 20hz e Young Clubber. Em 2023 a Larinhx tocou na edição feita dentro do Rock The Mountain, e o Boiler Room virou palco do DGTL São Paulo. Por lá também passaram DPR, Valentina Luz, D. Silvestre, Thiago Martins, Delcu e Renato Cohen.

○ a cena

2022

E o caminho de volta: brasileira em cabine gringa

A via não é de mão única. A Badsista, de São Paulo, tocou no Boiler Room feito com o Primavera Sound em Barcelona, e o set dela foi catalogado lá como baile funk e club · o som da periferia paulistana entrando na plataforma pela porta da frente, no mesmo formato que tinha aberto porta para tanta gente aqui.

● dj ban · o fio

jul 2014

A gente deu o furo

Um ano antes de o festival pisar no Brasil, a Ban publicou em primeira mão no blog que o Tomorrowland estava cotado pra desembarcar por aqui. "Será que chegou nossa vez?" O post explodiu: 4.506 compartilhamentos no Facebook e um pico de 73.880 sessões no site no dia seguinte. Prova de que, quando a cena respirava, a gente já estava no meio dela.

Post do Facebook da DJ Ban de 3 de julho de 2014 anunciando o Tomorrowland no Brasil, com 4.506 compartilhamentosO post da Ban · 3 de julho de 2014 · 4.506 compartilhamentos

○ a cena

2015

Tomorrowland em Itu

Cerca de 180 mil pessoas na primeira edição brasileira do maior festival do mundo. No DMC, Erick Jay é vice-campeão mundial.

● dj ban · o fio

2015

O Marky na nossa pista

O mesmo DJ Marky dessa história tocou na pista da escola, pros nossos alunos. E o réveillon daquele ano a gente passou na cabine da Avenida Paulista.

DJ Marky tocando na pista da DJ Ban para alunos em 2015DJ Marky na pista da Ban · 2015

○ a cena

2016

"Hear Me Now"

Alok, Bruno Martini e Zeeba somam centenas de milhões de streams e o Brazilian bass vira produto de exportação. No mesmo ano, Erick Jay é campeão mundial de turntablism.

○ a cena

2016·19

A geração bass

Vintage Culture e a Só Track Boa, Cat Dealers, Chemical Surf, KVSH, Liu, Dubdogz, Victor Ruiz. O interior do país produzindo pra pista do mundo inteiro.

● dj ban · o fio

2013·16

Produção entra na grade

No auge do Brazilian bass, a produção musical entrou de vez na nossa grade. Nos estúdios daqui rodou até gravação de filme da Skol pro Tomorrowland.

Gravação de filme da Skol para o Tomorrowland no Estúdio 2 da DJ BanGravação Skol · Tomorrowland · Estúdio 2

● dj ban · o fio

2016

A primeira a produzir conteúdo de marca

A DJ Ban foi a primeira empresa do Brasil a fechar contrato com uma marca grande pra produzir conteúdo. Foram séries inteiras de vídeo, como a análise completa da linha Pioneer DJ, gravadas nos nossos estúdios. Conteúdo que ensinava a cena a usar o equipamento que ela ia encontrar na cabine.

ver a playlist completa no YouTube
track 112020 · 2026

HOJE

A pandemia parou a pista, a nova geração estourou pelo streaming, um templo se despediu e um garoto de 20 anos trouxe o mundo pra casa. A história continua sendo escrita agora.

○ a cena

2020

A pista para

Pandemia: quase metade dos clubes de São Paulo fechou. A cena se reinventou em lives históricas, como as maratonas do Vintage Culture e o Alok em rede nacional.

○ a cena

2022

A nova geração

Mochakk estoura do TikTok pras cabines mais disputadas do mundo. ANNA leva o techno brasileiro à Kompakt e à Drumcode e é apontada como a DJ número 1 do país.

○ a cena

2025

Fim e começo

O Warung se despede depois de 23 anos de beira-mar. Em Tóquio, DJ Raylan, do Vale do Paraíba, é campeão mundial de DMC aos 20 anos. Alok fecha o ciclo como número 3 do mundo.

○ a cena

2024 · 2026

A marca gringa vira o produto

Deixou de ser só o DJ estrangeiro que vem tocar: agora quem desembarca é a festa inteira, com nome, cenografia e curadoria próprios. A Music On, criada em 2011 pelo italiano Marco Carola, fez a estreia brasileira em 2 de novembro de 2024, na semana do GP de São Paulo, repetiu em 2025 e tem a terceira edição marcada para 7 de novembro de 2026, no Vale do Anhangabaú. A X, do duo suíço Adriatique, levou mais de 20 mil pessoas ao mesmo Anhangabaú em 2025. No mesmo circuito estão a Afterlife, do Tale Of Us, a Circoloco e a Keinemusik, de Rampa, &ME e Adam Port. É um modelo que muda quem vende o ingresso: o público compra a marca da festa, não só o nome de quem toca.

○ a cena

2025 · 2026

O Réveillon do Nordeste virou temporada

A virada do ano deixou de ser uma festa e virou circuito: Norte e Nordeste passaram a receber artista internacional em várias cidades ao mesmo tempo, e o litoral de Alagoas virou o centro disso. O Réveillon dos Milagres, na Praia do Marceneiro em São Miguel dos Milagres, esticou para cinco noites entre 27 e 31 de dezembro, com Vintage Culture, MAZ, Antdot, Pontifexx e Pedro Sampaio, e estreou por lá a BOMA, primeira edição da marca no Nordeste. A 45 minutos dali, na Barra de São Miguel, o Réveillon Arcanjos Nº1 chegou à sexta edição no mesmo período, alternando eletrônica com sertanejo e funk. E na virada de 2025 para 2026 o Day Zero, criado por Damian Lazarus e nascido em Tulum, no México, fez a estreia brasileira na Rota Ecológica, do pôr do sol ao amanhecer.

○ a cena

2022 →

Um galpão em Vila Leopoldina vira endereço do espetáculo

A ARCA, na Vila Leopoldina, mudou o que São Paulo consegue receber: quase 9 mil metros quadrados e 16 metros de pé-direito, altura que permite montar produção que não cabia em casa noturna nenhuma. Em 7 e 8 de outubro de 2022 ela recebeu o HOLO, do sueco Eric Prydz, na primeira vinda do espetáculo ao Brasil · um show construído sobre holografia e imagem em três dimensões, em que o visual não acompanha a música, faz parte dela. Depois vieram duas noites da Afterlife, do Tale Of Us, e foi lá que o Alok estreou a turnê Infinite Experience.

○ a cena

2015 · 2026

O DJ deixa de ser atração e vira dono da festa

A geração que estourou nos anos 2010 não parou em tocar: passou a assinar a festa, o palco e o selo. O Só Track Boa, do Vintage Culture, virou o maior festival de eletrônica do país, com mais de dez anos de estrada · foi para a Neo Química Arena em 2024 e voltou ao Autódromo de Interlagos em 2026, de 5 a 7 de junho. Ele ainda montou o Vintage is a Festival, uma turnê itinerante que passou por Belo Horizonte, Brasília, Rio de Janeiro e Porto Alegre antes de encerrar em São Paulo, em dezembro de 2023. E levou a ideia mais longe com o DNA Art Car, inspirado no universo do Burning Man, onde a sigla é Dystopia, Nature e Art: em vez de palco, instalações artísticas vivas, com um avião de verdade grafitado pelos OSGEMEOS, o FCKR 100, um VARIG 727 que virou a maior aeronave já usada num evento no Brasil e o Favela Art Car, com curadoria de coletivo brasileiro que já esteve no Burning Man. Em 2026 o projeto passou por Belo Horizonte em setembro e tem São Paulo em 5 de dezembro e Camboriú em 30 de dezembro. O Illusionize seguiu o mesmo caminho com duas marcas de cara diferente: a GoodTimes, que roda destino turístico pelo país e em 2025 passou por Campos do Jordão, Curitiba, Praia do Funil na Bahia e Cumbuco no Ceará, e a SATURN, que estreou no Surreal Park, em Camboriú, em 16 de maio de 2026, com repertório próprio ganhando cenário e narrativa.

○ a cena

2026

Uma dupla, três festas e um festival só

Os irmãos gêmeos Marcos e Lucas Schmidt, de Juiz de Fora, que assinam Dubdogz e passaram de 1,5 bilhão de streams, não têm uma festa: têm três marcas, cada uma com som próprio. A ERRORR é a festa do RUBACK, o outro projeto da dupla, de som mais fechado, e virou uma das maiores marcas de techno da América Latina. A Nostalgia apareceu sozinha na pandemia, quando os sets ao vivo viraram viagem no tempo com os hits dos anos 90 e 2000, e cresceu até virar palco, turnê e marca. A Dogz Parade é a mais solar, carnaval fora de época com fantasia e cor, e tem selo próprio, a Parade Records. Em 14 de março de 2026 as três dividiram um evento só, o TRIIIPLE Festival, no complexo Ame Laroc, em Valinhos · três festas, três palcos, uma noite. A Dogz Parade seguiu rodando o país sozinha, com datas em São Paulo, Brasília, Belém, Belo Horizonte e Campo Grande, e em agosto de 2026 eles anunciaram a Rio Parade, que estreia no Museu do Amanhã.

○ a cena

2024 · 2025

A abertura do estádio virou lugar de DJ

Quando o show mundial chega ao Brasil, quem esquenta a casa agora é DJ. Em 11 e 13 de fevereiro de 2025, no Nilton Santos e no Morumbis, quem abriu os dois shows da Shakira foi o Dennis, tocando funk antes de um estádio inteiro · e o Brasil foi o país escolhido por ela para estrear a maior turnê da carreira. No ano anterior, em 4 de maio de 2024, a abertura do show da Madonna em Copacabana coube ao americano Diplo, que montou um set de música brasileira antes de uma praia com mais de um milhão de pessoas.

○ a cena

08/02/2026

A maior pista do país não cobrou ingresso

No domingo de carnaval, o escocês Calvin Harris tocou num megabloco na Rua da Consolação, perto da Paulista, e estreou no carnaval de rua de São Paulo. O próprio DJ publicou depois: "1,6 milhão de pessoas · me falaram, mas eu não acreditei até ver esse vídeo". A lotação foi tanta que a prefeitura fechou o acesso à região no meio da tarde. No mesmo bloco tocaram Xand Avião, Nattan, Zé Vaqueiro e Felipe Amorim, e naquele carnaval São Paulo teve recorde de 627 blocos. É o encontro que esta página vem contando desde o começo: o som importado e o som popular na mesma pista, sem catraca, na rua.

○ a cena

09/08/2026

Uma ex-aluna da Ban na cabine de Ibiza

A DJ Kesia tocou no UNVRS, em Ibiza, na noite de domingo do Carl Cox · a primeira ex-aluna da DJ Ban EMC a chegar a essa cabine. O UNVRS abriu em 2025 no terreno do antigo Privilège, que já foi a maior casa noturna do mundo, é dos donos do Ushuaïa e do Hï, comporta mais de 20 mil pessoas e se apresenta como hyperclub. O domingo é do Carl Cox desde a abertura, a primeira residência longa dele na ilha depois dos 15 anos de Space, que terminaram em 2016. No mesmo cartaz estavam Luciano, Ilario Alicante e Tini Gessler na pista principal, Melon Bomb e Jordan Nocturne na Wild Comet, e a Kesia na Bunker, ao lado de Daoud, Jon Rundell e Nacho Scoppa.

por que isso está aquio fio da escola

Esta página conta a cena, não a escola · mas quando alguém que aprendeu a tocar numa sala da Bela Vista chega à cabine de um clube de 20 mil pessoas em Ibiza, a linha que liga uma coisa à outra é exatamente o assunto desta página. É o mesmo caminho do Seu Osvaldo atrás da cortina, sessenta e oito anos depois.

DJ Ban EMC

● dj ban · o fio chega em

2026

25 ANOS DE DJ BAN

+11.758

alunos formados desde 2001 · muitos deles tocando, agora, nas pistas que você acabou de ler. A cena é o cenário. A escola é o fio. Os alunos são a prova.

Turma de alunos no Estúdio 1 da DJ Ban EMC em 2026Quatro alunos tocando juntos no Estúdio 4 da DJ Ban EMCEvento no lounge do Estúdio 7 da DJ Ban EMC
Museu Mans, acervo de toca-discos e equipamentos clássicos dentro da DJ Ban EMCMuseu Mans · dentro da escola

ESSA HISTÓRIA DÁ PRA TOCAR COM A MÃO

O Museu Mans fica dentro da escola: toca-discos, mixers e sintetizadores que tocaram cada era desta página. Você lê a linha do tempo aqui e passa o dedo nela quando visitar a gente na Bela Vista. O nome é uma homenagem ao Gregão, da Rock and Soul · ele chamava todo mundo de mans, e a cena ficou chamando também.

a cabine vazia

OS QUE NÃO ESTÃO MAIS AQUI

Uma cena não é feita só de casa cheia. É feita de gente. Muita gente que abriu caminho aqui não está mais entre nós, e boa parte do que você leu nesta página só existe porque essas pessoas fizeram primeiro. Este espaço é pra elas. A lista está aberta e vai crescer · se faltou alguém, e vai faltar, manda pra gente.

FABIO NXT · NEXT SOUND

· 2026

Partiu em 16 de agosto de 2026. Fazia uma coisa que quase ninguém no Brasil fazia: reconstruía equipamento de DJ. Não era pintura por cima · ele abria o aparelho e mudava o jeito de tocar nele, transformando mixer de fader em rotary, com botão giratório no lugar do potenciômetro de correr, e assinava o resultado como Rotary Mixer Design. Passaram pelas mãos dele um Traktor Kontrol Z2 e um Pioneer DJM-400 virando rotary com laterais de madeira, um Technics SL-1200 em azul metálico com o logo em degradê, e um Kontrol inteiro em camuflado. Fora da bancada, era conhecido por abrir porta no turntablism: dava oportunidade pra quem estava começando, num nicho que vive de quem empresta a mão. A Next Sound continua sendo o endereço desse trabalho.

ÂNGELO LEUZZI

· 2020

Empreendedor da noite, morreu de infarto em 22 de abril de 2020, aos 64 anos. Foi ele quem usou pela primeira vez no Brasil a palavra danceteria, e foi ele quem tirou do papel uma sequência de casas que formaram gerações: o Rose Bom Bom nos anos 80, onde Titãs, Ultraje a Rigor, Plebe Rude e Engenheiros do Hawaii tocaram no começo de carreira; o Columbia, que abrigou o Hell's Club, precursor da cena clubber brasileira; o B.A.S.E., instalado no antigo Hotel Danúbio, na Brigadeiro Luís Antônio, aqui na Bela Vista; o Lov.e Club, na Vila Olímpia, fundado com a Flavia Ceccato, com quem se casou; e ainda Mood, Noon no Rio, Essex e Panorama. A marca de tudo que ele fez era misturar gente de orientações diferentes na mesma pista, num tempo em que isso não era comum. Nas entrevistas do acervo, três DJs contam separadamente o que ele significou: a Paula Chalup diz que ele abriu todas as portas dela e que era residente de todas as festas dele; o Roger Rabbit conta que foi por ele que virou residente do Base; e o DJ Marky lembra do dia em que estava quase parando, endividado e com a loja de discos encalhada, tocando num trem numa festa da Erika Palomino que desembarcava na Barra Funda · foi ali que o Ângelo e a Flavinha o viram. "Foram pessoas muito, mas muito importantes."

RICARDO LAMOUNIER

PARTIU EM 1987

O ídolo da era disco carioca, da cabine da New York City Discotheque. Assinou o primeiro LP mixado lançado no Brasil, em 1976, rodou o país inaugurando pistas e, em 1978, já ensinava DJs dentro do próprio apartamento em Copacabana. Partiu cedo.

MARQUINHOS MS

1963 · 1994

O DJ que trouxe a house pra pista de São Paulo. O MS do nome é do Madame Satã, a casa que o revelou e que ele segurou entre 1984 e 1986, fazendo dupla com o DJ Magal · começou tocando rock alternativo ali. Ao sair do Satã, foi o primeiro da cidade a tocar house, e mais especificamente acid house, na pista do Malícia, e depois no Zóster. Fez mais do que tocar: quando descobriu o gênero, passou a escrever boletins sobre ele e distribuir na mão dos amigos, e foi pros programas de rádio explicar o que era aquele som. Tinha ouvido de sobra, mexia nas frequências como pouca gente e emendava uma música na outra sem costura aparente. Estava à frente de uma geração inteira.

SÔNIA ABREU

1952 · 2019

Reconhecida como a primeira DJ profissional do Brasil. Começou ainda adolescente, nos anos 60, na Rádio Excelsior, e foi a primeira mulher a assumir as picapes de uma discoteca, no Papagaio Club. Produziu coletâneas, lançou artistas e emplacou o Automatic Lover no auge da era disco daqui. Nos anos 80 instalou um sistema de som dentro de um ônibus e criou a rádio móvel Ondas Tropicais · depois veio uma Kombi, e no verão de 86 até um barco levando o som pelas praias de São Paulo e do Rio. Ainda escrevia sobre música na revista Pop. Seguiu tocando até os últimos anos, como residente de casa.

MAURO BORGES

1962 · 2018

Ícone da cena clubber paulistana dos anos 90 e mais de trinta anos de carreira. Foi um dos criadores do Que Fim Levou Robin?, apontado como o primeiro grupo de dance music brasileiro, que misturava batida eletrônica com letra de humor e chegou à televisão. Virou também um nome importante da cultura LGBT de São Paulo.

DJ CELSÃO · CELSO GOMES

1963 · 2015

Nasceu em Nilópolis, no Rio, e foi em Brasília que virou referência da black music. Chegou lá nos anos 80 e foi o pioneiro do baile charme na cidade. Levou o som pro rádio no programa Mixmania, que virou ponto de encontro e vitrine pra artista novo. Mesmo quando o trap e o funk tomaram as festas do DF, seguiu tocando o clássico da black music. Era conhecido pela generosidade: ajudou um monte de DJ a dar o primeiro passo.

DJ GREGO · O GREGÃO

1956 · 2010

Ippocratis Bournellis. Mais de 200 remixes lançados no mundo, pioneiro da edição na época da fita e da lâmina, dono da Rock and Soul e criador da TV DJ com o DJ Garcia. Chamava todo mundo de mans, e a cena inteira ficou chamando também. O museu da DJ Ban leva o nome dele por isso.

ALEXANDER REY HUNT

1969 · 2021

DJ, produtor e uma das vozes mais conhecidas do rádio brasileiro: era a voz padrão das vinhetas da Kiss FM, de canais de TV, de trailer de cinema e de evento de eletrônica em mais de dezessete países. Estava no mercado desde 1984. Criou o DJ History, o projeto em vídeo que contava a trajetória de quem fez a cena · parou em cinco ou seis episódios, e faz falta.

MAURÃO

O DJ do Estúdio 8 da Curto Circuito, uma das pistas fortes de São Paulo. Aparecia nos charts de DJ que a revista DJ Sound publicava. No Batendo Prato ele é lembrado duas vezes, por gente diferente, sempre como o saudoso Maurão.

LULA

Um dos nomes que ensinaram outros a tocar. O Ricardinho Cabral conta que foi com ele que aprendeu de verdade: "tive uma pessoa na minha vida que me ensinou muito, e não está mais entre nós, que é o Lula". Fez bastante coisa pela cena dance.

RICARDO GUEDES

O DJ da Contramão, um dos nomes que seguraram a noite paulistana dos anos 80 e 90, e metade da rivalidade com o Badinha que a revista DJ Sound publicava edição por edição. Também foi um dos que traziam disco de fora quando não existia outro jeito de ouvir o que tocava lá fora.

track 12A PROFISSÃO · HOJE

OS CAMINHOS DA PROFISSÃO

Sessenta anos de história depois, tudo isso virou profissão · e ela não tem um caminho só. O DJ que abre uma convenção às nove da manhã e o que fecha uma pista às seis da manhã usam o mesmo equipamento e vivem vidas completamente diferentes: muda quem paga, muda o público, muda o repertório, muda a hora de acordar. Estes são os caminhos que existem de verdade no Brasil hoje.

01o corporativo

O MERCADO CORPORATIVO

Convenção de empresa, congresso, feira, lançamento de produto, ativação de marca, premiação e festa de fim de ano.

▸ como funciona

Quem contrata não é casa noturna, é empresa · o pedido chega pelo RH, por uma agência de eventos ou pelo marketing. O DJ entra num roteiro que já tem palestra, jantar, discurso e premiação, e a música tem que caber em cada momento sem atropelar ninguém. Tem trabalho de dia, tem som em volume de conversa, tem contrato, nota fiscal e horário de montagem.

▸ o que o mercado pede

Repertório aberto e grande, do clássico ao que estourou ontem, porque o público é de todas as idades e não veio pra dançar. Leitura de sala, apresentação pessoal, pontualidade e equipamento próprio confiável. Saber falar com a produção e com o técnico de som pesa tanto quanto a mixagem.

▸ quem anda por aqui

Anthony Garcia · Beto Dias · Cleber Portaro · Fernando Figueiredo · Fe Pinatti · Jean Molina · Paulinho DJ · Paulo Recycle · Maurício Yudi · Lucci Maiorino · Riko Capeleiro · Rodolfo Lemos · DJ Myrrha

DJs que atuam no mercado corporativo brasileiro

02a residência

O CLUBE E A RESIDÊNCIA

O caminho clássico: tocar toda semana na mesma casa e construir público com o nome dela junto do seu.

▸ como funciona

O residente é o DJ da casa. Ele abre a noite, segura a pista no meio e às vezes fecha depois do convidado ir embora · e é quem aprende, na prática, a diferença entre agradar uma pista e conduzir uma. A residência é o lugar onde quase todo nome grande desta página começou.

▸ o que o mercado pede

Identidade musical clara, porque a casa contrata um som, não uma playlist. Constância, aguentar o horário e entender que abrir a noite é uma função técnica, não um castigo.

03o palco grande

O FESTIVAL E A RAVE

Palco grande, horário fechado, produção enorme e um set que precisa funcionar pra muita gente ao mesmo tempo.

▸ como funciona

Aqui o DJ raramente é contratado sozinho: entra por agência, por selo ou por um nome que já circula. O set costuma ser curto e cronometrado, a estrutura é de outro tamanho e existe uma equipe inteira em volta (produção, palco, luz, LED, monitor). O circuito de festival no Brasil é sazonal e roda o país.

▸ o que o mercado pede

Repertório próprio ou muito bem definido, resistência a viagem, e cabeça pra tocar em condições que mudam a cada palco. Quase sempre vem depois de um trabalho autoral ou de uma residência forte.

04a batalha

O CAMPEONATO E O TURNTABLISM

A linha que trata o toca-discos como instrumento: scratch, beat juggling, rotina cronometrada e júri.

▸ como funciona

É o caminho mais técnico de todos e o que mais deu título internacional pro Brasil. Se treina como esporte: rotina montada nota por nota, ensaiada por meses, apresentada em poucos minutos. Do campeonato saem carreira de show, patrocínio, aula e trabalho de estúdio.

▸ o que o mercado pede

Técnica de mão em outro nível, disciplina de treino e repertório de break e de vinil. Não é o caminho do dinheiro rápido · é o caminho do respeito da profissão.

▸ quem anda por aqui

Erick Jay · Raylan · Marquinhos Espinosa · Cinara · Morenno

brasileiros que subiram no pódio · a história completa está na faixa 08

05o autoral

A PRODUÇÃO E A MÚSICA PRÓPRIA

Quando o DJ passa a assinar a música que toca · e a música passa a abrir a porta dos shows.

▸ como funciona

É o caminho que mudou o tamanho da carreira de DJ no Brasil nos últimos vinte anos. O trabalho acontece no estúdio, com prazo de selo, release, distribuição e streaming, e o show vira consequência do catálogo. Envolve produzir, mixar, masterizar (ou contratar quem faça), negociar com selo e cuidar de direito autoral.

▸ o que o mercado pede

Produção musical de verdade, paciência de estúdio e entender a parte chata: contrato, registro, ECAD, distribuidora. Tocar bem não produz sozinho um bom disco.

▸ quem anda por aqui

Alok · Vintage Culture · Gui Boratto · ANNA · Renato Cohen · Mochakk

nomes que já aparecem nesta página pelo trabalho autoral

06o dial

A RÁDIO E A LOCUÇÃO

Programa de mixagem, rádio online, canal, podcast e a voz que apresenta tudo isso.

▸ como funciona

Foi o rádio que espalhou essa música pelo Brasil, e ele continua sendo um caminho de trabalho: programa semanal, produção de conteúdo pra rádio online, locução, curadoria de playlist e, hoje, o mesmo trabalho em áudio digital. Costuma andar junto com o DJ que toca à noite, não no lugar dele.

▸ o que o mercado pede

Voz e clareza pra falar no microfone, curadoria (escolher o que entra e o que não entra), pontualidade de grade e domínio de gravação e edição de áudio.

▸ quem anda por aqui

Dimmy Soler · Ronaldo Gasparian · DJ Carlinhos (Oxydance)

vozes do rádio que esta página já conta · a faixa 09 tem o dial completo

07a festa social

O CASAMENTO E A FESTA SOCIAL

Casamento, quinze anos, formatura, aniversário e confraternização.

▸ como funciona

É o mercado que mais contrata DJ no Brasil e o que menos aparece em matéria de revista. O trabalho é vendido direto pro cliente ou por cerimonialista, tem reunião de repertório antes, tem lista de música proibida e tem hora marcada pra cada bloco da festa. O DJ costuma levar e montar o próprio som e a própria iluminação.

▸ o que o mercado pede

Repertório amplíssimo e sem preconceito, jogo de cintura com pedido de convidado, contrato claro e equipamento próprio. É um caminho de agenda cheia o ano inteiro e de indicação boca a boca.

08a sala de aula

O ENSINO E A FORMAÇÃO

Ensinar a tocar como DJ, dar aula de produção musical, montar curso e formar quem vem depois.

▸ como funciona

Muito DJ da cena descobriu na sala de aula uma renda estável e um jeito de continuar dentro da profissão sem depender só de agenda de show. Dá aula em escola, particular, em oficina de projeto social ou em conteúdo próprio. É o caminho que a DJ Ban EMC segue desde 2001.

▸ o que o mercado pede

Saber fazer é diferente de saber explicar · o mercado pede didática, paciência e organização de conteúdo, além do domínio técnico de mixer, CDJ, controladora e Rekordbox.

09o bastidor

O BASTIDOR: AGÊNCIA, PRODUÇÃO E TÉCNICA

Agenciar artista, produzir evento, cuidar de som e luz, operar palco, montar line-up.

▸ como funciona

Boa parte de quem começou tocando acabou aqui, e ganha mais do que ganhava na cabine. É quem monta casting, negocia cachê, desenha turnê, contrata estrutura, opera a mesa de som da casa ou coordena o palco. Sem essa turma não existe noite nenhuma.

▸ o que o mercado pede

Cabeça de negócio, planilha, contrato e relacionamento. Conhecer a música por dentro é o que separa o produtor de evento bom do que só aluga estrutura.

as agências que fizeram esse trabalho no Brasil estão na seção AS AGÊNCIAS, mais acima

10a tela

O CONTEÚDO E A TRANSMISSÃO

Set gravado, live, vídeo curto, canal próprio e o DJ que também é criador.

▸ como funciona

Nasceu como vitrine e virou trabalho: hoje tem DJ que fecha contrato de marca, vende produto próprio e é contratado justamente pelo tamanho da audiência online. Envolve gravar set com imagem, editar, publicar com constância e entender a plataforma tanto quanto a pista.

▸ o que o mercado pede

Constância acima de talento pontual, noção de imagem e edição, e cuidado com direito autoral do que toca na gravação · a plataforma derruba vídeo por música protegida.

Ninguém segue um caminho só a vida inteira. O normal é começar por um, descobrir que gosta de outro e acabar vivendo de dois ou três ao mesmo tempo · o que muda é qual deles paga a conta neste ano. E tem quem não queira que nenhum pague: tocar por prazer, sem fazer disso profissão, é escolha legítima e não está abaixo de nenhuma das outras.

track 13SEM ANO · AINDA

A PRÓXIMA FAIXA É SUA

Essa linha do tempo continua sendo escrita toda semana por gente que decidiu aprender a tocar como DJ. Se você quiser entrar nela, o caminho já está desenhado · é só apertar o play.

ou chamar a gente no WhatsApp ↗

● rec · pesquisa viva

ESSA HISTÓRIA ESTÁ SENDO ESCRITA COM A CENA

A pesquisa desta página é contínua. Você viveu essa cena, tocou nela, frequentou um clube que não está aqui, tem data, correção ou história que precisa entrar? Manda pra gente · a gente confere e inclui, valorizando cada DJ, cada produtor e cada pista.

Não precisa ter sido DJ. Quem trabalhou na porta, montou som, imprimiu flyer, gravou fita ou só estava lá toda semana viu coisa que não está escrita em lugar nenhum. Uma linha já vale · o nome de um clube, uma data, uma correção. Quem colabora entra na bandeira aqui embaixo, com o nome que assinar.

a bandeira

QUEM ESCREVEU ESSA HISTÓRIA COM A GENTE

Esta página não foi divulgada ainda. Os primeiros nomes entram aqui assim que as primeiras colaborações chegarem · quem mandar um clube, uma data, uma foto ou uma correção fica registrado nesta bandeira.

as fontes

DE ONDE VEIO O QUE ESTÁ AQUI

Esta página não sai da cabeça de ninguém. Ela é feita de acervo próprio, de entrevista que a gente gravou e de material que outra gente publicou antes · e quem publicou antes fica registrado aqui, com o link. Quando duas fontes divergem, a página conta as duas versões ou não crava a data.

+ notas e fontes desta página

Datas e fatos compilados de imprensa especializada (DJ Mag, Resident Advisor, Mixmag, House Mag, revista DJ Sound), Red Bull, Sesc São Paulo, Forbes Brasil, DMC Brasil e arquivos da cena como Memória Clubber e São Paulo Antiga, além do acervo próprio da DJ Ban EMC. Onde as fontes divergem (a "primeira rave" do país, anos exatos de títulos antigos de campeonato), a página apresenta as duas versões ou evita cravar a data. Todas as fotos são do acervo da DJ Ban · a cena externa é contada em tipografia, por respeito ao direito autoral de quem fotografou essa história.