São Paulo · 25 de julho de 2026
Tem uma coisa que a música faz e quase nenhuma outra profissão consegue: ela junta gerações no mesmo lugar, fazendo a mesma coisa, ao mesmo tempo. Na sexta-feira, 24 de julho, o maior palco de música eletrônica do mundo virou cena de família. Alok terminou o set no Mainstage do Tomorrowland, na Bélgica, e chamou o pai e a mãe pra tocar com ele.
Swarup e Ekanta subiram na cabine 30 anos depois de terem começado as próprias carreiras como DJs. Não é participação de palco, é linha do tempo se fechando na frente de um público de dezenas de milhares de pessoas.

O que aconteceu no Mainstage
Foi um set autoral, intenso, de drops vibrantes e sequência que segurou o público do começo ao fim. A apresentação marcou a segunda passagem do brasileiro pelo festival este ano.
A primeira tinha sido no dia 19, no palco Freedom, com o Rave The World, o projeto que ele montou juntando narrativa audiovisual, luz e música numa estrutura feita sob medida. Duas apresentações no mesmo festival, em palcos de propostas opostas: uma de conceito, outra de multidão.
Quem são Swarup e Ekanta
Antes de existir Alok, existiam eles. Swarup e Ekanta são pioneiros do psytrance no Brasil e estão ligados ao Universo Paralello, o festival da Bahia que virou destino de gente do mundo inteiro na virada do ano. Alok e o irmão gêmeo, Bhaskar, cresceram nesse ambiente: som alto, viagem, acampamento, cabine.
Essa história não é um detalhe biográfico, é parte da formação da nossa cena. O psytrance chegou aqui pela rota de Goa e encontrou no Brasil um dos maiores públicos do planeta. A gente conta essa linhagem inteira na nossa página sobre a história da música eletrônica no Brasil, junto com as outras três famílias que formaram tudo que se toca hoje.
O que essa foto ensina pra quem está começando
É fácil olhar pra uma cena dessas e pensar que ali tem sorte, ou berço. Tem uma parte disso, sim: quem cresce dentro de uma cena chega com repertório e contato de vantagem. Mas o que segura alguém numa cabine por 30 anos não é herança. É repertório construído dia após dia, é conhecer o próprio equipamento no escuro, é saber ler o que a pista está pedindo e ter mão pra entregar.
Isso se aprende, e é bonito de aprender. Tocar organiza a cabeça: você entra na música e o mundo lá fora silencia por umas horas. Não precisa de Mainstage pra sentir isso, precisa de fone, de faixa boa e de técnica pra fazer a transição acontecer no ponto.
Na DJ Ban EMC, desde 2001, os lançamentos mundiais chegam diretamente às salas de aula e estúdios de treino. E o que a gente ensina é justamente a parte que não se herda: os fundamentos que sustentam qualquer DJ, do primeiro aniversário que ele toca ao palco grande, se ele quiser chegar lá.
Comece a sua própria história na cabine
Aulas presenciais em São Paulo, no CDJ-3000X e no mixer DJM-A9, com quem está na estrada desde 2001.
Falar com a DJ Ban EMCPerguntas frequentes
Quem são Swarup e Ekanta, os pais do Alok?
São DJs pioneiros do psytrance no Brasil, ligados ao festival Universo Paralello, na Bahia. Em 2026 completam 30 anos de carreira. Alok e o irmão gêmeo, Bhaskar, cresceram dentro desse ambiente.
Quantas vezes Alok tocou no Tomorrowland 2026?
Duas. No dia 19 de julho apresentou o Rave The World no palco Freedom e em 24 de julho tocou no Mainstage, o maior palco do festival.
Preciso ter família na música pra virar DJ?
Não. Crescer numa cena ajuda no repertório e nos contatos, mas a técnica se aprende: beatmatching, leitura de pista, uso de EQ e construção de energia são conteúdo de curso, não herança.
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